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Máquinas Inteligentes Existem?

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Muito cuidado com a sua formação profissional: estão construindo máquinas inteligentes.

Atualmente, há duas perguntas correlatas que costumam ser feitas com frequência no universo das ciências:

 

1- Como podemos dar conta do enorme volume de dados científicos que está sendo gerado todo dia?

 

2- Um robô seria capaz de substituir um assistente de pesquisa, um pós-doutor, ou mesmo o pesquisador principal em um laboratório biológico?

 

Quem pergunta, quer resposta!

 

Por isso, Schmidt e Lipson desenvolveram um algoritmo que substitui uma combinação de força bruta e estratégias matemáticas para resolver um problema que desafia o raciocínio humano.

 

Fornecidos os dados brutos sobre o comportamento de um sistema físico como um pêndulo, por exemplo, o algoritmo pesquisa a gama de possíveis equações da física matemática coerente com os dados e converge para as equações fundamentais do movimento originalmente derivadas pelo ítalo-francês Joseph-Louis Lagrange (1736-1813) e mais tarde pelo irlandês William Rowan Hamilton (1805-1865).

 

Já a equipe de Ross King descreve um robô programado não só para realizar experiências no metabolismo da levedura com pouca ou nenhuma intervenção humana, mas também capaz de avaliar os seus resultados e planejar adequadamente os próximos experimentos.

 

Esse robô – batizado de Adam – foi capaz de preencher os espaços em branco de enzimas desconhecidas necessárias para a descrição bioquímica e bioinformática do metabolismo e da genômica, e ainda identificou enzimas órfãs no metabolismo da levedura que foram confirmadas pelos humanos.

 

Se a automação da ciência continuar nesse rítmo e a formação profissional continuar decrescendo, logo estaremos sendo substituídos pelos robôs por simples incompetência humana.

 

Quer mais informação sobre o assunto? Consulte os textos originais.

 

Michael Schmidt e Lipson,Distilling Free-Form Natural Laws from Experimental Data, Science 3 April 2009: Vol. 324. no. 5923, pp. 81- 85.

Ross D. King, The Automation of Science, Science 3 April 2009: Vol. 324. no. 5923, pp. 85- 89.

BEBÊ DE PROVETA: Como será no futuro?

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Desde o nascimento do primeiro bebê de proveta do mundo – fato acontecido há 30 anos -a fertilização in vitro tornou-se banal.

O que acontecerá nas próximas três décadas?

Os pesquisadores afirmam que as próximas décadas podem trazer tecnologias igualmente transformadoras para o processo de fertilização in vitro.

Imagino então a possibilidade do seguinte cenário :

Uma criança nasce na sala de parto de um hospital pouco depois da meia-noite, pesando 3,4 kg – uma rotina no nascimento de um bebê.

Seus pais compram um exemplar do jornal para marcar o seu aniversário: 25 de Julho de 2038.

Com certeza essa criança é tudo aquilo com que os pais sonharam, porque eles fizeram todos os procedimentos médicos possíveis para ter certeza disso.

O bebê teve o seu genoma seqüenciado pela retirada de uma ou duas células quando ainda era um embrião, tal como foi feito para o aglomerado de outros embriões produzidos no mesmo processo de fertilização in vitro (FIV).

Os pais escolheram o seu bebê quando a clínica realizou a análise “das primeiras quatro células” e afirmou que este embrião em particular apresentava as melhores chances para nascer e crescer sem obesidade, livre de câncer e, principalmente, feliz…

Se este cenário parece perfeitamente plausível daqui a três décadas, é devido ao que aconteceu neste mesmo dia, deste mês há 30 anos atrás: o nascimento do primeiro bebê criado por FIV em 25 de Julho de 1978.

Os jornais que anunciaram a grande novidade nas primeiras páginas, a chamaram de SuperBebê, porém seus pais preferiram chamá-la de Louise Brown.

Desde então, aquilo que parecia inacreditável e cheio de controvérsias tornou-se banal: até hoje, cerca de 4 milhões de crianças nasceram por meio de FIV.

Por isso, a revista Nature pediu a vários especialistas em medicina reprodutiva para especular sobre o que poderia ser realizado nas próximas três décadas e discutir algumas das técnicas que prometem ser igualmente transformadoras, caso sejam legalmente aprovadas.

Há muitos aspectos interessantes a favor e contra que serão apresentados nas próximas publicações.

PRIMEIRO BEBÊ DE PROVETA: Faz 30 anos!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

No próximo dia 25 deste mês de julho, fará 30 anos do nascimento do primeiro bebê de proveta deste planeta.

Foi uma menina inglesa, Louise Brown, o resultado da fertilização in vitro realizada pelo médico obstetra Patrick Christopher Steptoe (1913-1988) e o fisiologista Robert Geoffrey Edwards (1928) no Reino Unido, após mais de 15 anos de pesquisas.

Em 1959, o biologista chinês Min-Chueh Chang (1908-1991) mostrou que a fertilização in vitro funcionava em coelhos, mas o método não surtia o mesmo efeito nos humanos até descobrirem que o espermatozóide humano precisava ser “capacitado” para fertilizar o óvulo in vitro.

Na relação sexual normal, in vivo, o ambiente interno do genital feminino favorece essa capacitação, por isso era necessário criar essas mesmas condições no processo in vitro.

Em 1964, Robert Edwards mudou-se da Inglaterra e foi para a Universidade Johns Hopkins nos Estados Unidos, para conseguir óvulos humanos para a sua pesquisa, pois estava tendo dificuldades no seu país de origem.

Nessa Universidade trabalhou com o médico Howard Jones e juntos desenvolveram toda a pesquisa para criar as condições in vitro que permitissem ao espermatozóide fecundar o óvulo.

Voltando para o Reino Unido, Robert convidou o obstreta Patrick para desenvolverem o processo de fertilização in vitro.

Após 30 anos de pesquisas, esses procedimentos iniciais já estão em estágios muito mais avançados.

Porém ainda cabe a pergunta: PODEMOS COMEMORAR?

OBSERVAÇÕES:

1- Min-Chueh Chang ficou muito conhecido pela contribuição para a pírula oral contraceptiva.

2- Patrick Steptoe conheceu a técnica da laparoscopia e promoveu a sua utilização na ginecologia ao publicar o livro Laparoscopy in Gynaecology em 1967.

3- Howard Jones, atualmente professor emérito da Escola de Medicina em Virgínia do Leste, foi o responsável pelo primeiro bebê de proveta nascido nos Estados Unidos em 1981.
OBS: A foto foi colada do http://www.wikipedia.com/.