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DESAFIOS DA CHINA: A Questão Científica

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

A responsabilidade no tratamento da questão ambiental na China tem vínculo direto com as prioridades científicas adotadas pela sociedade chinesa (Ver “Desafios da China”).

Uma das principais questões para os observadores externos é:
em que medida o social, o cultural e o político estão moldando e continuarão a moldar, a própria prática de fazer ciência na China.

A legislação proposta no ano passado (2007) com o objetivo de fazer com que os pesquisadores aceitem e admitam as suas falhas, sugere que há equívocos sobre como a ciência funciona, profundamente enraizados em nível institucional – equívocos que sufocam a adoção de riscos e que promovem o corporativismo.

Mas alguns suspeitam que tais esforços cosméticos farão pouco para resolver os problemas criados por uma cultura de pesquisa fortemente hierarquizada, na qual uma imensa pressão para ter sucesso poderia ser vista como uma condição prévia para o surgimento de evidentes abusos, como ocorreu no caso da falsa clonagem apresentada pelo pesquisador Woo Suk Hwang da Coréia do Sul.

Uma questão ainda mais profunda é a de saber se realmente é possível uma cultura científica vibrante sem um compromisso mais generalizado e aprofundado da sociedade chinesa com a liberdade de expressão.

O direito de desafiar a autoridade e para duvidar de tudo é crucial para a pesquisa científica.

No mundo moderno nenhum país pode ter grande atuação científica a menos que seus cientistas possam colaborar com os pesquisadores do resto do mundo.

Um recorde de pobreza em matéria de direitos humanos não vai tornar essa colaboração impossível – mas vai dificultar muito.

Os cientistas, em grande parte, têm um compromisso com os direitos humanos e ficarão felizes de trabalhar com colegas que compartilham esse compromisso.

Talvez seja uma boa notícia que a história do atual sucesso da China continue a ser caracterizada por um pragmatismo sério.

Com certeza, esta atitude algumas vezes pode fazer parecer que tudo é motivado pelo aspecto econômico de mais baixo nível.

Por exemplo, embora seja demasiado cínico sugerir que o aquecimento global e a degradação ambiental agora estão sendo levados a sério só porque consomem o produto interno bruto da China, esta é sem dúvida uma grande razão de preocupação.

Porém, motivados pelo mesmo pragmatismo, as autoridades chinesas estão reconhecendo cada vez mais que valorizar melhor os seus cientistas significa garantir-lhes os financiamentos adequados com a mínima interferência.

Atualmente, muitos pesquisadores do exterior têm ficado surpresos ao verificar que os estudantes chineses graduados e pós-doutores agora estão muito dispostos a desafiar os seus professores.

A exagerada deferência à autoridade claramente está em franco declínio na jovem geração de cientistas da China – e quem sabe até onde irá essa pragmática liberalização?

Entretanto, o resto do mundo poderá certamente se beneficiar da auto-confiança que faz da China não apenas uma imensa fonte de mão-de-obra altamente qualificada, mas a promessa de uma nova ordem de trabalho, transmitindo uma tradição de inovação da Antiguidade quase sem sofisticação.

DESAFIOS DA CHINA: A Questão Ambiental (parte 2)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Muitas deteriorações ambientais preocupam os brasileiros e também os chineses.

Conforme a publicação anterior (Ver “Desafios da China”), os principais desafios ambientais incluem a contaminação da água, a poluição atmosférica e a degradação dos solos.

No ano passado (2007), 40% das águas residuais urbanas foram lançadas sem qualquer tratamento nos córregos de água próximos das cidades.

Ainda em 2007, a qualidade da água em metade dos 197 rios da China monitorados, foi classificada como altamente poluída com nitrato de amônia, permanganato e petróleo.

Em mais de 60% dos grandes lagos da China, os sais minerais e compostos orgânicos são tão concentrados que provocam a super proliferação da vida vegetal (especialmente as algas).

Isso tem reduzido o oxigênio dissolvido e, portanto, esgotado os lagos de outros organismos vivos, incluindo peixes.

As qualidades do ar e da terra não são as melhores: das 287 grandes cidades monitoradas, em 2007, apenas 60,5% tinham a qualidade do ar no padrão definido pelo Ministério da Proteção Ambiental da China (comparável ao National Ambient Air Quality Standards dos Estados Unidos da América).

A degradação ambiental – como resultado da excessiva exploração dos recursos terrestres – assume as formas de erosão do solo, a desertificação, e a fragmentação dos habitats naturais.

Por exemplo, o excesso de erosão do vento e da água está deteriorando cerca 37,1% da massa terrestre total da China.

A missão mais difícil será a de encontrar formas eficazes de regular os comportamentos e as relações das diversas partes interessadas – os diferentes níveis de governo, os setores industriais e o público – que muitas vezes têm objetivos diferentes e expectativas conflitantes.

Assim, por exemplo, o governo da China tem feito grandes esforços para atenuar a eutrofização dos lagos.

No entanto estes esforços têm sido prejudicados pelos governos locais que privilegiam o crescimento econômico através do desenvolvimento industrial que não é sensível às questões ambientais.

É necessário garantir certa capacidade de crescimento com base na pesquisa científica, na inovação tecnológica, no design político e institucional e na legislação ambiental e de execução.

Por exemplo: são necessários incentivos de mercado para o controle da poluição e eficiente utilização dos recursos, tais como aqueles dos Estados Unidos para o controle da poluição de veículos.

ÁGUA: bem VITAL, não RENOVÁVEL!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Neste planeta que chamanos de TERRA, mais de UM BILHÃO DE PESSOAS estão sem acesso a água potável e mais de DOIS BILHÕES DE PESSOAS tem pouco ou nenhum saneamento básico.

Como a água é consumida por demandas cada vez maiores de alimentos e energia e sua distribuição no planeta está sendo alterada pelas mudanças climáticas, cabe a pergunta:

O que podemos fazer para garantir a disponibilidade da água potável para o futuro, incluindo quem hoje não a tem?

Sabemos que a água é um bem natural vital, mas não é renovável!!!

O que isso significa?

Primeiro: Não há como repor a água ou conseguir mais água do que a que existe neste planeta.

Segundo: Se não transformarmos o nosso comportamento com relação ao MAL USO da ÁGUA, estamos nos condenando à morte lenta, gradual e, provavelmente, definitiva.

O índice de poluição das águas está ficando fora de controle, ou seja, para tornar a água potável será necessário gastar muito mais energia em um tempo cada vez menor.

As conseqüências são previsíveis: cada vez menos pessoas terão acesso à água potável.

Além disso, estamos perdendo terreno para as alterações provocadas pelas mudanças climáticas.
Em várias regiões deste planeta o ciclo das águas está sendo modificado porque provocamos intensas e extensas mutações ao nosso habitat – desmatando, acumulando lixo não degradável, poluindo a atmosfera – desestruturando rapidamente o conjunto de relações bio-físico-químicas existente entre os diversos ambientes terrestres.

Já não são suficientes tantas catástrofes naturais?

Precisamos, URGENTEMENTE, de muita coragem para deter essa destruição!

Entre muitas iniciativas individuais e familiares possíveis de realizar, temos que:

1- nos fazer presente e nos fazer ouvir em todos os foruns nacionais e internacionais;

2- criar comitês de ruas, bairros, cidades para desenvolver processos de controle das nascentes dos igarapés, riachos, protegendo a utilização dessas águas;

3- exigir o desenvolvimento de tecnologias que não destruam o ambiente;

Talvez assim consigamos, pelo menos, começar a deter a mutação que estamos impinindo ao nosso pedaço de chão: a bela Amazônia.

OBS: A foto é da NASA e mostra a Terra vista pelo astronauta na Apollo 11 ao passar por trás da Lua; pela face iluminada da Terra, o Sol está para cima na direção vertical.