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	<title>Ciência, Tecnologia e Ensino &#187; medicina</title>
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	<description>Artigos, análises e comentários sobre ciência, tecnologia e ensino em geral. Em particular, temas atuais a respeito da pesquisa em Física, informática e do ensino e aprendizagem de Física.</description>
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		<title>VIDAS EM PERIGO: Como vencer as Bactérias?</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Jul 2008 17:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[antibiótico]]></category>
		<category><![CDATA[bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[biologia]]></category>
		<category><![CDATA[infecção]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[staphylococcus aureus]]></category>

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		<description><![CDATA[As bactérias parecem estar vencendo todas as batalhas em sua contínua guerra contra os antibióticos!


Essa guerra – que raramente é manchete nos meios de comunicação – tem registros recentes em todos os lugares do mundo, inclusive nos países industrializados, apesar destes oferecerem serviços de saúde com tecnologia de ponta.

A narrativa a seguir apresenta inicialmente os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp2.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SIJEfZ5Re-I/AAAAAAAAAJc/69WQ8d1qSVY/s1600-h/Bacteria-2.gif"><img style="float:left;cursor:hand;margin:0 10px 10px 0;" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SIJEfZ5Re-I/AAAAAAAAAJc/69WQ8d1qSVY/s320/Bacteria-2.gif" border="0" /></a>As <strong><span style="color:#ff0000;">bactérias</span></strong> parecem estar vencendo todas as batalhas em sua contínua guerra contra os <strong><span style="color:#006600;">antibióticos</span></strong>!
<div></div>
<p>
<div>Essa guerra – que raramente é manchete nos meios de comunicação – tem registros recentes em todos os lugares do mundo, <strong>inclusive nos países industrializados</strong>, apesar destes oferecerem serviços de saúde com tecnologia de ponta.</div>
<p>
<div>A narrativa a seguir apresenta inicialmente os registros de Vance Fowler – um especialista em doenças infecciosas do Centro Médico da Universidade Duke, em Durham, Carolina do Norte, USA.</div>
<p>
<div></div>
<div>Os fatos ocorrem no primeiro mês da primavera de 2008 naquele país &#8211; final de março e parte de abril &#8211; e talvez tenha sido apenas um mau mês&#8230; uma infeliz flutuação estatística?&#8230; talvez não&#8230;</div>
<p>
<div></div>
<div>O <strong>primeiro caso</strong> apareceu no início da primavera de 2008: uma menina com 13 anos, cujo sintoma de gripe involuiu para pneumonia necrotizante com uma estirpe particularmente perniciosa de bactéria conhecida como <em><span style="color:#ff0000;">Staphylococcus aureus</span></em> (MRSA), muito resistente à meticilina.</p>
<p>Caso a menina sobreviva, sua vida estará &#8220;mudada para sempre&#8221;, diz Fowler, pois a doença nos pulmões causou a morte de tecido pulmonar.</p>
<p>O <strong>caso seguinte</strong> aconteceu uma semana mais tarde, com um técnico de pesquisa do laboratório de Fowler: foi hospitalizado com um abcesso facial que não apresentava sinais de cura. Mais uma vez, a <em><span style="color:#ff0000;">Staphylococcus aureus</span></em> foi a causa.</p>
<p>Outra semana depois disso e o <strong>terceiro caso: </strong>um homem e a mulher foram as novas vítimas. &#8220;Ambos foram internados com infecções agudas por <span style="color:#ff0000;"><em>Staphylococcus aureus</em></span> sem causa aparente&#8221;, comenta Fowler.</p>
<p>Nenhuma dessas pessoas trabalhou em um hospital ou em casas de cuidados prolongados, ambientes típicos nos quais essas bactérias comumente podem ser encontradas. Nem haviam visitado um desses lugares recentemente.</p>
<p>Então, <strong><span style="color:#006600;">como foram infectados por essa bactéria</span></strong>?</p>
<p>&#8220;Foi má sorte, fragilidade genética, uma bactéria malvada, ou todas as três juntas&#8221;, sugere Fowler.</p></div>
<p>
<div></div>
<div>Apesar desse irônico comentário, Fowler sabe que <span style="color:#006600;">durante a última década</span>, as pessoas estão sendo atacadas por uma <span style="color:#006600;">inexorável proliferação de bactérias resistentes aos antibióticos</span>, não apenas a <em>Staphylococcus aureus</em>, mas outras espécies também insidiosas: <em><span style="color:#ff0000;">Acinetobacter baumannii</span></em>, <em><span style="color:#ff0000;">Enterococcus faecium</span></em>, <em><span style="color:#ff0000;">Klebsiella pneumoniae</span></em>, <em><span style="color:#ff0000;">Pseudomonas aeruginosa</span></em>, <em><span style="color:#ff0000;">Enterobacter</span></em>.</p>
<p>O problema era previsível &#8211; &#8220;a resistência bacteriana acontece&#8221;, observa Karen Bush, uma pesquisadora de anti-infecção da Johnson e Johnson (J&amp;J), em Raritan, New Jersey – mas a previsão não torna mais fácil combatê-la.</p>
<p><strong>Em 2002</strong>, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos estimou que pelo menos <strong><span style="color:#006600;">90.000 mortes por ano</span></strong> naquele país poderiam ser atribuídas às infecções bacterianas, sendo <span style="color:#ff0000;">mais da metade (<strong><span style="color:#000000;">45.000</span></strong>) causadas por bactérias resistentes a pelo menos um antibiótico comumente usado</span>.</p>
<p><strong>Em outubro de 2007</strong>, o CDC relatou no <em>Journal of American Medical Association</em> que a quantidade de infecções graves causadas só pela <em>Staphylococcus aureus</em> estava perto de 100.000 por ano, <span style="color:#ff0000;">causando quase <strong><span style="color:#000000;">19.000</span></strong> mortes</span> &#8211; quantidade <span style="color:#ff0000;">maior do que as mortes atribuídas ao <strong><span style="color:#006600;">HIV / SIDA</span></strong> nos Estados Unidos durante o mesmo ano</span>.</div>
<p>
<div></div>
<div>Até agora, <span style="color:#006600;"><strong>esses focos estão concentrados nos hospitais</strong></span>, onde o ambiente é particularmente propício à aquisição e disseminação de bactérias resistentes aos antibióticos.</p>
<p>Mas a grande preocupação é: e se <span style="color:#006600;"><strong>as bactérias se espalharem pela comunidade</strong></span> vizinha ao hospital? &#8211; Será um cenário de pesadelo!</div>
<p>
<div>A <em>Staphylococcus aureus</em> é particularmente preocupante, mas há outra classe de bactérias, a <span style="color:#ff0000;">classe <strong><em>Gramnegative</em></strong></span>, que é ainda mais difícil de derrotar.</p>
<p>Esta classe inclui a bactéria <em><span style="color:#ff0000;">A. baumannii</span></em>, que tem atormentado os soldados feridos que regressam do Iraque: <strong><span style="color:#ff0000;">para essas bactérias, os novos antibióticos são ineficazes</span></strong>.</div>
<div> </div>
<div>Diante desse desafio, cabe perguntar:</div>
<div>&#8220;<span style="color:#ff0000;">O que você faz quando se depara com uma infecção em um paciente muito doente, e o os exames de laboratório constatam que cada um dos fármacos está listado como resistente</span>?&#8221;</div>
<div></div>
<div> </div>
<div>Na próxima publicação serão apresentados outros elementos desse problema.</div>
<p>
<div>Você também pode consultar a revista SCIENCE, VOL 321, 18 julho 2008, <a href="http://www.sciencemag.org/">http://www.sciencemag.org/</a>.</div>
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		<title>PRIMEIRO BEBÊ DE PROVETA: Faz 30 anos!</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/ovulo/primeiro-bebe-de-proveta-faz-30-anos/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 14:07:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[biologia]]></category>
		<category><![CDATA[espermatozóide]]></category>
		<category><![CDATA[fertilização]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[proveta]]></category>
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		<category><![CDATA[óvulo]]></category>

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		<description><![CDATA[No próximo dia 25 deste mês de julho, fará 30 anos do nascimento do primeiro bebê de proveta deste planeta.

Foi uma menina inglesa, Louise Brown, o resultado da fertilização in vitro realizada pelo médico obstetra Patrick Christopher Steptoe (1913-1988) e o fisiologista Robert Geoffrey Edwards (1928) no Reino Unido, após mais de 15 anos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp0.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SH9q0BYXWFI/AAAAAAAAAJU/WSwd87-3ki4/s1600-h/PrimeiroBebÃªProveta.bmp"><img style="float:left;cursor:hand;margin:0 10px 10px 0;" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SH9q0BYXWFI/AAAAAAAAAJU/WSwd87-3ki4/s320/PrimeiroBeb%C3%AAProveta.bmp" border="0" /></a>No próximo dia 25 deste mês de julho, fará 30 anos do nascimento do <strong><span style="color:#009900;">primeiro bebê de proveta</span></strong> deste planeta.
<div>
<div>Foi uma menina inglesa, <strong><span style="color:#009900;">Louise Brown</span></strong>, o resultado da <span style="color:#ff0000;">fertilização <em>in vitro</em></span> realizada pelo médico obstetra Patrick Christopher Steptoe (1913-1988) e o fisiologista Robert Geoffrey Edwards (1928) no Reino Unido, após mais de 15 anos de pesquisas.</div>
<p>
<div>Em 1959, o biologista chinês Min-Chueh Chang (1908-1991) mostrou que a fertilização <em>in vitro</em> funcionava em coelhos, mas o método não surtia o mesmo efeito nos humanos até descobrirem que o espermatozóide humano precisava ser &#8220;capacitado&#8221; para fertilizar o óvulo <em>in vitro</em>.</div>
<p>
<div>Na relação sexual normal, <em>in vivo</em>, o ambiente interno do genital feminino favorece essa capacitação, por isso era necessário criar essas mesmas condições no processo <em>in vitro</em>.</div>
<p>
<div>Em 1964, Robert Edwards mudou-se da Inglaterra e foi para a Universidade Johns Hopkins nos Estados Unidos, para conseguir óvulos humanos para a sua pesquisa, pois estava tendo dificuldades no seu país de origem.</div>
<p>
<div>Nessa Universidade trabalhou com o médico Howard Jones e juntos desenvolveram toda a pesquisa para criar as condições <em>in vitro</em> que permitissem ao espermatozóide fecundar o óvulo.</div>
<p>
<div>Voltando para o Reino Unido, Robert convidou o obstreta Patrick para desenvolverem o processo de fertilização <em>in vitro.</em></div>
<p>
<div>Após 30 anos de pesquisas, esses procedimentos iniciais já estão em estágios muito mais avançados.</div>
<p>
<div>Porém ainda cabe a pergunta: <span style="color:#ff0000;">PODEMOS COMEMORAR</span>?</div>
<p>
<div>OBSERVAÇÕES:</div>
<p>
<div>1- Min-Chueh Chang ficou muito conhecido pela contribuição para a <span style="color:#006600;">pírula oral contraceptiva</span>.</div>
<p>
<div>2- Patrick Steptoe conheceu a técnica da <span style="color:#006600;">laparoscopia</span> e promoveu a sua utilização na ginecologia ao publicar o livro <em>Laparoscopy in Gynaecology</em> em 1967.</div>
<p>
<div>3- Howard Jones, atualmente professor emérito da Escola de Medicina em Virgínia do Leste, foi o responsável pelo <span style="color:#006600;">primeiro bebê de proveta nascido nos Estados Unidos em 1981</span>.</div>
<div></div>
<div></div>
<div><span style="color:#000000;">OBS: A foto foi colada do</span> <a href="http://www.wikipedia.com/">http://www.wikipedia.com/</a>.</div>
<div></div>
</div>
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