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DESAFIOS DA CHINA: A Questão Ambiental

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Com a abertura dos Jogos Olímpicos na próxima semana, as atenções estão focadas sobre o esforço final da China para reduzir a poluição atmosférica, limitando a utilização de automóvel em Pequim, expandindo os transportes públicos e desligando temporariamente algumas indústrias.

Agora é possível ver um pouco do azul do céu, um testemunho do esforço do país para limpar a casa antes da chegada dos hóspedes.

Porém a questão principal e mais importante é saber se estas intenções serão mantidas e até mesmo ampliadas, após o término dos jogos (Ver “Desafios da China”).

O desencontro entre os limitados recursos naturais da China e as exigências de uma enorme população (1,3 bilhões de habitantes), resultou em grande poluição ambiental que afeta diretamente a saúde pública e alimenta os conflitos sociais.

A deterioração ambiental tem sido considerada uma das mais importantes fontes de agitação social na sociedade chinesa: em 2005, havia 51.000 conflitos envolvendo os residentes locais e os poluidores com incidentes de degradação ambiental, incluindo a contaminação de águas, a produção de poeira e os deslizamentos de terras.

Além disso, a própria degradação ambiental em cconseqüência do rápido crescimento está causando importantes perdas econômicas: ao longo dos últimos 20 anos, o custo total da poluição ambiental e deterioração ecológica está estimado em torno de 7% a 20% do produto interno bruto anual (PIB).

No contexto global, a China afetará o resto do mundo tanto no aspecto econômico quanto na questão ambiental e, como reação, também será afetada.

Por essa razão, devem ser estabelecidas e implementadas estratégias inovadoras e eficazes, não só para facilitar o desenvolvimento sustentável na China, mas para contribuir responsavelmente com o futuro sustentável do mundo.

Continuarei esse assunto nas publicações seguintes.

OBS: A fonte dessas informações é Bojie Fu, professor no State Key Laboratory of Urban and Regional Ecology, Research Center for Eco-Environmental Sciences, Chinese Academy of Sciences (CAS), e Diretor-Geral do Bureau of Science and Technology for Resource and Environment, CAS, Science, 31 Jul 2008

ÁGUA: bem VITAL, não RENOVÁVEL!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Neste planeta que chamanos de TERRA, mais de UM BILHÃO DE PESSOAS estão sem acesso a água potável e mais de DOIS BILHÕES DE PESSOAS tem pouco ou nenhum saneamento básico.

Como a água é consumida por demandas cada vez maiores de alimentos e energia e sua distribuição no planeta está sendo alterada pelas mudanças climáticas, cabe a pergunta:

O que podemos fazer para garantir a disponibilidade da água potável para o futuro, incluindo quem hoje não a tem?

Sabemos que a água é um bem natural vital, mas não é renovável!!!

O que isso significa?

Primeiro: Não há como repor a água ou conseguir mais água do que a que existe neste planeta.

Segundo: Se não transformarmos o nosso comportamento com relação ao MAL USO da ÁGUA, estamos nos condenando à morte lenta, gradual e, provavelmente, definitiva.

O índice de poluição das águas está ficando fora de controle, ou seja, para tornar a água potável será necessário gastar muito mais energia em um tempo cada vez menor.

As conseqüências são previsíveis: cada vez menos pessoas terão acesso à água potável.

Além disso, estamos perdendo terreno para as alterações provocadas pelas mudanças climáticas.
Em várias regiões deste planeta o ciclo das águas está sendo modificado porque provocamos intensas e extensas mutações ao nosso habitat – desmatando, acumulando lixo não degradável, poluindo a atmosfera – desestruturando rapidamente o conjunto de relações bio-físico-químicas existente entre os diversos ambientes terrestres.

Já não são suficientes tantas catástrofes naturais?

Precisamos, URGENTEMENTE, de muita coragem para deter essa destruição!

Entre muitas iniciativas individuais e familiares possíveis de realizar, temos que:

1- nos fazer presente e nos fazer ouvir em todos os foruns nacionais e internacionais;

2- criar comitês de ruas, bairros, cidades para desenvolver processos de controle das nascentes dos igarapés, riachos, protegendo a utilização dessas águas;

3- exigir o desenvolvimento de tecnologias que não destruam o ambiente;

Talvez assim consigamos, pelo menos, começar a deter a mutação que estamos impinindo ao nosso pedaço de chão: a bela Amazônia.

OBS: A foto é da NASA e mostra a Terra vista pelo astronauta na Apollo 11 ao passar por trás da Lua; pela face iluminada da Terra, o Sol está para cima na direção vertical.