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	<title>Ciência, Tecnologia e Ensino &#187; ótica</title>
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	<description>Artigos, análises e comentários sobre ciência, tecnologia e ensino em geral. Em particular, temas atuais a respeito da pesquisa em Física, informática e do ensino e aprendizagem de Física.</description>
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		<title>O MANTO DA INVISIBILIDADE</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2007 21:44:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física aplicada]]></category>
		<category><![CDATA[invisibilidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Vários pesquisadores dizem que estão identificando novos tipos de materiais que podem vestir um manto de invisibilidade em torno dos objetos, realizando uma fantasia tão velha quanto os antigos mitos (o chapéu do deus grego Hermes, ou do romano Mercúrio) e tão recente quanto os filmes de “Star Trek” (o dispositivo das naves de Romulus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vários pesquisadores dizem que estão identificando novos tipos de materiais que podem vestir um <strong>manto de invisibilidade</strong> em torno dos objetos, realizando uma fantasia tão velha quanto os antigos mitos (o chapéu do deus grego Hermes, ou do romano Mercúrio) e tão recente quanto os filmes de “Star Trek” (o dispositivo das naves de Romulus e Klingon) e as novelas de J. K. Rowllings (o manto de Harry Potter).</p>
<p>“Nós estamos confiantes de que nas atuais freqüências do radar, estes materiais podem ser implementados em mais ou menos 18 meses”, diz John Pendry da Faculdade Imperial de Londres.</p>
<p>Os materiais artificiais, ou os metamaterials, com respostas elétricas e magnéticas ajustáveis, podem apresentar um índice de refração negativo fazendo com que a radiação eletromagnética seja desviada no sentido oposto daquele que ocorre nos materiais naturais (vidro, água etc&#8230;).</p>
<p>Por essa razão são capazes de apresentar outros efeitos tais como o da superlente e o manto da invisibilidade (cloaking), os quais têm sido demonstrados para comprimentos de ondas mais longos, ou menores freqüências.</p>
<p>Recentemente a equipe de Henri J. Lezec (Science, pág. 430, 22 março 2007) demonstrou o índice de refração negativo para a luz visível entre o verde e o azul.</p>
<p>Esse resultado experimental potencializa a construção de dispositivos práticos, tais como superlentes, para esta região importante de comprimento de onda.</p>
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		<title>Superlentes: superando as limitações óticas</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2007 23:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física aplicada]]></category>
		<category><![CDATA[mecânica quântica]]></category>
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		<category><![CDATA[polaritons]]></category>
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		<description><![CDATA[Com todo o avanço científico e tecnológico atual, a resolução espacial de um microscópio ótico convencional continua limitada pelo efeito da difração a um valor da ordem de 200 nanômetros (200 m/ 1.000.000.000), e isso nos impede de enxergar claramente todos os objetos com dimensões menores que esse valor, como é o caso das moléculas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com todo o avanço científico e tecnológico atual, a resolução espacial de um microscópio ótico convencional continua limitada pelo efeito da difração a um valor da ordem de 200 nanômetros (200 m/ 1.000.000.000), e isso nos impede de enxergar claramente todos os objetos com dimensões menores que esse valor, como é o caso das moléculas e dos átomos.</p>
<p>Essa limitação ótica tem incentivado a pesquisa na procura da “superlente” baseada nos metamaterials especialmente estruturados e projetados para exibir um índice de refração negativo, o que poderá superar essa limitação.</p>
<p>Entretanto, as superlentes planares apresentadas até o momento não podem fornecer essa ampliação e isso tem obrigado os pesquisadores a procurarem alternativas. Aqui estão as duas mais recentes pesquisas apresentadas na revista SCIENCE, Volume 315, Edição 5819, publicada em 23 Março 2007.</p>
<p>O pesquisador Smolyaninov e seus colaboradores (pág. 1699) descrevem uma “superlente” ampliadora baseada na propagação do plasma superficial de polaritons.</p>
<p>O objeto a ser focado e ampliado é colocado dentro da região central de sua lente, uma estrutura de círculos concêntricos feitos de um polímero depositado sobre um substrato de ouro.</p>
<p>A luz incidente é dispersada para fora do objeto e cria o plasma de polaritons na superfície da película de ouro. Com a lente estruturada e projetada corretamente, o plasma de polaritons se propaga radialmente para fora através da “lente” de círculos concêntricos.</p>
<p>Dessa maneira a imagem ampliada do objeto pode ser vista no círculo mais externo com um microscópio ótico convencional.</p>
<p>Por sua vez, a equipe Liu (pág. 1686) usou multicamadas curvadas com espessuras na escala nanométrica (1m/1.000.000.000) feitas com prata e alumina para criar a superlente que projeta a imagem de um objeto em uma superfície distante, onde pode ser vista com um microscópio ótico convencional.</p>
<p>Talvez uma dessas &#8220;superlentes&#8221; consiga concretizar a possibilidade de ensergarmos com muito maior e melhor precisão as partículas que atualmente estão inacessíveis ao nosso olhar.</p>
<p>OBS: 1- a limitação dos atuais microscópios óticos é determinada pela metade do menor comprimento da luz visível &#8211; luz violeta &#8211; o qual mede cerca de 400 nanômetros.</p>
<p>2- 1,0 nanômetro é igual a 1,0 metro dividido por 1,0 trilhão, ou seja, é a trilhonésima parte de um metro; é nessa escala que são medidos os tamanhos dos átomos, por exemplo.</p>
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