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BIOCOMBUSTÍVEL: Novas Relações Internacionais (parte 3)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Nas relações universidade-empresa, também há muitas divegências que são provenientes do lado das empresas: a obstrução empresarial.

Uma dessas obstruções está vinculada ao “último dia do próximo trimestre“: essa expressão representa o aumento das expectativas dos conselhos de administração e acionistas das empresas pelo crescimento dos lucros de curto prazo, o que tem dificultado a justificativa dos gestores para investimentos significativos em pesquisa e desenvolvimento no médio e longo prazos.

É incrível que as pessoas continuem cometendo o mesmo equívoco da questão da Toyota: UM BILHÃO de dólares de investimento para o desenvolvimento de veículos híbridos, era o acordo entre empresas de automóveis européias e estadunidenses o qual não foi realizado porque os investidores consideraram muito longo o tempo necessário para começar a ter lucro.

A propósito, essa era uma tecnologia pioneira nos Estados Unidos.

Existe também a obstrução “nós vamos comprar a nova tecnologia que precisamos em qualquer lugar“: as aquisições empresariais e as fusões estão consumindo dólares e euros não declarados em despesas legais, mas sem acrescentar quaisquer bens intelectuais realmente novos para os inventários dos Estados Unidos e da Europa Ocidental.
Esse dinheiro poderia ser mais bem utilizado para financiar pesquisa e desenvolvimento em tecnologia para ajudar a manter uma posição de liderança nesse setor.

Os empresários manifestam outra obstrução quando afirmam “não vamos pagar despesas gerais“: muitas empresas se recusam a reconhecer os custos reais que as universidades devem bancar durante os programas de pesquisa e desenvolvimento.

Muitas vezes os empresários hesitam em pagar taxas adicionais para as instituições acadêmicas que são tipicamente de 50% ou menos sobre os custos diretos – a complementação de salários para os pesquisadores, o uso de materiais e equipamentos – não obstante o fato de muitas empresas apresentarem taxas internas superiores a 100% dos custos diretos para os mesmos programas.

Apesar dessas divergências, há alguma solução possível?

As possibilidades serão apresentadas na próxima publicação sobre este assunto.