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RIO AMAZONAS: mais um Naufrágio!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Nós estávamos trabalhando com compressores ligados a mangueiras, mas a correnteza estica demais essas mangueiras e põe em risco a vida dos nossos homens. Agora estamos usando cilindros, mas como a profundidade é muito grande, os mergulhadores têm pouco tempo para trabalhar“.

Essa foi a manifestação do tenente Alexandro Leal, coordenador da operação de resgate do barco Dona Zilda que está sendo executada pelo Corpo de Bombeiros do Amazonas.

O barco naufragou no rio Amazonas na madrugada de domingo passado, dia 5 de abril, e na manhã de hoje, dia 6, os bombeiros mergulhadores o localizaram a 35 metros de profundidade.

Há expectativa de encontrar no interior do barco os corpos de seis passageiros até agora não localizados.

O que chama muita atenção no informe do tenente é a falta de tecnologia adequada para enfrentar as dificuldades inerentes à imensidão e características próprias da Amazônia.

Nesses temas as Universidades Amazônicas deveriam se debruçar para desenvolver soluções AMAZÔNICAS.

Principalmente para desenvolver tecnologias que minimizassem a quantidade de naufrágios de barcos nos rios da Amazônia.

CHINA: Desenvolvimento Arriscado com Ensino Avançado

sábado, 18 de outubro de 2008

Entrevista do primeiro ministro da China, Wen Jiabao, para Bruce Alberts, editor chefe da revista Science, acontecida em 30 de setembro de 2008 em Beijing.

Foram 14 perguntas relevantes envolvendo interesses mundiais e aqui destaco uma delas, relacionada com o desenvolvimento científico e tecnológico da China

Bruce Alberts: Volto à questão das suas tentativas para criar um sistema mais inovador, o qual, é claro, significa que deva ser capaz de atrair pessoas inovadoras, talentosas para a China e treinar seu próprio povo para ser inovador, bem como inteligente. Como está indo esse programa?

Wen Jiabao: Este programa tem três aspectos. O primeiro deles é que precisamos cultivar em grande quantidade os nossos próprios talentos inovadores.

Isto tem de começar com as crianças, para desenvolverem um pensamento independente a partir dessa idade.

Após entrarem nas escolas secundárias e nas universidades, é necessário que exista um ambiente livre que lhes permita desenvolver o raciocínio criativo e o pensamento crítico.

Costumo dizer que é mais importante aprender a fazer uma boa pergunta ou descobrir um problema do que resolver um problema.

Este é exatamente o tipo de talento de que precisamos.

Em segundo lugar, precisamos também integrar estreitamente a ciência e a tecnologia com o desenvolvimento econômico e social, porque a ciência e a tecnologia encontram a sua inspiração no desenvolvimento econômico e social.

É por isso que procuramos fortalecer a integração entre a produção, o estudo acadêmico e a pesquisa.

Em terceiro lugar, os nossos cientistas precisam cultivar a ética científica; mais importante, eles necessitam defender a verdade, buscar a verdade a partir de fatos, serem ousados na inovação e tolerantes nas falhas.
Apenas a ciência e a procura da verdade dos fatos pode salvar a China. Estou acreditando nisto firmemente.

Nós desenvolveremos rapidamente a política de abertura ao mundo exterior, pois isso é muito importante para importar os melhores talentos intelectuais, científicos e tecnológicos.

Partindo desta perspectiva, os cientistas podem saltar as barreiras da ideologia e das fronteiras nacionais para servir a toda a humanidade.

Posso assegurar que vamos certamente criar um bom ambiente para os cientistas estrangeiros trabalharem na China.

Mas eu não acredito que esta seja a questão principal.

Eles devem sentir que têm direito às condições para desenvolver as suas carreiras na China, que são respeitados pela China e que os resultados do seu trabalho são respeitados pela China.

Isso vai exigir que nós protejamos os seus espíritos criativos independentes e os direitos de propriedade intelectual.

OBS: Continuarei apresentando outras questões dessa entrevista.