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	<title>Ciência, Tecnologia e Ensino &#187; energia</title>
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	<description>Artigos, análises e comentários sobre ciência, tecnologia e ensino em geral. Em particular, temas atuais a respeito da pesquisa em Física, informática e do ensino e aprendizagem de Física.</description>
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		<title>Trabalho e Energia Mecânica &#8211; Parte I</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 15:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[energia]]></category>
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		<description><![CDATA[1 – Introdução
A interpretação de Isaac Newton (1642-1727) inventando a força como causa das modificações nos movimentos dos corpos, teve enorme aceitação durante os séculos XVIII e XIX, principalmente porque obteve boas respostas para várias indagações da época estabelecendo o desenvolvimento de uma nova ciência, como anunciara Galileo Galilei (1564-1642), a qual, nesse período, conseguiu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1 – Introdução</strong></p>
<p>A interpretação de Isaac Newton (1642-1727) inventando a força como causa das modificações nos movimentos dos corpos, teve enorme aceitação durante os séculos XVIII e XIX, principalmente porque obteve boas respostas para várias indagações da época estabelecendo o desenvolvimento de uma nova ciência, como anunciara Galileo Galilei (1564-1642), a qual, nesse período, conseguiu modificar substancialmente a estrutura da sociedade européia, principalmente nos aspectos econômico e político.</p>
<p>Mas na Inglaterra do período de Newton, aconteceu a invenção pela via empírica, da primeira máquina a vapor de água para atender a necessidade de retirar água das minas de carvão mineral inundadas, viabilizando economicamente a continuação da extração dessa substância e de outros minerais (ferro, cobre e estanho) das minas cada vez mais profundas.</p>
<p>Essa máquina à vapor deu início, na Inglaterra, ao período econômico europeu denominado de Primeira Revolução Industrial.</p>
<p>Em conseqüência dessas alterações no processo industrial, a Física avançou para além dos conceitos de força e desenvolveu o conceito de energia mecânica.</p>
<p>Naquela época já eram conhecidos vários tipos de máquinas mecânicas simples, muitas concebidas há muito tempo: o plano inclinado, a alavanca, a catapulta, a roldana, a balança, o arco e a flecha, a arma branca. Essas máquinas (ou instrumentos) eram usadas para realizar trabalho mecânico em substituição ao trabalho físico humano, mas o funcionamento de todas ainda dependia da ação muscular do ser humano porque nenhuma delas era movida por transformação física de qualquer substância.</p>
<p>A arma de fogo, talvez desenvolvida pelos árabes e presente na Europa desde o século XIII, provavelmente foi a primeira máquina a funcionar com a transformação físico-química de uma substância – a combustão da pólvora, inventada pelos chineses por volta do ano 1000 d.C – para realizar trabalho mecânico capaz de impulsionar um corpo, a bala, com mais eficiência do que quando é lançada pela mão humana.<br />
A partir do século XVII, as interpretações isoladas de vários fenômenos vão sendo reunidas e os resultados animam os pesquisadores na busca de novas tecnologias. Duas dessas interpretações são a do Torricelli e a do Boyle sucintamente descritas a seguir.</p>
<p>Anterior a Newton, o italiano Evangelista Torricelli (1608-1647) – colaborador de Galileo nos últimos 3 meses de vida deste – não conheceu a interpretação de força e não tinha evidência que a atmosfera do planeta fosse composta de elementos atômicos.</p>
<p>Nessa época, a conceituação de átomo como uma partícula real ainda era embrionária, pois ainda prevalecia a concepção filosófica herdada dos gregos pré-aristotélicos.</p>
<p>Apesar disso, em 1643, Torricelli realizou uma experiência para demonstrar que a atmosfera terrestre exerce uma pressão sobre os corpos e com isso criou o barômetro, um instrumento para medir a pressão atmosférica. Também pré-Newton, o irlandês Robert Boyle (1627-1691) publicou em 1662 o resultado de seus estudos experimentais relacionando a pressão e o volume de um gás contido em um recipiente em função da temperatura do mesmo.</p>
<p>É com base na pressão atmosférica e na relação entre pressão e volume que, por volta de 1670, o francês Denis Papin (1647-1712) e o holandês Christiaan Huygens (1629-1695) realizaram experiências usando a combustão da pólvora para deslocar verticalmente um pistão (êmbolo) dentro de um cilindro fechado.</p>
<p>Primeiro, o pistão é forçado a subir contra o seu próprio peso devido à pressão do ar que é introduzido no cilindro, depois a pólvora é queimada dentro do cilindro causando a rápida diminuição da pressão interna em comparação com a pressão atmosférica e próprio peso, o que força a descida do pistão.</p>
<p>Depois disso Papin teve a idéia de substituir a pólvora por vapor de água produzido por aquecimento dentro do cilindro por baixo do pistão.</p>
<p>O vapor d’água aumenta a pressão interna causando o deslocamento do pistão para cima vencendo a pressão do próprio peso e a pressão atmosférica. A seguir, o pistão é resfriado bruscamente com água a temperatura ambiente para condensar o vapor d’água e, desse modo, diminuir a pressão interna, forçando a rápida descida do pistão (ver figura 01).<br />
<img src="http://www.professandofisica.com/wp-content/uploads/2009/11/Papin-Pistão3.bmp" alt="Papin-Pistão" title="Papin-Pistão" class="alignright size-full wp-image-371" /><br />
Desse modo, foi concebida uma maneira de tornar o movimento do pistão independente da força muscular do ser humano.</p>
<p>Podemos dizer que Papin foi o inventor da “panela de pressão” e da válvula de segurança para evitar a explosão da mesma, em 1679, mas parece que não conseguiu convencer as mulheres daquela época e industrializar a sua máquina de fazer comida.</p>
<p>Outra máquina a vapor d’água inventada em 1712 pelo ferreiro e mecânico inglês Thomas Newcomen (1662-1729) para drenar água das minas de carvão, foi fundamentada no mesmo princípio de funcionamento do pistão de Papin, com três diferenças:</p>
<p>1- o vapor  d’água é produzido fora do cilindro e é injetado no interior do mesmo;<br />
2- o movimento vertical deste primeiro pistão é transmitido para outro pistão também dentro de um cilindro fechado, que extrai a água da mina;<br />
3- o funcionamento do sistema é controlado por válvulas que são abertas ou fechadas em sequência estabelecida.</p>
<p>A causa do movimento do primeiro pistão é a introdução de vapor de água por baixo do mesmo para aumentar a pressão dentro do cilindro e fazer o pistão subir contra a pressão do próprio peso e a pressão atmosférica.</p>
<p>Em seguida, o cilindro é resfriado com água (temperatura ambiente) para condensar o vapor d’água dentro do mesmo, diminuindo bruscamente a pressão interna para fazer o pistão descer até a base do cilindro. Depois o processo é repetido, sendo controlado pelo abrir e fechar de válvulas em cada estágio.</p>
<p>A parte externa desse pistão está rigidamente conectada a outro pistão que é obrigado a se mover dentro de outro cilindro fechado e, com esse movimento vai sugando, através de um tubo cilíndrico, a água de dentro da mina (ver figura 02).<br />
<img src="http://www.professandofisica.com/wp-content/uploads/2009/11/Newcomen-MáquinaVapor.bmp" alt="Newcomen-MáquinaVapor" title="Newcomen-MáquinaVapor" class="alignright size-full wp-image-373" /><br />
Com uma potência de 5,5 HP e bombeando 12 vezes por minuto, a bomba de água de Newcomen puxava cerca de 45 litros de água por vez, da profundidade de até 46 metros.</p>
<p>Em 1763 o mecânico escocês James Watt (1736-1819) foi encarregado de consertar uma máquina de Newcomen e realizou modificações que aumentaram em 4 vezes a eficiência da mesma.</p>
<p>Então conseguiu a patente relativa a essas melhorias e, associando-se a pessoas que tinham dinheiro para investir, montou uma fábrica de bombas d’água.</p>
<p>Em 1781, Watt inventou uma máquina a vapor com movimento de rotação a qual, em 1783, foi aproveitada por Richard Arkwright (1702-1792) para movimentar os teares de suas fábricas de tecidos.</p>
<p>Essa ainda muito lenta evolução empírica da máquina a vapor dá início à primeira revolução industrial na Inglaterra.<br />
<img src="http://www.professandofisica.com/wp-content/uploads/2009/11/Newcomen-MáquinaVapor1.bmp" alt="Newcomen-MáquinaVapor1" title="Newcomen-MáquinaVapor1" class="alignright size-full wp-image-375" /></p>
<p>Máquina a Vapor de Newcomen</p>
<p>O funcionamento da máquina a vapor exigiu dos pesquisadores a construção de uma interpretação e conceituação teóricas para descrever o fenômeno do calor, o responsável pela transformação física da substância água para movimentar o pistão.</p>
<p>Foi necessário também compreender melhor a resistência dos materiais sólidos para construir as caldeiras com mais segurança e mais economia.<br />
OBS: A segunda parte desse artigo tratará da construção do conceito de Energia Mecânica.</p>
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		<title>Química Ambiental: Solução de dois grandes problemas com uma única sacada.</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 15:24:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[água potável]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma célula de combustível microbiana é modificada para usar matéria orgânica como fonte de energia e consegue dessalinizar a água enquanto gera eletricidade.
Ninguém mais duvida de que a água potável no planeta Terra é um recurso inestimável o qual devemos e temos que gerir cuidadosamente, pois a oferta mundial está diminuindo.
É sabido também que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong><img class="alignright size-thumbnail wp-image-330" title="CélulaDessalinizadora" src="http://www.professandofisica.com/wp-content/uploads/2009/08/CélulaDessalinizadora2-150x138.jpg" alt="CélulaDessalinizadora" width="150" height="138" />Uma célula de combustível microbiana é modificada para usar matéria orgânica como fonte de energia e consegue dessalinizar a água enquanto gera eletricidade.</strong></em></p>
<p>Ninguém mais duvida de que a água potável no planeta Terra é um recurso inestimável o qual devemos e temos que gerir cuidadosamente, pois a oferta mundial está diminuindo.</p>
<p>É sabido também que a água do mar é uma grande e atrativa fonte alternativa para a produção de água potável, porém as atuais tecnologias de dessalinização consomem grandes quantidades de energia e isso inviabiliza a proposta.</p>
<p>Existem vários processos para dessalinizar a água do mar, ou seja, para separar o cloreto de sódio (NaCl) da água (H<sub>2</sub>O).</p>
<p>A decantação gravitacional é um processo utilizado há muitos milênios, no entanto apresenta baixo índice de eficiência, visto que são necessários vários ciclos de decantação para conseguir eliminar mais que 90% do sal.</p>
<p>A utilização de um reator – uma célula apropriada para quebrar a ligação iônica entre os átomos de sódio (Na) e cloro (Cl) – depende de muita energia externa para realizar o processo desejado.</p>
<p>Procurando alguma solução para esse problema, a equipe de Xia Huang na Universidade Tsinghua, em Pequim, teve a idéia de modificar uma célula de combustível microbiana para dessalinizar a água e, ao mesmo tempo, gerar energia elétrica.</p>
<p>Uma célula de combustível microbiana típica consiste de dois compartimentos – o ânodo (carga negativa) e o cátodo (carga positiva) &#8211; separados por uma membrana iônica.</p>
<p>No compartimento do ânodo, as bactérias oxidam a matéria orgânica para gerar elétrons e prótons, enquanto no compartimento do cátodo, prótons e elétrons combinam com o oxigênio para formar a água.</p>
<p>Para completar o processo, uma corrente elétrica flui do ânodo para o cátodo através de um circuito externo.</p>
<p>Em seu novo aparelho (ver foto), os pesquisadores inseriram uma membrana de troca aniônica próxima ao ânodo e uma membrana de troca catiônica próxima do cátodo. Esta alteração introduz um compartimento central dentro da célula onde ocorre a dessalinização.</p>
<p>Após a produção de eletricidade pelas bactérias, os íons positivos de sódio e os íons negativos de cloro, separados no compartimento central, avançam para os respectivos compartimentos de ânodo e de cátodo.</p>
<p>Usando essa célula modificada, os pesquisadores conseguiram remover cerca de 90% do sal da água do mar em um ciclo e gerar potência elétrica de até 31 watts por metro cúbico de água &#8211; 31 W/m<sup>3</sup>(com base no volume total do reator).</p>
<p>Embora o desempenho nas duas contagens ainda seja insuficiente para aplicações práticas, a abordagem é muito animadora, pois demonstra um grande potencial para resolver problemas de água potável e de energia, simultaneamente.</p>
<p>Vamos ficar torcendo para que essa célula continue sendo desenvolvida e que os resultados logo se tornem economicamente viáveis.</p>
<p>Quem estiver interessado em mais e melhores informações, deve consultar:</p>
<p>Cao, X. <em>et al</em>. <span>A new method for water desalination using microbial desalination cells</span>. <span>Environ. Sci. Technol.</span> doi:10.1021/es901950j (2009).</p>
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