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	<title>Ciência, Tecnologia e Ensino &#187; superconductor</title>
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	<description>Artigos, análises e comentários sobre ciência, tecnologia e ensino em geral. Em particular, temas atuais a respeito da pesquisa em Física, informática e do ensino e aprendizagem de Física.</description>
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		<title>SUPERCONDUTIVIDADE: uma das maiores novidades do Século XX</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/efeito-josephson/supercondutividade-uma-das-maiores-novidades-do-seculo-xx/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 22:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[SQUID]]></category>
		<category><![CDATA[efeito Josephson]]></category>
		<category><![CDATA[efeito Meissner]]></category>
		<category><![CDATA[física quântica]]></category>
		<category><![CDATA[história da física]]></category>
		<category><![CDATA[superconductor]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde a sua descoberta em 1911, o fenômeno da supercondutividade tem sido um dos temas mais interessantes em física.
Pela primeira vez o efeito da supercondutividade foi identificado pelo físico holandês Heike Kamerlingh Onnes (1853-1926) usando o mercúrio, o qual perdeu toda a resistência ao fluxo dos elétrons quando a temperatura baixou aos 4,0 graus Kelvin [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_eRlYy8OBRNA/SJzWn5vnHCI/AAAAAAAAAKE/zjT2PtawWD8/s1600-h/diamovie.gif"></a>Desde a sua descoberta em 1911, o fenômeno da supercondutividade tem sido um dos temas mais interessantes em física.</p>
<p>Pela primeira vez o efeito da supercondutividade foi identificado pelo físico holandês Heike Kamerlingh Onnes (1853-1926) usando o mercúrio, o qual perdeu toda a resistência ao fluxo dos elétrons quando a temperatura baixou aos 4,0 graus Kelvin (ou -269 graus Celsius) , a temperatura em que o gás hélio se liquefaz. <a title="quase 100 anos" href="http://cocagna.blogspot.com/2008/06/supercondutividade-quase-cem-anos.html" target="_blank">(Ver &#8220;Supercondutividade: quase 100 anos&#8221;)</a></p>
<p>A pesquisa de Onnes o tornou vencedor do Prêmio Nobel em 1913.</p>
<p>A questão principal é que ainda ninguém sabia explicar como isso podia acontecer.</p>
<p>Em 1933, os pesquisadores alemães Walter Meissner (1882-1974) and Robert Ochsenfeld (1901-1993) descobriram que um material na fase supercondutora repele o campo magnético!</p>
<p>Comportamento muito estranho, pois o funcionamento do motor elétrico e do gerador elétrico está fundamentado no fenômeno da indução magnética, efeito identificado pelo inglês Michael Faraday (1791-1867) em 1831: um ímã em movimento induz corrente elétrica em um circuito de material condutor.</p>
<p>O que acontece é que o campo magnético produzido pelo ímã é repelido pela corrente elétrica induzida no material supercondutor!</p>
<p>O material na fase supercondutora se comporta como um espelho magnético, refletindo o campo magnético produzido pelo ímã.</p>
<p>Esse efeito de repulsão magnética &#8211; batizado de <span style="color:rgb(255,0,0);">Efeito Meissner</span> &#8211; é tão intenso que o ímã levita sobre o material que está superconduzindo.</p>
<p>Outro desenvolvimento muito importante foi realizado em 1962, por Brian David Josephson &#8211; nascido em 1940 no País de Gales &#8211; com a previsão teórica de que a corrente elétrica pode fluir entre dois supercondutores, mesmo quando os mesmos estão separados por um material isolante (feito um sanduiche).</p>
<p>Depois que a sua previsão foi confirmada pelas experiências, Josephson dividiu o Prêmio Nobel de 1973 com o japonês Leon Isaki e com o.</p>
<p>Esse é o <span style="color:rgb(255,0,0);">Efeito Josephson</span> que tem sido aplicado em dispositivos eletrônicos como o SQUID, detetor de campo magnético de altíssima sensibilidade.</p>
<p>A supercondutividade causou perplexidade em algumas das melhores mentes do século XX até ser finalmente compreendida a partir do comportamento microscópico, em 1957, com a contribuição marcante dos vencedores do Prêmio Nobel de 1972, os físicos estadunidenses John Bardeen, Leon Cooper e Robert Schrieffer, que desenvolveram a teoria clássica batizada por teoria BCS, as iniciais dos respectivos sobrenomes, para descrever o fenômeno da supercondutividade nos metais, ou materiais condutores de corrente elétrica.</p>
<p>Desde o início da década de 1960 tem havido muitas aplicações da supercondutividade incluindo grandes ímãs para obter imagens na medicina e para a física de alta energia, cavidades de rádio-frequência e componentes para uma variedade de aplicações, além de dispositivos de interferência quântica para magnetômetros sensíveis e circuitos digitais.</p>
<p>Em 1986, um sonho de muitos pesquisadores foi realizado com a descoberta dos compostos cerâmicos contendo camadas de cobre-oxigênio &#8211; o óxido de metal de transição BaLaCuO (bário-lantânio-cobre-oxigênio) &#8211; que superconduzem corrente elétrica com temperatura de 35 graus Kelvin.</p>
<p>A revolucionária descoberta da supercondutividade nesta classe de compostos foi o resultado da pesquisa de Johannes Georg Bednorz e Karl Alex Mueller, pesquisadores do Laboratório da IBM na Suíça, e por isso também venceram o Prêmio Nobel em 1987.</p>
<p>O que surpreende é que essas cerâmicas são isolantes elétricos em temperatura ambiente, mas quando são resfriadas até temperaturas muito baixas se comportam como supercondutores.<br />Isso implica que a teoria BCS não está mais conseguindo dar conta da supercondutividade apresentadas por esses novos materias, por isso está aberto o caminho para que quiser tentar explicar como a supercondutividade acontece nas cerâmicas, por exemplo.</p>
<p><span style="color:rgb(0,102,0);">Atualmente já existem outros materiais e as pesquisas continuam com o objetivo de conseguir o fenômeno supercondutor em temperatura ambiente</span>.</p>
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		<title>SUPERCONDUTIVIDADE: Alta Temperatura 2</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/oxido-de-ferro/supercondutividade-alta-temperatura-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 14:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[novos materiais]]></category>
		<category><![CDATA[superconductor]]></category>
		<category><![CDATA[temperatura crítica]]></category>
		<category><![CDATA[terras raras]]></category>
		<category><![CDATA[óxido de ferro]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuam efervescentes as pesquisas experimentais por materiais que apresentem o efeito de supercondução de corrente elétrica em temperaturas cada vez mais elevadas.
O objetivo é descobrir um processo físico que produza esse efeito o mais próximo possível da temperatura ambiente: cerca de 303 Kelvin, ou 30 graus Celsius.
Em 1986 foi alcançada a temperatura de 77 Kelvin [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuam efervescentes as pesquisas experimentais por materiais que apresentem o <span style="color:#006600;"><strong>efeito de supercondução de corrente elétrica em temperaturas cada vez mais elevadas</strong></span>.</p>
<p>O objetivo é descobrir um processo físico que produza esse efeito o mais próximo possível da temperatura ambiente: cerca de 303 Kelvin, ou 30 graus Celsius.</p>
<p>Em 1986 foi alcançada a temperatura de 77 Kelvin (-296 graus Celsius) com a <span style="color:#ff0000;">liga cerâmica BaLaCuO</span> desenvolvida em laboratório.</p>
<p>Porém, o progresso que parecia evidente foi adiado, porque não se encontrou meios científicos e tecnológicos para superar a <span style="color:#ff0000;">baixa intensidade da densidade de corrente</span> necessária para produzir e manter o estado de supercorrente nesse material (ver publicação de 26. junho.2008).</p>
<p>Atualmente, há um novo material feito em laboratório combinando o <span style="color:#006600;">óxido de ferro com elementos químicos de terras raras </span>- os lantanideos &#8211; que tem apresentado características supercondutoras muito interessantes.</p>
<p>No início de 2008, uma equipe de pesquisadores do Japão (Ref 1) anunciou o primeiro material supercondutor com óxido de ferro, <span style="color:#ff0000;">LaFeAsO<span style="font-size:78%;">(1-x)</span>F<span style="font-size:78%;">x</span></span>, com temperatura de transição igual a 26 Kelvin.</p>
<p>Três meses depois, uma equipe da China (Ref 2) publicou os resultados obtidos com um material supercondutor com óxido de ferro, mas trocando o lantanium (La) pelo samarium (Sa) &#8211; <span style="color:#ff0000;">SaFeAsO<span style="font-size:78%;">(1-x)</span>F<span style="font-size:78%;">x</span></span> – com temperatura de transição igual a 43K.</p>
<p>Agora outra equipe chinesa (Ref 3), liderada por Nanlin Wang e trabalhando na Chinese Academy of Sciences em Beijing (Pequim), comunicou a identificação de outro material supercondutor com óxido de ferro, desta vez trocando o samarium (Sa) pelo cerium (Ce) – <span style="color:#ff0000;">CeFeAsO<span style="font-size:78%;">(1–x)</span>F<span style="font-size:78%;">x</span></span> – cuja temperatura de transição é 41K.</p>
<p>Os pesquisadores testaram a resistividade elétrica do novo material dopado com várias quantidades de flúor (verfigura abaixo) submetido a temperaturas desde muito próximas do zero absoluto (zero Kelvin) até a temperatura ambiente (próximo de 300K).</p>
<p>A resistividade do composto <strong>sem flúor</strong> (curva preta no gráfico) exibiu um pico alto incomum para a temperatura de 145 Kelvin, mas isso foi atribuído a instabilidades na onda de densidade de spin – o estado fundamental dos metais.</p>
<p><a href="http://bp1.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SH4Oi-NeXBI/AAAAAAAAAJE/yAHKjmWDg7M/s1600-h/Supercond-CeFeAsOF-2008.jpg"><img style="float:left;width:253px;cursor:hand;height:186px;margin:0 10px 10px 0;" height="146" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SH4Oi-NeXBI/AAAAAAAAAJE/yAHKjmWDg7M/s320/Supercond-CeFeAsOF-2008.jpg" width="205" border="0" /></a>Quanto mais flúor foi adicionado ao material, maior foi o decréscimo da resistividade, até que a quantidade de flúor atingiu a proporção ideal e a temperatura de transição alcançou os 41 Kelvin (curva ciano).</p>
<p><span style="color:#ff0000;">Esse valor da temperatura de transição é maior do que o previsto pela teoria clássica da supercondutividade</span>, a famosa teoria BCS (iniciais dos sobrenomes dos três autores: Bardeen, Cooper e Schrieffer).</p>
<p>Segundo os autores, parece que a dopagem com o flúor adiciona elétrons extras que eliminam a instabilidade da onda de densidade de spin e produz o estado de supercondução.</p>
<p>Os pesquisadores também consideram uma função potencialmente importante para os elétrons externos do cerium.</p>
<p><strong><span style="color:#006600;">Essas novas interações estão se tornando o interesse central na pesquisa de materiais supercondutores com alta temperatura de transição</span></strong>.</p>
<p>Referências:</p>
<p>1- Kamihara, Y., Watanabe, T., Hirano, M. &amp; Hosono, H. Iron-based layered superconductor La[O1-xFx]FeAs (x = 0.05–0.12) with Tc = 26 K. J. Am. Chem. Soc. 130, 3296–3297 (2008). <a class="reftxt" title="Iron-based layered superconductor La[O1-xF&#10;       x&#10;      ]FeAs (x = 0.05-0.12) with Tc = 26 K" href="http://dx.doi.org/10.1021/ja800073m">Article</a></p>
<p><a name="B2"></a>2- Chen, X. H. et al. Superconductivity at 43 K in SmFeAsO1-xFx. Nature 453, 761–762 (2008). <a class="reftxt" title="Article on Article - Superconductivity at 43 K in SmFeAsO1-xF&#10;       x" href="http://www.nature.com/doifinder/10.1038/nature07045">Article</a></p>
<p><a name="B3"></a>3- Chen, G. F. et al. Superconductivity at 41 K and its competition with spin-density-wave instability in layered CeO1-xFxFeAs. Phys. Rev. Lett 100, 247002 (2008). <a class="reftxt" title="Superconductivity at 41 K and its competition with spin-density-wave instability in layered CeO1-xF&#10;       x&#10;      FeAs" href="http://dx.doi.org/10.1103/PhysRevLett.100.247002">Article</a></p>
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		<title>SUPERCONDUTIVIDADE: Alta Temperatura 1</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/fisica-quantica/supercondutividade-alta-temperatura-1/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 17:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[YBaCuO]]></category>
		<category><![CDATA[física quântica]]></category>
		<category><![CDATA[superconductor]]></category>
		<category><![CDATA[supercondutor]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1986, Bednorz e Müller (ref.1) anunciaram a obtenção da supercondutividade em alta temperatura usando o composto BaLaCuO.
Esse material superconduziu mergulhado no nitrogênio líquido, cuja temperatura de liquefação é 77K , ou (-196) graus Celsius.
A partir desse momento, pareceu que estava bem próxima a possibilidade de produzir fios e cabos desse material para conduzir corrente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1986, Bednorz e Müller (ref.1) anunciaram a obtenção da supercondutividade em alta temperatura usando o composto BaLaCuO.</p>
<p>Esse material superconduziu mergulhado no nitrogênio líquido, cuja temperatura de liquefação é 77K , ou (-196) graus Celsius.</p>
<p>A partir desse momento, pareceu que estava bem próxima a possibilidade de produzir fios e cabos desse material para conduzir corrente elétrica com resistência nula.</p>
<p>No entanto logo foi constatado que a densidade de corrente crítica para produzir e manter o estado de supercorrente que pode ser conduzida nesse material policristalino tem intensidade muito pequena.</p>
<p>Se aumentar a intensidade da corrente elétrica, o estado supercondutor é destruído.</p>
<p>Em muitos materiais a densidade de corrente é suprimida nos contornos granulares por causa de fenômenos tais como interface com carga elétrica acumulada e a curvatura da banda de energia da estrutura eletrônica.</p>
<p>A substituição parcial – processo de dopagem – do ytrium pelo cálcio no composto YBa<span style="font-size:78%;">2</span>Cu<span style="font-size:78%;">3</span>O<span style="font-size:78%;">7-d</span> tem sido usada para aumentar substancialmente a intensidade da densidade de corrente no contorno granular, mas isso só ocorre em temperaturas muito menores que 77K.</p>
<p>Em 2000, o trabalho da equipe de Hammerl (ref.2) mostrou que uma super dopagem do contorno granular, relativa aos próprios grãos, produz densidade de corrente com intensidade que supera os valores anteriormente publicados.</p>
<p>Esses resultados indicam que a dopagem dos contornos granulares é uma abordagem viável para produzir cabos supercondutores funcionando com a temperatura do nitrogênio líquido.</p>
<p>1- Bednorz, J. G. &amp;MuÈller, K. A. <em>Possible high Tc superconductivity in the BaLaCuO system</em>. Z. Phys. B64, (1986).<br />2- Mammerl, G. et al., <em>Enhanced supercurrent density in polycrystalline YBa2Cu3O7-d at 77 K from calcium doping of grain boundaries</em>, Nature, 407 (14 september 2000).</p>
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		<title>SUPERCONDUTIVIDADE: Alta Temperatura</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/oxido-de-cobre/supercondutividade-alta-temperatura/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 17:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[copper oxide]]></category>
		<category><![CDATA[iron oxide]]></category>
		<category><![CDATA[superconductor]]></category>
		<category><![CDATA[supercondutor]]></category>
		<category><![CDATA[óxido de cobre]]></category>
		<category><![CDATA[óxido de ferro]]></category>

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		<description><![CDATA[ Um material é transformado em supercondutor quando a resistência elétrica do mesmo é anulada.
Isso ocorre quando a temperatura do material fica abaixo de certa temperatura crítica característica para cada material, conhecida como a temperatura de transição.
Até recentemente, a maioria dos supercondutores com temperaturas de transição superiores a 40K – este é o valor máximo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp1.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SFlaTIHyGuI/AAAAAAAAAGs/xjRzw5g9o34/s1600-h/Supercondutor-Estrutura.bmp"><img style="float:left;cursor:hand;margin:0 10px 10px 0;" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SFlaTIHyGuI/AAAAAAAAAGs/xjRzw5g9o34/s320/Supercondutor-Estrutura.bmp" border="0" /></a> Um material é transformado em <span style="color:#009900;"><strong>supercondutor</strong></span> quando a <span style="color:#009900;"><strong>resistência elétrica</strong></span> do mesmo <span style="color:#009900;"><strong>é anulada.</strong></span></p>
<p>Isso ocorre quando a temperatura do material fica abaixo de certa temperatura crítica característica para cada material, conhecida como a <span style="color:#009900;"><strong>temperatura de transição</strong></span>.</p>
<p>Até recentemente, a maioria dos supercondutores com temperaturas de transição superiores a 40K – este é o valor máximo para a temperatura prevista pela <span style="color:#ff0000;">teoria clássica da supercondutividade</span>, conhecida como a teoria BCS (Bardeen-Cooper-Schriffer) – eram construídos com camadas de <span style="color:#009900;"><strong>óxido de cobre</strong></span>.</p>
<p>Trabalhando na Universidade de Ciência e Tecnologia da China na cidade de Hefei, a equipe de Xianhui Chen identificou um supercondutor diferente cuja <span style="color:#009900;"><strong>temperatura de transição é superior a 43K</strong></span>.</p>
<p>No início deste ano, os pesquisadores do Japão anunciaram o <span style="color:#ff0000;">supercondutor com óxido de ferro</span> <span style="color:#009900;"><strong>LaFeAsO1-xFx</strong></span>, o qual apresenta temperatura de transição de 26K.</p>
<p>Três meses depois, Chen e sua equipe apresentaram o supercondutor de óxido de ferro <span style="color:#009900;"><strong>SmFeAsO1-xFx</strong></span> (ver figura), o qual tem o <span style="color:#009900;"><strong>lantanídeo substituído pelo samarium</strong></span> e essa sutil alteração na composição do material aumentou a <span style="color:#009900;"><strong>temperatura de transição para 43K</strong></span>.</p>
<p>Comparando as temperaturas de transição, os <span style="color:#009900;"><strong>supercondutores com óxido de ferro</strong></span> ainda são inferiores aos com <span style="color:#009900;"><strong>óxido de cobre</strong></span>.</p>
<p>No entanto, a ultrapassagem do limite de 40K previsto pela teoria clássica, torna evidente que os <span style="color:#009900;"><strong>supercondutores de compostos de ferro não são bem descritos pela teoria clássica</strong></span>.</p>
<p>O óxido de ferro contendo samarium abre nova perspectiva para os estudos sobre a origem da supercondutividade com temperatura acima de 40K.</p>
<p>Está interessado no assunto? Então consulte:</p>
<p>1- Chen, X. H. et al. Superconductivity at 43 K in SmFeAsO1-xFx. Nature 453, 761–762 (2008).</p>
<p>2- Kamihara, Y., Watanabe, T., Hirano, M. &amp; Hosono, H. Iron-based layered superconductor La[O1-xFx]FeAs (x = 0.05–0.12) with Tc = 26 K. J. Am. Chem. Soc. 130, 3296–3297 (2008).</p>
<p>OBS: A figura faz parte do trabalho da equipe do Chen e foi publicada na Nature China de 18 de junho de 2008.</p>
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