A ciência do século 20

Embora estejamos convivendo com modernos, velozes e eficazes meios de comunicação, há quantidade enorme de conhecimento científico e tecnológico desenvolvido nos últimos 100 anos que permanece desconhecida da maioria da população, inclusive da pequena parcela da população com formação universitária.

Avalie seu conhecimento a respeito de alguns elementos da ciência e da tecnologia que marcaram os últimos cem anos, respondendo ao bem humorado teste elaborado pelo pesquisador Henrique Fleming, professor titular do Instituto de Física da USP, o qual foi contemporâneo da maioria dos pesquisadores que desenvolveram o conhecimento abordado neste teste. O fato de não ter sido o autor direto de nenhum desses assuntos já não o aborrece tanto, após décadas de terapia gratuita.

Teste
1) O carbono 14 é:

a- Um formato de papel-carbono;

b- O núcleo do átomo de carbono usual;
c- Um isótopo radioativo do núcleo de carbono, usado na datação de restos de seres vivos;
d- Carvão ativado, de amplo uso como medicamento.
2) Os raios cósmicos são:

a- Descargas elétricas de uma gigantesca, cósmica, tempestade;

b- Certas descargas elétricas de uso cosmético;
c- Descargas elétricas em altas montanhas;
d- Partículas que incidem sobre a Terra, vindas do espaço.
3) Os locutores esportivos gostam de citar a “lei da física” que diz que “dois corpos não podem ocupar – ao mesmo tempo – o mesmo lugar no espaço“. Essa lei:

a- Na física quântica, “já era”;

b- Continua em vigor;
c- É verdadeira, mas não foi ainda regulamentada;
d- A física quântica não se aplica a corpos. Só a átomos, moléculas e outros objetos microscópicos.
4) A frase “Há boas probabilidades de que exista vida em Europa“, significa que:

a- O autor da frase tinha problemas com a sintaxe, para dizer o mínimo;

b- Há boas probabilidades de que exista vida no satélite Europa, de Júpiter;
c- Há boas probabilidades de que exista vida no satélite Europa, de Marte;
d- A vida fora do Brasil não é considerada uma verdadeira vida.
5) O princípio de Lavoisier “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma“:

a- Nunca precisou ser alterado;

b- É uma prova de que o universo é eterno;
c- Está errado;
d- Só vale, com a precisão moderna, para a química dos fulerenos.
6) Nas estações espaciais costuma-se realizar o crescimento de cristais. O objetivo é:

a- Produzir cristais mais perfeitos;

b- Produzir cristais num ambiente onde a geometria não é euclidiana;
c- Aproveitar os eventuais poderes mágicos dos cristais;
d- Combater o tédio, como uma versão cósmica da jardinagem.
7) O “último teorema” de Fermat é:

a- A continuação não autorizada, dirigida por Fermat, do filme “Teorema”, de Pier Paolo Pasolini;

b- Uma crítica mordaz do filme citado, publicada na revista “The New Yorker”. Pierre Fermat substituiu a famosa crítica Pauline Kael;
c- Teorema mesmo, de matemática, que levou vários séculos para ser demonstrado;
d- Teorema que prova que os números primos são em quantidade infinita.
8) Nós somos “poeira de estrelas” é:

a- A última frase de Einstein, no leito de morte;

b- Uma forma poética de dizer que o material de que somos feitos, os elementos, são, quase todos, produzidos em estrelas;
c- Mais uma variante do tradicional sentimento de culpa judaico-cristão;
d- O título de uma famosíssima música americana, “Stardust”;
9) Qual é a relação entre relatividade geral e eclipse?

a- O tédio, pois tanto a teoria de Einstein como o filme de Michelangelo Antonioni são de levar ao suicídio;

b- O hermetismo, pois tanto a teoria como o filme são incompreensíveis;
c- Durante eclipses do Sol, são feitas observações críticas para testar a teoria de Einstein;
d- Em eclipses solares, foi descoberto o elemento “coronium”, previsto por Einstein.
10) A antimatéria é:

a- Uma previsão da mecânica quântica que estaria na origem do fenômeno da inércia;

b- Uma posição filosófica de oposição ao materialismo, mais conhecida como idealismo, ;
c- Uma hipotética forma de matéria que tem peso negativo;
d- Outra forma de matéria, de existência comprovada, a qual ao interagir com a matéria ordinária, geralmente convertem-se em luz.

OBS: 1- O gabarito deste teste será apresentado aqui, na próxima semana.

2- Este teste foi publicado na versão on-line do jornal a Folha de São Paulo, em janeiro de 2004.

Um comentário para “A ciência do século 20”

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