Você não está conseguindo associar completamente um nome a um rosto, ou associar um cantor com uma canção? Você sabe, ou pelo menos espera, que a informação se encontre intacta em algum lugar em sua memória, necessitando somente do truque, ou do estímulo correto da memória para a recuperar.
Para a comunicação através de processos quânticos, na qual a informação é transmitida ao longo dos canais quânticos e armazenada em memórias quânticas, é necessário que a informação armazenada esteja bem definida e seja recuperável.
Entretanto, é conhecido que as memórias quânticas são deterioráveis por causa do processo conhecido como decoerência, e em consequência os físicos têm que desenvolver seu próprio conjunto de truques para sondar e medir o grau de confiança dessas memórias.
Staudt e colaboradores (Phys. Rev. Lett. 98, 113601 – 2007) estudaram a informação quântica armazenada em uma memória ótica, na qual a informação está codificada por meio de um processo de transferência coerente da fase e das amplitudes de pulsos de luz em um material sólido apropriado.
Eles usaram a técnica de photon-echo por meio da qual uma seqüência de pulsos inicializa a célula de memória, codifica os dados dentro da célula, e usa um pulso lido para gerar um pulso eco estimulado que replica a informação armazenada.
A vantagem deste processo é que, embora as memórias possam ser perdidas, se forem recuperadas permanecem intactas.
OBS: A técnica de photon-echo foi desenvolvida a partir de um fenômeno de transição ótica coerente que ocorre em certos tipos de materiais, os quais mediante excitação de pulsos óticos via laser, produzem pulsos elétricos que são do mesmo tipo dos pulsos incidentes, por isso denominados por “eco de fóton”.