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SUPERCONDUTOR: Magnetismo Exótico

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A supercondutividade e o ordenamento magnético geralmente são considerados processos concorrentes, sendo os dois mutuamente exclusivos, ou vistos apenas em uma pequena região do diagrama de fase de materiais não homogêneos.

A liga CeCoIn5 (cerium, cobalto, indio) é um material extremamente limpo que pode ser preparado com alta qualidade cristalina.

Sendo um dos chamados supercondutores exóticos, exibe muitas propriedades similares aos mais complexos supercondutores de alta temperatura que utilizam materiais contendo cobre.

A equipe de Kenzelmann utilizou o espalhamento de nêutrons para sondar o ordenamento magnético nesse material a baixa temperatura e na presença de alto campo magnético.

Os resultados publicados mostram que encontraram provas de que o ordenamento magnético está estabilizado pelo comportamento de supercondução e coexiste com o mesmo.

Se ficou interessado por essa novidade, consulte:

M. Kenzelmann, Th. Strässle, C. Niedermayer, M. Sigrist, B. Padmanabhan, M. Zolliker, A. D. Bianchi, R. Movshovich, E. D. Bauer, J. L. Sarrao, J. D. Thompson, Coupled Superconducting and Magnetic Order in CeCoIn5, Science, vol. 321. no. 5896, 19 Setembro 2008.

CORRENTE ELÉTRICA: um olhar Atômico

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

As propriedades magnéticas das nuvens atômicas ultra frias (Ver “Átomos Frios”) podem ser usadas como diminutas agulhas de bússolas para detectar pequenas mudanças no campo magnético: magnetometria de átomo frio.

Enquanto a corrente elétrica flui no interior de um fio condutor, o espalhamento dos elétrons é geralmente confinado à escalas de curto alcance e não seria necessariamente esperada qualquer ordenação de longo alcance.

No entanto a equipe de Aigner relata surpreendente descoberta usando a magnetometria de átomo frio para estudar o fluxo de corrente elétrica em fios de ouro policristalinos.

Identificaram flutuações de corrente elétrica ordenadas que ocorrem ao longo de todo o comprimento do fio, orientadas a 45° em relação ao fluxo de corrente.

Eles interpretam e modelam os padrões observados como decorrentes do espalhamento dos elétrons em torno de defeitos no interior do fio de ouro.

Toda a explicação se encontra no artigo:

S. Aigner, L. Della Pietra, Y. Japha, O. Entin-Wohlman, T. David, R. Salem, R. Folman,

J. Schmiedmayer, Long-Range Order in Electronic Transport Through Disordered Metal Films, Science, vol. 319, n. 5867, 29 fev 2008.