Os instrumentos e equipamentos desenvolvidos pela tecnologia eletro-eletrônica dos últimos 100 anos, funcionam em função das características físicas dos seus componentes eletrônicos.
Uma dessas características é a freqüência eletromagnética utilizada para enviar ou receber informações.
Em freqüências abaixo de algumas centenas de gigahertz (GHz), os elétrons são os portadores de informação preferidos.
Já para as freqüências acima de alguns terahertz (THz) – incluindo as radiações no infravermelho (entre 300GHz e 400THZ), no visível (entre 400THZ e 790THz) e no ultravioleta (entre 790THZ e 30.000THZ – abaixo do Raio-X) – prevalecem as tecnologias ópticas.
A gama de freqüências situada entre esses dois limites, é referida como a lacuna THz, porque os materiais naturais não apresentam boa resposta nesse intervalo de freqüência
Por causa disso, ficam sem solução várias aplicações de interesse nas áreas de biosensoriamento, imagem, comunicação e segurança,.
Para ajudar a preencher essa lacuna, a equipe de Tao apresentou um metamaterial – uma estrutura artificial na qual a resposta electromagnética pode ser definida com um projeto arquitetônico – que tem forte resposta na lacuna THz.
Arquitetando uma estrutura em duas camadas de um composto metálico split-ring resonators, fios, e um poliimida spacer, eles mostram que a resposta da permissividade elétrica e da susceptibilidade magnética podem ser sintonizadas em separado.
Esses materiais arquitetados ilustram o potencial de acesso a uma faixa de freqüência normalmente inacessível aos materiais naturais.
Mais informações no Opt. Express 16, 7181 (2008).