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CONDENSAÇÃO DE POLARITONS

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Quando os bósons são empacotados bem juntinhos de tal modo que a densidade excede um limite crítico e quando as temperaturas são suficientemente baixas, podem realizar uma transição de fase e se condensar em um único estado quântico.

Este tipo de fenômeno microscópico é conhecido como a condensação de Bose-Einstein e tem sido demonstrada em vários sistemas, incluindo os átomos frios, os superfluidos e os supercondutores.

Por causa da pequena massa eficaz (e do potencial que conduz o fenômeno a temperaturas mais altas) há muito interesse em criar estados condensados em sistemas de materiais semicondutores.

A equipe de Balili mostrou que um ensemble de polaritons pode ser gerado e aprisionado em uma micro cavidade de maneira análoga a das armadilhas que aprisionam átomos frios.

Os autores demonstraram as características da condensação de Bose-Einstein no sistema de polaritons que desenvolveram, ou seja, os polaritons se comportam como tendo spin inteiro que é a característica quântica dos sistemas que podem ser analisados pela estatística de Bose-Einstein.

Os polaritons são um tipo de quasiparticulas formadas pelos fótons acoplados aos excitons, conforme ilustra a figura abaixo
Os fótons produzidos por um laser (setas azuis) excitam os pares de elétron-buraco (setas pretas) que formam os excitons.
Os excitons e os fotons formam um estado quântico chamado de polariton cuja massa é muito menor do que a do elétron.
Referência: R. Balili, V. Hartwell, D. Snoke, L. Pfeiffer, and K. West, Bose-Einstein Condensation of Microcavity Polaritons in a Trap, Science 316 (5827), 1007, (18 May 2007).
OBS: A figura foi colada da revista Science.

Superlentes: superando as limitações óticas

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Com todo o avanço científico e tecnológico atual, a resolução espacial de um microscópio ótico convencional continua limitada pelo efeito da difração a um valor da ordem de 200 nanômetros (200 m/ 1.000.000.000), e isso nos impede de enxergar claramente todos os objetos com dimensões menores que esse valor, como é o caso das moléculas e dos átomos.

Essa limitação ótica tem incentivado a pesquisa na procura da “superlente” baseada nos metamaterials especialmente estruturados e projetados para exibir um índice de refração negativo, o que poderá superar essa limitação.

Entretanto, as superlentes planares apresentadas até o momento não podem fornecer essa ampliação e isso tem obrigado os pesquisadores a procurarem alternativas. Aqui estão as duas mais recentes pesquisas apresentadas na revista SCIENCE, Volume 315, Edição 5819, publicada em 23 Março 2007.

O pesquisador Smolyaninov e seus colaboradores (pág. 1699) descrevem uma “superlente” ampliadora baseada na propagação do plasma superficial de polaritons.

O objeto a ser focado e ampliado é colocado dentro da região central de sua lente, uma estrutura de círculos concêntricos feitos de um polímero depositado sobre um substrato de ouro.

A luz incidente é dispersada para fora do objeto e cria o plasma de polaritons na superfície da película de ouro. Com a lente estruturada e projetada corretamente, o plasma de polaritons se propaga radialmente para fora através da “lente” de círculos concêntricos.

Dessa maneira a imagem ampliada do objeto pode ser vista no círculo mais externo com um microscópio ótico convencional.

Por sua vez, a equipe Liu (pág. 1686) usou multicamadas curvadas com espessuras na escala nanométrica (1m/1.000.000.000) feitas com prata e alumina para criar a superlente que projeta a imagem de um objeto em uma superfície distante, onde pode ser vista com um microscópio ótico convencional.

Talvez uma dessas “superlentes” consiga concretizar a possibilidade de ensergarmos com muito maior e melhor precisão as partículas que atualmente estão inacessíveis ao nosso olhar.

OBS: 1- a limitação dos atuais microscópios óticos é determinada pela metade do menor comprimento da luz visível – luz violeta – o qual mede cerca de 400 nanômetros.

2- 1,0 nanômetro é igual a 1,0 metro dividido por 1,0 trilhão, ou seja, é a trilhonésima parte de um metro; é nessa escala que são medidos os tamanhos dos átomos, por exemplo.