Nesta semana fomos sacudidos outra vez pelo horror da violência que extrapola o espaço já formalmente delimitado da região do Iraque e adjacências, sobre a qual nossos sentimentos humanitários já se anestesiaram durante os últimos quatro anos. Só hoje, 18 de abril, quatro bombas mataram pelo menos 157 pessoas na área shiita de Bagdad.
Quem de nós ainda ao menos pisca diante dessa violência extremamente violenta?
No entanto, de repente somos atingidos por outras formas de violência não esperadas como o assassinato de 32 pessoas dentro de uma Universidade localizada no país considerado como símbolo da liberdade democrática, crime praticado por uma só pessoa, um imigrante oriental, o qual também optou pelo suicídio.
Quem quiser conhecer os detalhes pode buscar os jornais on-line: www.folha.uol.com.br; www.nytimes.com; www.corriere.it; www.lefigaro.fr.
Enquanto isso, a Cidade Maravilhosa – Rio de Janeiro (Brasil) – também enfrenta mais uma semana de extrema violência que se desenrola nas ruas, durante os confrontos entre as forças policiais e os bandos dos chamados narcotraficantes. De segunda-feira até hoje, quarta-feira, já são 25 mortos.
Nesses confrontos de rua quem leva a pior são as pessoas que só querem ter o direito de ir e vir.
E ainda somos obrigados a conviver com a a pior das violências: a extrema violência política, em todo mundo, cometida pela maioria dos dirigentes eleitos para mandato representativo que procura ganhar vantagens pessoais através desse mandato, associando-se aos grupos econômicos que nunca se preocupam com o bem estar da sociedade.
Esquecem o seu eleitor, por quem só guardam desprezo, e nem querem saber porque mais de 3 BILHÕES de pessoas estão morrendo à míngua neste planeta, sem que lhes seja permitida qualquer alternativa além da morte o mais breve possível.
Por isso penso que cabe uma pergunta utópica:
Quando conseguiremos organizar a sociedade em torno de princípios que garantam um padrão únitário de sobrevivência digna e pacífica?
A pergunta parece ter resposta óbvia: NUNCA!!!!
OBS: Este comentário não faz parte dos assuntos deste blog, porém não é possível seguir incólume a essa vilência que assola o mundo.