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Internet mais rápida?

sábado, 14 de março de 2009

Bicho Preguiça brasileiro em extinção

Bicho Preguiça brasileiro em extinção

Continua crescente o apetite por conexões de Internet cada vez mais e mais rápidas e com capacidade cada vez maior de transferência de informação.

Com a televisão de alta definição, música e vídeo, redes sociais e tudo o mais que contribuem para um crescimento anual de 60% do tráfego na Internet, a crescente demanda por capacidade de informação está colocando pressão sobre a atual capacidade de fornecer informações.

A fim de evitar um cenário mundial de longa espera que lembre a era do dial-up, os engenheiros óticos estão desenvolvendo tecnologias de processamento de informações visando capacidades de Terabit por segundo, que será capaz de bombear informações através de fibras óticas direto para as casas.

Galili e sua equipe desenvolveram uma chave ótica que foca para este objetivo.

Os autores apresentaram um chip de vidro calcogênido, explorando as propriedades não-lineares do comportamento ótico do material - obtido com a mistura de quatro ondas - para produzir uma chave totalmente ótica que pode desmodular um sinal ótico de 640 gigabit/s em uma série de sinais tributários de 10 gigabit/s.

A demonstração desse processamento de sinal com alta velocidade e livre de erros indica que a fome de Internet pode ser saciada, pelo menos por enquanto.

 

Mais informações podem ser obtidas no texto original publicado na revista Opt. Express 17, 2182 (2009).

INFORMAÇÃO: Preenchendo a lacuna Terahertz

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Os instrumentos e equipamentos desenvolvidos pela tecnologia eletro-eletrônica dos últimos 100 anos, funcionam em função das características físicas dos seus componentes eletrônicos.

Uma dessas características é a freqüência eletromagnética utilizada para enviar ou receber informações.

Em freqüências abaixo de algumas centenas de gigahertz (GHz), os elétrons são os portadores de informação preferidos.

Já para as freqüências acima de alguns terahertz (THz) – incluindo as radiações no infravermelho (entre 300GHz e 400THZ), no visível (entre 400THZ e 790THz) e no ultravioleta (entre 790THZ e 30.000THZ – abaixo do Raio-X) – prevalecem as tecnologias ópticas.

A gama de freqüências situada entre esses dois limites, é referida como a lacuna THz, porque os materiais naturais não apresentam boa resposta nesse intervalo de freqüência

Por causa disso, ficam sem solução várias aplicações de interesse nas áreas de biosensoriamento, imagem, comunicação e segurança,.

Para ajudar a preencher essa lacuna, a equipe de Tao apresentou um metamaterial – uma estrutura artificial na qual a resposta electromagnética pode ser definida com um projeto arquitetônico – que tem forte resposta na lacuna THz.

Arquitetando uma estrutura em duas camadas de um composto metálico split-ring resonators, fios, e um poliimida spacer, eles mostram que a resposta da permissividade elétrica e da susceptibilidade magnética podem ser sintonizadas em separado.

Esses materiais arquitetados ilustram o potencial de acesso a uma faixa de freqüência normalmente inacessível aos materiais naturais.

Mais informações no Opt. Express 16, 7181 (2008).

Informação no Buraco Negro: Unificar Quântica e Gravitação?

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Sobreviver sob a ação de um buraco negro não é fácil.

Simulações sugerem que quanto mais próximo dele, maior será a aceleração gravitacional.

Por exemplo: se a distância for 100 vezes o raio do buraco negro, a aceleração será 15 milhões de vezes maior que a aceleração g na superfície da Terra.

A aceleração aumentará para 9 bilhões de g se a distância diminuir para 4,5 vezes o raio do buraco negro. E assim por diante.

Mas os cálculos feitos por Abhay Ashtekar da Universidade Estadual da Pennsylvania, e seus colaboradores, sugerem que, sob certas condições, a informação quântica poderia sobreviver.

Essa equipe de físicos imagina o espaço-tempo como tendo fundamentalmente uma estrutura quântica.

Considerada desta forma, um ponto do buraco negro com massa infinita e atração gravitacional, conhecida como a “singularidade” do buraco negro, desaparece, evapora-se e as flutuações quânticas podem viajar direto através do núcleo do buraco negro.

Este resultado é importante porque atende a um princípio básico estipulado pela mecânica quântica: a informação quântica é sempre conservada.

Os autores esperam que o seu trabalho possa, um dia, ajudar a unificar a mecânica quântica com as teorias da gravidade, fato ainda hoje impossível.

OBS: Em 1975 Steve Hawking publicou um trabalho apresentando o “paradoxo da perda de informação” quando um buraco negro primordial evapora [S.W.Hawking, Comm.Math.Phys.43, 199 (1975)].

Mais informações: Phys. Rev. Lett. 100, 211302 (2008)
Foto colada de UTE KRAUS em “Step by step into a Black Hole”, 2004-2005