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ÁGUA: bem VITAL, não RENOVÁVEL!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Neste planeta que chamanos de TERRA, mais de UM BILHÃO DE PESSOAS estão sem acesso a água potável e mais de DOIS BILHÕES DE PESSOAS tem pouco ou nenhum saneamento básico.

Como a água é consumida por demandas cada vez maiores de alimentos e energia e sua distribuição no planeta está sendo alterada pelas mudanças climáticas, cabe a pergunta:

O que podemos fazer para garantir a disponibilidade da água potável para o futuro, incluindo quem hoje não a tem?

Sabemos que a água é um bem natural vital, mas não é renovável!!!

O que isso significa?

Primeiro: Não há como repor a água ou conseguir mais água do que a que existe neste planeta.

Segundo: Se não transformarmos o nosso comportamento com relação ao MAL USO da ÁGUA, estamos nos condenando à morte lenta, gradual e, provavelmente, definitiva.

O índice de poluição das águas está ficando fora de controle, ou seja, para tornar a água potável será necessário gastar muito mais energia em um tempo cada vez menor.

As conseqüências são previsíveis: cada vez menos pessoas terão acesso à água potável.

Além disso, estamos perdendo terreno para as alterações provocadas pelas mudanças climáticas.
Em várias regiões deste planeta o ciclo das águas está sendo modificado porque provocamos intensas e extensas mutações ao nosso habitat – desmatando, acumulando lixo não degradável, poluindo a atmosfera – desestruturando rapidamente o conjunto de relações bio-físico-químicas existente entre os diversos ambientes terrestres.

Já não são suficientes tantas catástrofes naturais?

Precisamos, URGENTEMENTE, de muita coragem para deter essa destruição!

Entre muitas iniciativas individuais e familiares possíveis de realizar, temos que:

1- nos fazer presente e nos fazer ouvir em todos os foruns nacionais e internacionais;

2- criar comitês de ruas, bairros, cidades para desenvolver processos de controle das nascentes dos igarapés, riachos, protegendo a utilização dessas águas;

3- exigir o desenvolvimento de tecnologias que não destruam o ambiente;

Talvez assim consigamos, pelo menos, começar a deter a mutação que estamos impinindo ao nosso pedaço de chão: a bela Amazônia.

OBS: A foto é da NASA e mostra a Terra vista pelo astronauta na Apollo 11 ao passar por trás da Lua; pela face iluminada da Terra, o Sol está para cima na direção vertical.

AQUECIMENTO DO PLANETA

terça-feira, 29 de maio de 2007

As atividades humanas estão sendo responsabilizadas como as principais causas do aumento da temperatura média do nosso Planeta.

Essas atividades emitem gases em quantidade nociva para o ambiente: dióxido de carbono e metano.

A emissão do dióxido de carbono (CO2) ocorre pela queima de combustível fóssil – petróleo – e é o maior vilão dessa história.
O mais letal para o ser humano é o inodoro gás metano (CH4), produzido em alguns processos industriais, na criação de animais e na decomposição da matéria orgânica. Felizmente ainda é o menos abundante.

Algumas das conseqüências previstas diretamente relacionadas com o aquecimento da Terra:

1- risco de extinção de 20% a 30% das espécies animais se o aquecimento superar 2,5 graus na temperatura média;

2- as terras agriculturáveis na América Latina se tornarão desérticas;

3- o derretimento do gelo do Himalaia reduzirá a quantidade de água potável naquela região;

4- as regiões marítimas e fluviais que estiverem em até 1,0 metro acima do atual nível do mar serão alagadas definitivamente;

5- ninguém escapará dos impactos desse aquecimento global.

A solução desse aquecimento não passa apenas pela diminuição das emissões de gases, pois mesmo que todas as atividades emissoras de gases fossem paradas neste momento, essa ação por si só não seria capaz de diminuir as conseqüências do aquecimento do Planeta para os próximos 20 anos, pois esse processo de aquecimento já está estabelecido pelo atual estado do sistema climático da Terra.

Claro que essa situação não significa que nenhuma ação deva ser executada, afinal precisamos garantir que este Planetinha continue habitável.

Mas O QUE FAZER? COMO FAZER?

EXOPLANETAS: Para onde fugiremos?

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Uma razão básica para buscarmos conhecer a nossa vizinhança cósmica está vinculada a nossa sobrevivência: precisamos identificar outros lugares no universo onde seja possível manter e reproduzir as formas de vida existentes no planeta Terra.

As tentativas registradas já acontecem a mais de 150 anos: em 1855 o capitão inglês e astrônomo W. S. Jacob, na direção do Observatório Masdras montado na India, anunciou que havia grande possiblidade de uma anomalia no movimento orbital das estrela binárias 70 Ophiuchi – situadas a 16,6 anos luz – ser provocada por um planeta pertencente àquele sistema.

Hoje essa suspeita já foi descartada, bem como outras manifestadas até o início dos anos de 1990, basicamente porque os astrônomos avaliam que aquelas tentativas de identificar a existência de planetas extra solares estavam equivocadas, tanto pelas técnicas utilizadas, quanto pelos instrumentos que apresentavam muitas limitações tecnológicas.

É de 1992 a primeira identificação confirmada de um sistema extra solar composto por dois, ou mais planetas, feita pelos radioastrônomos Aleksander Wolszczan, polonês, e Dale Frail, canadense. Esses planetas pertencem ao sistema pulsar PSR1257 + 12.

O ceticismo da comunidade científica em relação a identificação de exoplanetas foi alterado principalmente a partir dos resultados de Artier P. Hatzes e colaboradores – publicados no Astrophysical Jornal, 599, em dezembro de 2003 – confirmando a identificação de um planeta no sistema binário gama-Cephei realizado em 1988, por Campbell, Walker e Young e publicado na mesma revista.

O avanço tecnológico na construção de equipamentos mais aprimorados e o consequente aperfeiçoamento das técnicas – medidas do efeito Doppler, medidas da velocidade radial -para identificação de planetas em outras constelações, ou até em outras galáxias, aconteceram durante a última década do século XX e atualmente já foram identificados 202 exoplanetas.

Desses, a maioria é semelhante ao planeta Júpiter – bolas de gás – e só dois desses têm massa menor que oito vezes a massa da Terra: um é muito frio e o outro, muito quente para manter água no estado líquido na superfície.

Na última semana de abril, a equipe de astrônomos de Stéphane UDRY do Observatório de Genebra, Suíça, anunciou que conseguira, pela primeira vez, identificar um planeta fora do sistema solar, semelhante à Terra e que pode ser habitável.

Esse mundo rochoso, possivelmente coberto por água, orbita uma estrela anã vermelha da constelação de Libra, há 20,5 anos luz de distância do nosso sistema solar.

Porém o novo planeta tem formação rochosa, com massa em torno de 1,5 a massa da Terra, orbita a cerca de 14,6 milhões de quilômetros de distância, exatamente na região habitável da sua estrela mãe, Gliese 581, com temperaturas no intervalo de zero graus Celsius a 40 graus Celsius, ou seja, é possível ter água no estado líquido.

A nova descoberta é uma “maravilhosa notícia”, diz Geoffrey Marcy da Universidade da Califórnia, Berkeley, cuja equipe encontrou mais da metade de todos os exoplanetas mais distantes.

Mas o caçador de planetas William Cochran da Universidade de Texas, Austin, lembra que “ainda permanece a dúvida sobre o quanto esse planeta é realmente habitável” e ressalta a possibilidade, ainda não comprovada, do planeta manter sempre a mesma face para a sua estrela mãe.

Além disso, alguns teóricos pensam que, por causa da maneira como são formados, os planetas próximos das anãs vermelhas podem acumular pouca água.

Descontando o possível sensacionalismo da mídia internacional – interessante para os pesquisadores sob o aspecto do apoio financeiro – a busca de vida extra sistema solar faz parte das grandes indagações milenares que circundam a existência humana.

OBS: O raio orbital da Terra em torno do Sol é cerca de 14 vezes maior do que o desse novo planeta.