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	<title>Ciência, Tecnologia e Ensino &#187; química</title>
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	<description>Artigos, análises e comentários sobre ciência, tecnologia e ensino em geral. Em particular, temas atuais a respeito da pesquisa em Física, informática e do ensino e aprendizagem de Física.</description>
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		<title>Vamos brincar com Mármores Líquidos?</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 16:08:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[química]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>

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		<description><![CDATA[Os “mármores líquidos&#8221; são gotas de água estabilizadas por uma camada de partículas altamente hidrofóbicas na interface ar-água, no interior da qual a água é mantida e, desse modo, as gotas podem rolar e até pular.
 
Dupin e sua equipe introduziram uma dimensão extra para estes fascinantes materiais, através da criação de mármores líquidos que respondem a estímulos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #000000; font-family: &quot;Courier New&quot;;"><span style="font-size: small;"><a href="http://www.professandofisica.com/wp-content/uploads/2009/04/marbles.bmp"><img class="alignleft size-medium wp-image-282" title="marbles" src="http://www.professandofisica.com/wp-content/uploads/2009/04/marbles.bmp" alt="" width="293" height="237" /></a>Os “<strong>mármores líquidos</strong>&#8221; são gotas de água estabilizadas por uma camada de partículas altamente hidrofóbicas na interface ar-água, no interior da qual a água é mantida e, desse modo, as gotas podem rolar e até pular.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #000000; font-family: &quot;Courier New&quot;;"><span style="font-size: small;">Dupin e sua equipe introduziram uma dimensão extra para estes fascinantes materiais, através da criação de mármores líquidos que respondem a estímulos externos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #000000; font-family: &quot;Courier New&quot;;"><span style="font-size: small;">A equipe estabiliza as gotículas de água com nanopartículas de poliestireno (um tipo de látex) que apresentam uma camada exterior macromonomérica de poli(metacrilato de amina terciária).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #000000; font-family: &quot;Courier New&quot;;"><span style="font-size: small;">Em pH baixo, esta camada externa é protonada, tornando-se<br />
hidrofílica, de modo que as nanopartículas de látex dispersam na solução aquosa e os mármores líquidos não se formam.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #000000; font-family: &quot;Courier New&quot;;"><span style="font-size: small;">No entanto, em condições de meio alcalino a camada macromonomérica exterior é desprotonada, tornando-se hidrofóbica.</span></span></p>
<div><span style="color: #000000; font-family: &quot;Courier New&quot;;"></span></div>
<p><span style="color: #000000; font-family: &quot;Courier New&quot;;"><span style="font-size: small;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Quando as partículas de látex são secas a partir de um solução de pH 10 e gotículas com 10-μl rolam sobre o pó resultante, as gotículas são revestidas, formando os mármores líquidos.</p>
<div><span style="color: #000000; font-family: &quot;Courier New&quot;;"></span></div>
<p><span style="color: #000000; font-family: &quot;Courier New&quot;;"><span style="font-size: small;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<div></div>
<p></span></span></span><span style="color: #000000; font-family: &quot;Courier New&quot;;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p> </p>
<p></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<div><span style="color: #000000; font-family: &quot;Courier New&quot;;"><span style="font-size: small;">Os mármores permanecem intactos quando repousam sobre uma superfície sólida ou até mesmo flutuando na água com pH neutro ou pH alcalino, só se desestabilizando quando evapora a água no interior dos mármores.</span></span></div>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #000000; font-family: &quot;Courier New&quot;;"><span style="font-size: small;">Em contrapartida, quando as bolas de mármore são lançadas em solução com baixo pH, se desintegram imediatamente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Courier New;">Uma brincadeira que permite &#8220;visualizar&#8221; brevemente essa experiência é jogar água sobre uma superfície de vidro, na posição horizontal, coberta de poeira.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Courier New;">Enquanto a poeira não absorve a água, as gotas formadas rolam sobre a superfície do vidro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #000000; font-family: &quot;Courier New&quot;;"><span style="font-size: small;">Journal Of American Chemical Society</span></span></p>
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		<title>QUÍMICA MÉDICA: Implantes Protegidos de Microorganismos</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/agua/quimica-medica-implantes-protegidos-de-microorganismos/</link>
		<comments>http://www.professandofisica.com/agua/quimica-medica-implantes-protegidos-de-microorganismos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 14:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[implante]]></category>
		<category><![CDATA[microorganismos]]></category>
		<category><![CDATA[química]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante a implantação ou inserção de dispositivos médicos no corpo humano, como os cateteres, os micróbios patogênicos podem ser introduzidos no paciente.
Uma vez implantados, os micróbios podem se incrustar à superfície do dispositivo de tal modo que formam um biofilme, e isso é uma causa comum de falha do dispositivo.
Para superar esses problemas, várias estratégias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a implantação ou inserção de dispositivos médicos no corpo humano, como os cateteres, os micróbios patogênicos podem ser introduzidos no paciente.</p>
<p>Uma vez implantados, os micróbios podem se incrustar à superfície do dispositivo de tal modo que formam um biofilme, e isso é uma causa comum de falha do dispositivo.</p>
<p>Para superar esses problemas, várias estratégias têm sido utilizadas para criar revestimentos que são antimicrobianos ou não incrustantes.</p>
<p>Neste mês, a equipe do dr. Cheng anunciou o desenvolvimento de um revestimento que combina essas duas propriedades passando de antimicrobiano para o estado não incrustante por processo de hidrólise.</p>
<p>Especificamente, eles aplicam um derivativo de poli(metacrilato) com cadeias laterais catiônicas que se tornam zwitterionic após a conversão de um terminal éster em carboxilato.</p>
<p>Dentro de 1 hora de exposição ao revestimento preparado inicialmente, 99,9% das bactérias <em>Escherichia coli</em> incrustadas estavam mortas.</p>
<p>Ao longo dos próximos 2 a 8 dias, o revestimento lentamente hidrolisado vai liberando 98% das células microbianas mortas.</p>
<p>A natureza não incrustante do revestimento hidrolisado previne a continuação das células microbianas e a formação de um biofilme sobre o dispositivo implantado.</p>
<p>Graduando adequadamente a taxa de hidrólise do revestimento, será possível adaptá-lo para uma gama de aplicações em dispositivos médicos implantáveis.</p>
<p>Esse trabalho foi publicado por Cheng <em>et al</em> na revista Angew. Chem. Int. Ed. 47, 10.1002/anie.200803570 (2008).</p>
<p>OBS: O zwitterionic é um composto químico com íon dipolar capaz de transportar simultaneamente carga elétrica positiva e negativa e usualmente é muito solúvel em água, mas pouco solúvel na maioria dos compostos orgânicos; os melhores exemplos desse tipo de composto são os aminoácidos com um grupo base NH<span style="font-size:85%;">2 e um grupo ácido COOH</span>.</p>
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		<title>NOVO COMBUSTÍVEL: Armadilha de Fótons</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/ciencia/novo-combustivel-armadilha-de-fotons/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 19:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[combustível]]></category>
		<category><![CDATA[fotossíntese]]></category>
		<category><![CDATA[fuell]]></category>
		<category><![CDATA[luz solar]]></category>
		<category><![CDATA[photosynthesis]]></category>
		<category><![CDATA[química]]></category>

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		<description><![CDATA[ Há muito tempo os químicos tentam recriar a fotossíntese em laboratório e aumentar a eficiência de conversão da luz solar em combustível limpo.


As células solares recebem a luz do Sol e produzem uma corrente elétrica, de maneira instantânea, mas, assim que o sol se põe, a células solares ficam inativas.
Essa limitação só pode ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp0.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SHkjrm2rtlI/AAAAAAAAAIM/0jInpu-Bhv8/s1600-h/PhotonTrap.bmp"><img style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" height="138" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SHkjrm2rtlI/AAAAAAAAAIM/0jInpu-Bhv8/s320/PhotonTrap.bmp" width="289" border="0" /></a> Há muito tempo os químicos tentam recriar a <span style="color:#006600;"><strong>fotossíntese em laboratório</strong></span> e aumentar a eficiência de <strong><span style="color:#006600;">conversão da luz solar em combustível limpo</span></strong>.
<div></div>
<p>
<div>As células solares recebem a luz do Sol e produzem uma corrente elétrica, de maneira instantânea, mas, assim que o sol se põe, a células solares ficam inativas.</p>
<p>Essa limitação só pode ser superada se a energia solar for armazenada em baterias, no entanto esse processo ainda é muito caro!</p>
<p>Por essa razão os químicos perguntam: <strong><span style="color:#ff0000;">será possível transformar a luz solar em combustível</span></strong>?</div>
<div>A natureza já faz isso através da <strong><span style="color:#006600;">fotossíntese</span></strong>: as plantas verdes misturam água, luz solar e dióxido de carbono para fazer açúcares e amidos e isto fornece todo o combustível de que necessitam.</div>
<div>Esse é um tipo de combustível que também precisamos muito, sob a forma de alimentos ou de petróleo.</div>
<p>
<div>O problema é que as plantas não são muito eficientes em produzir esse combustível: <span style="color:#006600;">apenas cerca de 3% da energia do sol é convertida em combustível utilizável</span>.</p>
<p>E o combustível que serve para as plantas não necessariamente funciona para nós: os amidos e açúcares têm de ser tratados posteriormente se as nossas necessidades são mais sofisticadas do que simplesmente comer e depois expelir as sobras.</p></div>
<p>
<div>Mas as plantas têm uma especialidade que precisamos aprender com elas: <span style="color:#ff0000;">retirar elétrons da água para produzir combustível</span>.</p>
<p>Enquanto o sistema fotovoltaico, ou célula solar, é um processo que produz corrente elétrica deslocando os elétrons de um lugar para outro, para produzir combustível com a fotossíntese os elétrons precisam ser retirados da água e armazenados em ligações químicas.</p></div>
<p>
<div>As plantas obtêm o seu suprimento eletrônico da água e ao redor do mundo os químicos estão tentando projetar sistemas sintéticos que façam o mesmo.</p>
<p>E o projeto que eles têm de superar ou, pelo menos, imitar, não só <span style="color:#006600;">funciona em temperatura ambiente como também não necessita de metais catalisadores caros</span>.</p>
<p>Produzir algo tão barato e similar as máquinas utilizadas pelas plantas continua sendo um desafio fundamental.</p></div>
<div>Alguns químicos estadunidenses, encarando esse desafio, fazem parte de um esforço de colaboração chamado Powering the Planet (Energizando o Planeta), apoiado pela National Science Foudation (Fundação Nacional de Ciência) do Estados Unidos.</p>
<p><span style="color:#006600;"><span style="color:#000000;">O cerne do projeto é constituído por </span><span style="color:#006600;">tr</span>ês problemas químicos básicos</span>, cada um abordado por uma equipe de pesquisadores.</p>
<p>1- <span style="color:#ff0000;">Conceber um material acessível para coletar energia do Sol e convertê-la em corrente elétrica</span> (a equipe responsável é liderada por Nate Lewis, no Caltech &#8211; California Institute of Technology).</div>
<div>2- <span style="color:#ff0000;">Aperfeiçoar um catalisador na extremidade do material para separar água e produzir oxigênio</span> (essa equipe é liderada por Dan Nocera, no MIT &#8211; Massachusetts Institute of Technology).</p>
<p>3- <span style="color:#ff0000;">Conceber outro catalisador para a outra extremidade do material para produzir <strong>hidrogênio</strong>, o qual será utilizado como combustível </span>(a equipe é liderada por Harry Gray, também no Caltech).</div>
<p>
<div></div>
<div>Iniciado em 2006, esse programa continua em pleno desenvolvimento e isso será apresentado nas próximas publicações.</div>
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		<title>ÁTOMO: esse desconhecido (parte 3A)</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/atomic-model/atomo-esse-desconhecido-parte-3a/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 20:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avogadro]]></category>
		<category><![CDATA[Dalton]]></category>
		<category><![CDATA[Lavoisier]]></category>
		<category><![CDATA[Proust]]></category>
		<category><![CDATA[atomic model]]></category>
		<category><![CDATA[ensino de física]]></category>
		<category><![CDATA[química]]></category>
		<category><![CDATA[reação química]]></category>
		<category><![CDATA[átomo]]></category>

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		<description><![CDATA[3.A- A Teoria Atômica do Século XIXAo final do século XVIII, os químicos começam a considerar além das propriedades qualitativas, também os aspectos quantitativos dos resultados das reações químicas.
O químico mais proeminente na sedimentação dessa nova fase foi Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794), considerado o pai da química moderna.
Lavoisier estabeleceu em 1789, a partir do enorme [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>3.A- <span style="font-size:130%;color:#006600;"><strong>A Teoria Atômica do Século XIX<br /></strong></span><br />Ao final do século XVIII, os químicos começam a considerar além das propriedades qualitativas, também os aspectos quantitativos dos resultados das reações químicas.</p>
<p>O químico mais proeminente na sedimentação dessa nova fase foi Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794), considerado o pai da química moderna.</p>
<p>Lavoisier estabeleceu em 1789, a partir do enorme conjunto de informações que acumulara em suas pesquisas, que em qualquer <span style="color:#006600;">reação química dentro de um sistema fechado, a massa total se mantém inalterada</span><span style="color:#006600;">: <span style="color:#cc0000;">a massa dos reagentes é igual à massa do produto da reação</span>.</span></p>
<p>É o <strong><em><span style="color:#006600;">princípio de conservação da massa</span></em>!<br /></strong><br />No prefácio do seu livro <em><strong>Elementos de Química</strong></em>, publicado em 1789, Lavoisier escreve:</p>
<p>“&#8230; <em>se, pelo termo elemento fazemos referência aos átomos simples e indivisíveis dos quais se compõe a matéria, é muito provável que não saibamos nada sobre os mesmos; porém se aplicamos o termo elemento &#8230; para <span style="color:#cc0000;">expressar a idéia da menor partícula que a análise química pode alcançar</span>, devemos admitir como elementos todas as substâncias nas quais, por qualquer meio, podemos decompor os corpos</em>.&#8221;</p>
<p>E continua manifestando a sua percepção científica:</p>
<p>&#8220;<em>Nada nos autoriza a afirmar que essas substâncias haverão de ser consideradas tão simples que não sejam compostas de dois ou mais elementos; porém, considerando que esses elementos não podem ser separados (uns dos outros), ou até o momento não descobrimos a maneira de separá-los, essas substâncias serão considerados como substâncias simples e nunca deveríamos supô-las como compostas até que a experiência e a observação nos tenham mostrado</em>.”</p>
<p>A partir do <span style="color:#006600;">princípio de conservação da massa</span>, ficou mais fácil medir separadamente a massa de cada componente em uma reação química.</p>
<p>Os trabalhos desenvolvidos pelo químico francês Joseph Louis Proust (1754-1826) nessa área, o levaram a formular, em 1797, a <strong><span style="color:#006600;">lei das proporções fixas ou definidas</span></strong>, a qual traduz o fato de sempre se encontrar a mesma proporção numérica entre as massas dos constituintes de determinada substância composta, independente de qualquer modo de preparação da substância.</p>
<p>Ou seja, agora era possível <span style="color:#006600;">medir a proporção entre as massas dos componentes da substância</span> e essa medida resultava sempre na comparação de números inteiros, nunca fracionários.</p>
<p>Isso significou que a lei de <span style="color:#cc0000;">Proust estabeleceu uma maneira experimental para comprovar razoavelmente a hipótese atômica</span>, tanto para admitir a existência do átomo como para garantir a sua indivisibilidade, tal qual imaginara Democritus.</p>
<p><span style="font-family:courier new;">OBS: Essa parte será completada com as contribuições de John Dalton e de Amedeo Avogadro.</span></p>
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