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AMAZONAS – Olimpíada de Astronomia e Astronáutica

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

AstronomiaSe depender da iniciativa do mestre em Física da Matéria Condensada pelo Instituto de Física da Universidade de São Paulo e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Walter Esteves de Castro Junior, os estudantes do Amazonas têm tudo para se destacar nas próximas edições da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

Pelo terceiro ano consecutivo, o professor teve o projeto “Olimpíada de Astronomia e Astronáutica – Nível Estadual” aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) por meio do Programa de Apoio às Olimpíadas em Ciências no Estado do Amazonas que teve o resultado divulgado na última quarta-feira (10/2).

Segundo Walter Junior, a maior influência do projeto é aproximar a universidade proporcionando desafios aos estudantes dos ensinos fundamental e médio, despertando os interesses pela astronomia e astronáutica. “Ao fim de cada OBA, procuramos identificar os estudantes talentosos na área, preparando-os para as próximas olimpíadas e estimulando-os a seguir carreiras científico-tecnológicas”, destacou.

O projeto receberá recursos no valor de R$ 35 mil (auxilio-pesquisa) e mais R$ 12,8 mil (bolsas) para concretizar as ações programadas para a capital e interior do Estado.

A iniciativa abrange duas etapas: implementar a OBA nos municípios do interior e, na medida do possível, realizar oficinas preparatórias, iniciando ainda em fevereiro a preparação, aqui em Manaus, dos alunos que participam das atividades da Casa da Física na UFAM.

“O apoio da FAPEAM é de fundamental importância, pois o gasto com materiais de consumo está aumentando na proporção direta do aumento no número de participantes. Além disso, sem a participação direta da FAP do Amazonas não tenho como viajar ao interior para divulgar e fazer as oficinas”, esclareceu Walter Junior.

Olimpíada no AM
Astronomia1
O Programa de Apoio às Olimpíadas em Ciências no Estado do Amazonas pretende apoiar a realização das Olimpíadas em Ciências, entendidas como instrumento de melhoria do desempenho dos estudantes do ensino fundamental e médio, e também de identificação de jovens talentosos que possam vir a seguir carreira científico-tecnológica.

A OBA, que em 2010 realizará a 13ª edição nacional, é uma atividade da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e com Furnas Centrais Elétricas S/A. Seu público específico são os estudantes do ensino fundamental e médio em todo o território nacional. Este ano, a Olimpíada será realizada em única etapa no dia 14 de maio.

As provas têm quatro níveis distintos:
- Nível 1, destinada aos alunos participantes regularmente matriculados do 1º ao 3º ano do ensino fundamental, com duas horas de duração;
- Nível 2, destinada aos alunos regularmente matriculados no 4º e 5º ano do ensino fundamental, com duas horas de duração;
- Nível 3, destinada aos alunos participantes regularmente matriculados do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, com três horas de duração;
- Nível 4, destinada aos alunos participantes regularmente matriculados em qualquer ano do ensino médio e com duração de quatro horas.

A correção das provas da OBA é feita pelos próprios professores representantes da OBA e pela equipe de professores sob sua coordenação. Ao final deste processo é selecionada uma equipe para representar o Brasil na correspondente Olimpíada Internacional de Astronomia.

A OBA é de nível nacional e as provas são elaboradas pela coordenação que fica no Rio de Janeiro. O número de participantes cresce a cada ano. Em 2008 foram mais de 400 mil participantes nos quatro níveis.

Luana Gomes e Ulysses Varela – Agência Fapeam

AMAZÔNIA: Piaba Dálmata

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Mais uma pequena novidade para o mundo.

A pesquisadora Cristina Bührneim, professora do curso de Biologia da Escola Normal Superior da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), identificou uma espécie de peixe ornamental até agora desconhecida, habitante dos igarapés dos rios Madeira e Purus.

Com quase dois centímetros de comprimento, a descoberta foi batisada como Amazonspinther dalmata e publicada no periódico científico da Sociedade Brasileira de Ictiologia, a revista “Neotropical Ichthyology”, de dezembro de 2008.

Tomara que a identificação desse peixe ornamental sirva para oferecer melhores condições de vida para os habitantes das florestas e não como mais um pretexto para enriquecer os de sempre e empobrecer mais ainda a região amazônica.

A foto faz parte da publicação acima citada.