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	<title>Ciência, Tecnologia e Ensino &#187; Física</title>
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	<description>Artigos, análises e comentários sobre ciência, tecnologia e ensino em geral. Em particular, temas atuais a respeito da pesquisa em Física, informática e do ensino e aprendizagem de Física.</description>
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		<title>O Futuro da Economia: Como serão os modelos?</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 16:07:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[livre mercado]]></category>
		<category><![CDATA[modelo econômico]]></category>

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		<description><![CDATA[A atual instabilidade da economia mundial escancara aos olhos a às mentes que a dependência dos modelos econômicos baseados em axiomas incorretos e dogmatizados, apresenta efeitos claramente danosos e de alcance planetário.
O modelo Black-Scholes, por exemplo, que foi inventado em 1973 para as opções de preços de produtos, é ainda amplamente utilizado, apesar da atual configuração da economia ser muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A atual instabilidade da economia mundial escancara aos olhos a às mentes que a dependência dos modelos econômicos baseados em axiomas incorretos e dogmatizados, apresenta efeitos claramente danosos e de alcance planetário.</p>
<p>O modelo Black-Scholes, por exemplo, que foi inventado em 1973 para as opções de preços de produtos, é ainda amplamente utilizado, apesar da atual configuração da economia ser muito mais complexa.</p>
<p>Além disso, esse modelo pressupõe que a probabilidade de mudanças extremas dos preços é insignificante, quando, na realidade, os preços das ações apresentam flutuações caóticas que superam muito os limites suportados pelo modelo.</p>
<p>Há vinte e um anos atrás, o uso indevido do modelo espiralou drasticamente na quebradeira de outubro de 1987 em todo o mundo: em um único dia o índice Dow Jones despencou 23%.</p>
<p>Só isso mostra o nanismo dos recentes soluços do mercado ao mesmo tempo que coloca um sinal vermelho de pânico mediante do que ainda pode acontecer na presente conjuntura.</p>
<p>Ironicamente, foi a própria utilização de um modelo livre de quebradeira que ajudou a desencadear uma quebradeira no mercado de ações.</p>
<p>Apesar disso, os autores desse modelo foram agraciados com o Nobel de Economia em 1997!!!!</p>
<p>Desta vez, o problema reside, em parte, no desenvolvimento de produtos financeiros estruturados os quais empacotam um suposto baixo risco em investimentos de alto rendimento aparentemente respeitáveis e seguros.</p>
<p>Fica então comprovado que os modelos utilizados para definir os preços desses produtos estão fundamentalmente errados: <strong>subestimaram a probabilidade de que múltiplos mutuários falhassem no pagamento dos empréstimos simultaneamente</strong>.</p>
<p>Esses modelos novamente negligenciaram a real possibilidade de uma crise global, inclusive uma crise iniciada com a própria contribuição.</p>
<p>Surpreendentemente, a economia clássica não tem referencial através do qual possa entender os &#8220;<strong>mercados selvagens</strong>&#8220;, embora a sua existência seja tão evidente para os leigos.</p>
<p>A Física, por outro lado, tem desenvolvido vários modelos que explicam como as pequenas perturbações podem conduzir a efeitos selvagemente devastadores.</p>
<p>A <strong>teoria da complexidade</strong> mostra que embora um sistema possa ter um estado fisicamente otimizado, às vezes é tão difícil de identificá-lo que o sistema nunca se encontra nesse estado.</p>
<p>Esse estado otimizado não é só ilusório, também é hiper-frágil mesmo diante de pequenas alterações no ambiente e, por isso, na maioria das vezes é irrelevante para a compreensão do que está acontecendo em certo fenômeno.</p>
<p>Há boas razões para considerar que este paradigma deve ser aplicável aos sistemas econômicos em geral e aos mercados financeiros em particular.</p>
<p>Temos de romper com a economia clássica e avançar no desenvolvimento de ferramentas estruturadas em modelos mais realistas e capazes de prever o largo espectro do atual e do futuro comportamento da economia em âmbitos local e mundial.</p>
<p>Alguns economistas comportamentais e ecônomo-físicos estão tentando fazer isso agora, de uma forma desigual, mas os seus frágeis esforços não são levados a sério pelos gurus da economia.</p>
<p>Enquanto o trabalho é feito para renovar os modelos econômicos, a regulamentação do esplêndido negócio de papeis também precisa melhorar e muito.</p>
<p>Antes de serem lançadas no mercado as inovações em produtos financeiros deverão:</p>
<p>A) ser comprovadamente bem analisadas pelos agentes financeiros;</p>
<p>B) ter suas resistências testadas contra cenários extremos fora do reino dos modelos atuais e, muito importante,</p>
<p>C) ser aprovadas por agências independentes, tal como é feito com outras indústrias potencialmente letais (química, farmacêutica, aeronáutica, energia nuclear).</p>
<p>É crucial a mudança de mentalidade das pessoas que trabalham em economia e engenharia financeira.<br />
Um passo importante seria reconhecer que os currículos das escolas de economia necessitam incluir mais ciências naturais.</p>
<p>Sem qualquer pretenção dogmática, para que as transformações econômicas garantam melhor estabilidade econômica de longo prazo, devem estar apoiadas em dois pré-requisitos:</p>
<p>1- o desenvolvimento de uma representação (ou abordagem) mais pragmática e realista a respeito do que está acontecendo nos mercados financeiros, e</p>
<p>2- centralização do controle nas informações obtidas das medidas do comportamento da economia, as quais deverão sempre substituir as equações perfeitas e os axiomas estéticos.</p>
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		<title>É preciso REVOLUCIONAR a Economia Mundial!!!</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/economia/e-preciso-revolucionar-a-economia-mundial/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 14:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[livre mercado]]></category>

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		<description><![CDATA[Há muito tempo &#8220;os deuses da engenharia financeira&#8221; têm colocado muita fé em axiomas econômicos não testados e nos modelos de economia equivocados.
Para impedir a devastação econômica mundial, é preciso acabar com essa incompetência, é necessário alterar urgentemente esse procedimento.
Comparando com a Física, parece justo afirmar que o sucesso quantitativo das ciências econômicas tem sido extremamente decepcionante.
Os físicos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há muito tempo &#8220;<strong>os deuses da engenharia financeira&#8221;</strong> têm colocado muita fé em axiomas econômicos não testados e nos modelos de economia equivocados.</p>
<p>Para impedir a devastação econômica mundial, é preciso acabar com essa incompetência, é necessário alterar urgentemente esse procedimento.</p>
<p>Comparando com a Física, parece justo afirmar que o sucesso quantitativo das ciências econômicas tem sido extremamente decepcionante.</p>
<p>Os físicos têm garantido que os foguetes voem para a Lua, que a energia seja extraída de mínimas variações de massa atômica, que haja maior precisão nos dignósticos de doenças etc&#8230;</p>
<p>E os economistas? Qual é a realização emblemática da economia no nosso planeta?</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Só a sua recorrente incapacidade de prever e evitar crises, incluindo a atual quebra de crédito em âmbito mundial</span>.</p>
<p><strong>Por que isto acontece</strong>?</p>
<p>Claro que, parafraseando Isaac Newton, <span style="color: #006600;">criar um modelo para a loucura das pessoas é muito mais difícil do que modelar o movimento dos planetas</span>.</p>
<p>Mas as regularidades estatísticas devem emergir do comportamento das grandes populações, tal como a lei dos gases ideais emerge a partir do caótico movimento das moléculas individuais do mesmo.</p>
<p>Para mim, a diferença crucial entre os modelos em física e em economia reside na forma de como são tratados os campos relativos das funções dos conceitos, das equações e dos dados empíricos.</p>
<p>A economia clássica está alicerçada sobre muitos pressupostos poderosos que rapidamente se tornam axiomas, como:</p>
<p>1- acredita-se na <span style="color: #006600;"><strong>racionalidade dos agentes econômicos</strong></span> (a premissa de que cada agente econômico, seja uma pessoa ou uma empresa, age para maximizar seus lucros);</p>
<p>2- acredita-se na «<span style="color: #006600;"><strong>Mão Invisível</strong></span>» (que os agentes, na defesa dos seus próprios lucros, são levados a fazer aquilo que é melhor para a sociedade como um todo);</p>
<p>3- acredita-se na <span style="color: #006600;"><strong>eficiência do mercado</strong></span> (que os preços do mercado refletem fielmente todas as informações conhecidas a cerca dos ativos).</p>
<p>Certa vez ouvi de um economista, para meu espanto: &#8220;<span style="color: #006600;"><strong>Estes conceitos são tão fortes que eles substituem qualquer observação empírica</strong></span>&#8220;.</p>
<p>Isso lembra o argumento do economista Robert Nelson em seu livro “Economia e Religião&#8221; (Pennsylvania State Univ. Press, 2002): <strong><span style="color: #ff0000;">o mercado tem sido divinizado</span></strong>.</p>
<p>Os físicos, por outro lado, aprenderam a <strong><span style="color: #006600;">suspeitar dos axiomas</span></strong>.</p>
<p>Se uma observação empírica é incompatível com um modelo, o modelo deve ser alterado ou ir para a lixeira, mesmo que seja conceitualmente bonito ou matematicamente conveniente.</p>
<p>Na história da física está registrado que muitas idéias (modelos) aceitas durante algum tempo estavam erradas, por isso os físicos cultivam a crítica e desconfiam dos seus próprios modelos.</p>
<p>Infelizmente, essas saudáveis revoluções científicas ainda não aconteceram na economia, onde as <strong><span style="color: #ff0000;">idéias são solidificadas em dogmas</span></strong>.</p>
<p>Estes acabam sendo perpetuados através do sistema educacional: <span style="color: #ff0000;">os alunos não questionam as fórmulas que podem usar sem pensar</span>.</p>
<p>Embora ao longo das últimas décadas, muitos físicos tenham sido recrutados por instituições financeiras, eles parecem esquecer a metodologia das ciências naturais na medida em que absorvem e regurgitam os dogmas econômicos existentes.</p>
<p>A suposta <strong>onisciência e a perfeita eficácia do livre mercado</strong> é reminiscência do mundo econômico das décadas de 1950 e 1960, o qual, retrospectivamente, manipulava mais com a propaganda anticomunista do que com uma ciência plausível.</p>
<p>Na realidade, <span style="color: #006600;">os mercados não são eficientes</span>, pois os humanos tendem a focar excessivamente nas <span style="color: #ff0000;">ações de curto prazo</span> e a ficar cegos no longo prazo e os erros são amplificados de tal forma que levam, em última análise, à irracionalidade, ao pânico e à quebradeira geral.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Os livres mercados de fato são mercados selvagens</span></strong>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>XIII OLIMPÍADA IBERO-AMERICANA DE FÍSICA: Estudantes Brasileiros são Campeões</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/ensino-de-fisica/xiii-olimpiada-ibero-americana-de-fisica-estudantes-brasileiros-sao-campeoes/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 13:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[ensino de física]]></category>
		<category><![CDATA[olimpíada]]></category>

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		<description><![CDATA[ESTUDANTES BRASILEIROS CONQUISTAM TRÊS MEDALHAS DE OURO E UMA DE PRATA E SÃO OS CAMPEÕES DA XIII OLIMPÍADA IBERO-AMERICANA DE FÍSICA. (ver &#8220;Olimpiada Internacional de Fisica&#8221;)
A disputa aconteceu na cidade de Morelia, no México, no período de 28 de setembro até 3 de outubro de 2008, tendo 68 estudantes de 19 paises participando.
A equipe brasileira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ESTUDANTES BRASILEIROS CONQUISTAM <strong><span style="color:#006600;"><span style="color:#ff0000;">TRÊS MEDALHAS DE OURO E UMA DE PRATA</span> </span></strong>E SÃO OS <strong><span style="color:#006600;">CAMPEÕES DA XIII OLIMPÍADA IBERO-AMERICANA DE FÍSICA</span></strong>. <a title="Olimpiada Internacional de Fisica" href="http://www.blogger.com/%3Ca" target="_blank">(ver &#8220;Olimpiada Internacional de Fisica&#8221;)</a></p>
<p>A disputa aconteceu na cidade de Morelia, no México, no período de 28 de setembro até 3 de outubro de 2008, tendo 68 estudantes de 19 paises participando.</p>
<p>A equipe brasileira &#8211; acompanhada pelo Prof. Carlito Lariucci, do Instituto de Física da Universidade Federal de Goiás &#8211; foi composta pelos estudantes:</p>
<p>1- Ceará &#8211; Mariana Quezado Costa Lima &#8211; <span style="color:#ff0000;"><strong>Medalha de Ouro</strong></span> &#8211; George Gondim Ribeiro &#8211; <span style="color:#ff0000;"><strong>Medalha de Ouro</strong></span> &#8211; e Deric de Albuquerque Simão &#8211; <span style="color:#ff0000;"><strong>Medalha de Prata</strong></span>;</p>
<p>2- São Paulo &#8211; Leonardo Mendes Valerio Almeida &#8211; <strong><span style="color:#ff0000;">Medalha de Ouro</span></strong>.</p>
<p>Os estudantes brasileiros participam dessas Olimpíadas desde 2000 e já foram campeões em 2004 e 2005 quando conquistaram 2 medalhas de ouro, 1 medalha de prata e 1 medalha de bronze.</p>
<p>Neste ano, <strong><span style="color:#006600;">a equipe obteve a melhor nota nas provas experimental e teórica e a primeira posição na classificação geral</span></strong>.</p>
<p>No Brasil, a seleção e preparação dessas equipes é resultado da <strong>Olimpíada Brasileira de Física</strong> desenvolvida todo ano pela <strong>Sociedade Brasileira de Física</strong> &#8211; <strong>SBF</strong>.</p>
<p><strong><span style="color:#006600;">PARABÉNS PARA TODOS</span></strong>!!!!!!!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Olimpíada Internacional de Física: Brasileiro Conquista a Medalha de Prata</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/fisica/olimpiada-internacional-de-fisica-brasileiro-conquista-a-medalha-de-prata/</link>
		<comments>http://www.professandofisica.com/fisica/olimpiada-internacional-de-fisica-brasileiro-conquista-a-medalha-de-prata/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 17:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[international physics olympiad]]></category>
		<category><![CDATA[medalha de bronze]]></category>
		<category><![CDATA[medalha de prata]]></category>
		<category><![CDATA[olimpíada]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudantes Brasileiros Conquistam Medalha Inédita e Menções em Olimpíada Internacional de Física.
A equipe Brasileira conquistou, na 39ª International Physics Olympiad (IPhO):
- uma Medalha de Prata inédita (Guilherme V. Alves da Costa – SP);
- uma Medalha de Bronze (Alex Atshushi Takeda – PR);
- duas Menções Honrosas (André Gentil G. Agostinho – PE e Rafael Parpinel Carvina [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size:130%;color:#006600;">Estudantes Brasileiros Conquistam Medalha Inédita e Menções em Olimpíada Internacional de Física.</span></strong></p>
<p>A equipe Brasileira conquistou, na 39ª International Physics Olympiad (IPhO):</p>
<p>- uma <strong><span style="color:#006600;">Medalha de Prata</span></strong> <span style="color:#ff0000;">inédita</span> (<span style="color:#ff0000;">Guilherme V. Alves da Costa</span> – SP);</p>
<p>- uma <strong><span style="color:#006600;">Medalha de Bronze</span></strong> (<span style="color:#ff0000;">Alex Atshushi Takeda</span> – PR);</p>
<p>- duas <strong><span style="color:#006600;">Menções Honrosas</span></strong> (<span style="color:#ff0000;">André Gentil G. Agostinho</span> – PE e <span style="color:#ff0000;"><span style="color:#ff0000;">Rafael</span> Parpinel Carvina</span> – SP).</p>
<p>A IPhO ocorreu em julho último em Hanói, Vietnã, e dela participaram <strong><span style="color:#006600;">381 estudantes de 82 paises</span></strong>.</p>
<p>Nossa equipe, selecionada e preparada pela Olimpíada Brasileira de Física (OBF) com a supervisão do Prof. Euclydes Marega (IFSC – USP/S.Carlos) e Coordenadores Estaduais, contou ainda com a participação do aluno Vitor Mori (SP).</p>
<p>O Brasil participou pela primeira vez da IPhO em 2000, quando não obteve premiação.</p>
<p>Desde então, a equipe de professores da OBF, responsável pela preparação dos estudantes, vem aprimorando sua forma de atuação e, em conseqüência, temos conquistado Medalhas de Bronze e Menções Honrosas, sendo, no entanto, a primeira vez que trouxemos Medalha de Prata.</p>
<p>Com essa conquista o Brasil ficou à frente de vários países da Europa e classificou-se como o melhor entre os paises latino-americanos.</p>
<p>Em seguida ficou Cuba, que tem uma longa tradição neste tipo de evento e que nesta IPhO conquistou uma Medalha de Bronze.</p>
<p>A OBF, como se sabe, é um programa da Sociedade Brasileira de Física (SBF), destinado aos estudantes do ensino médio e último ano do ensino fundamental, e que conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).</p>
<p>Os estudantes que formaram a equipe brasileira para a 39ª IPhO iniciaram sua maratona de estudos em 2006, na primeira série do ensino médio e tiveram as melhores classificações entre os 65.000 (sessenta e cinco mil) alunos que participaram da OBF2006.</p>
<p>Durante 2007 e o primeiro semestre de 2008 foram orientados por professores, participaram de estágio na USP e fizeram provas teóricas, experimentais e orais, até serem selecionados.</p>
<p>Além da preparação e seleção dos estudantes a OBF vem, em alguns estados, patrocinando Oficinas e Encontros de Professores para discussão do ensino de Física, e dando apoio aos estudantes de escolas públicas com acompanhamento e discussões sobre a Física em sala de aula bem como editando textos didáticos com problemas e soluções.</p>
<p>A OBF tem buscado, nestes nove anos de atuação, tornar-se um instrumento de diagnóstico do ensino de Física nos níveis médio e fundamental e mostrado ser um eficiente meio das Universidades, envolvidas com o Projeto, se aproximarem das escolas e professores desses níveis de ensino.</p>
<p>A participação na OBF tem crescido a cada ano: em 2007, foram 130.000 (cento e trinta mil) estudantes e este ano o número de inscritos ultrapassa os 300.000 (trezentos mil) em todo País.</p>
<p><strong><span style="color:#006600;">Parabéns a nossa delegação</span></strong>, aos Colégios e Professores que apóiam a Olimpíada Brasileira de Física e dela participam, e a toda a equipe &#8211; Coordenadores Estaduais, Secretaria da OBF- que fez o acompanhamento e preparação dos estudantes.</p>
<p><span style="color:#ff0000;">A próxima Olimpíada Internacional de Física</span> que o Brasil participará por intermédio da Olimpíada Brasileira de Física será a XIII Olimpíada Ibero-Americana de Física (OIbF) que acontecerá no México em final de setembro próximo.</p>
<p><span style="color:#ff0000;">A nova equipe já está formada e a ela desejamos sucesso</span>.</p>
<p>José David M. Vianna &#8211; Presidente da Comissão da OBF &#8211; Sociedade Brasileira de Física.(<a href="mailto:david@ufba.br">david@ufba.br</a>)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>SUPERCONDUTIVIDADE: Alta Temperatura 2</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/oxido-de-ferro/supercondutividade-alta-temperatura-2/</link>
		<comments>http://www.professandofisica.com/oxido-de-ferro/supercondutividade-alta-temperatura-2/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 14:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[novos materiais]]></category>
		<category><![CDATA[superconductor]]></category>
		<category><![CDATA[temperatura crítica]]></category>
		<category><![CDATA[terras raras]]></category>
		<category><![CDATA[óxido de ferro]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuam efervescentes as pesquisas experimentais por materiais que apresentem o efeito de supercondução de corrente elétrica em temperaturas cada vez mais elevadas.
O objetivo é descobrir um processo físico que produza esse efeito o mais próximo possível da temperatura ambiente: cerca de 303 Kelvin, ou 30 graus Celsius.
Em 1986 foi alcançada a temperatura de 77 Kelvin [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuam efervescentes as pesquisas experimentais por materiais que apresentem o <span style="color:#006600;"><strong>efeito de supercondução de corrente elétrica em temperaturas cada vez mais elevadas</strong></span>.</p>
<p>O objetivo é descobrir um processo físico que produza esse efeito o mais próximo possível da temperatura ambiente: cerca de 303 Kelvin, ou 30 graus Celsius.</p>
<p>Em 1986 foi alcançada a temperatura de 77 Kelvin (-296 graus Celsius) com a <span style="color:#ff0000;">liga cerâmica BaLaCuO</span> desenvolvida em laboratório.</p>
<p>Porém, o progresso que parecia evidente foi adiado, porque não se encontrou meios científicos e tecnológicos para superar a <span style="color:#ff0000;">baixa intensidade da densidade de corrente</span> necessária para produzir e manter o estado de supercorrente nesse material (ver publicação de 26. junho.2008).</p>
<p>Atualmente, há um novo material feito em laboratório combinando o <span style="color:#006600;">óxido de ferro com elementos químicos de terras raras </span>- os lantanideos &#8211; que tem apresentado características supercondutoras muito interessantes.</p>
<p>No início de 2008, uma equipe de pesquisadores do Japão (Ref 1) anunciou o primeiro material supercondutor com óxido de ferro, <span style="color:#ff0000;">LaFeAsO<span style="font-size:78%;">(1-x)</span>F<span style="font-size:78%;">x</span></span>, com temperatura de transição igual a 26 Kelvin.</p>
<p>Três meses depois, uma equipe da China (Ref 2) publicou os resultados obtidos com um material supercondutor com óxido de ferro, mas trocando o lantanium (La) pelo samarium (Sa) &#8211; <span style="color:#ff0000;">SaFeAsO<span style="font-size:78%;">(1-x)</span>F<span style="font-size:78%;">x</span></span> – com temperatura de transição igual a 43K.</p>
<p>Agora outra equipe chinesa (Ref 3), liderada por Nanlin Wang e trabalhando na Chinese Academy of Sciences em Beijing (Pequim), comunicou a identificação de outro material supercondutor com óxido de ferro, desta vez trocando o samarium (Sa) pelo cerium (Ce) – <span style="color:#ff0000;">CeFeAsO<span style="font-size:78%;">(1–x)</span>F<span style="font-size:78%;">x</span></span> – cuja temperatura de transição é 41K.</p>
<p>Os pesquisadores testaram a resistividade elétrica do novo material dopado com várias quantidades de flúor (verfigura abaixo) submetido a temperaturas desde muito próximas do zero absoluto (zero Kelvin) até a temperatura ambiente (próximo de 300K).</p>
<p>A resistividade do composto <strong>sem flúor</strong> (curva preta no gráfico) exibiu um pico alto incomum para a temperatura de 145 Kelvin, mas isso foi atribuído a instabilidades na onda de densidade de spin – o estado fundamental dos metais.</p>
<p><a href="http://bp1.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SH4Oi-NeXBI/AAAAAAAAAJE/yAHKjmWDg7M/s1600-h/Supercond-CeFeAsOF-2008.jpg"><img style="float:left;width:253px;cursor:hand;height:186px;margin:0 10px 10px 0;" height="146" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SH4Oi-NeXBI/AAAAAAAAAJE/yAHKjmWDg7M/s320/Supercond-CeFeAsOF-2008.jpg" width="205" border="0" /></a>Quanto mais flúor foi adicionado ao material, maior foi o decréscimo da resistividade, até que a quantidade de flúor atingiu a proporção ideal e a temperatura de transição alcançou os 41 Kelvin (curva ciano).</p>
<p><span style="color:#ff0000;">Esse valor da temperatura de transição é maior do que o previsto pela teoria clássica da supercondutividade</span>, a famosa teoria BCS (iniciais dos sobrenomes dos três autores: Bardeen, Cooper e Schrieffer).</p>
<p>Segundo os autores, parece que a dopagem com o flúor adiciona elétrons extras que eliminam a instabilidade da onda de densidade de spin e produz o estado de supercondução.</p>
<p>Os pesquisadores também consideram uma função potencialmente importante para os elétrons externos do cerium.</p>
<p><strong><span style="color:#006600;">Essas novas interações estão se tornando o interesse central na pesquisa de materiais supercondutores com alta temperatura de transição</span></strong>.</p>
<p>Referências:</p>
<p>1- Kamihara, Y., Watanabe, T., Hirano, M. &amp; Hosono, H. Iron-based layered superconductor La[O1-xFx]FeAs (x = 0.05–0.12) with Tc = 26 K. J. Am. Chem. Soc. 130, 3296–3297 (2008). <a class="reftxt" title="Iron-based layered superconductor La[O1-xF&#10;       x&#10;      ]FeAs (x = 0.05-0.12) with Tc = 26 K" href="http://dx.doi.org/10.1021/ja800073m">Article</a></p>
<p><a name="B2"></a>2- Chen, X. H. et al. Superconductivity at 43 K in SmFeAsO1-xFx. Nature 453, 761–762 (2008). <a class="reftxt" title="Article on Article - Superconductivity at 43 K in SmFeAsO1-xF&#10;       x" href="http://www.nature.com/doifinder/10.1038/nature07045">Article</a></p>
<p><a name="B3"></a>3- Chen, G. F. et al. Superconductivity at 41 K and its competition with spin-density-wave instability in layered CeO1-xFxFeAs. Phys. Rev. Lett 100, 247002 (2008). <a class="reftxt" title="Superconductivity at 41 K and its competition with spin-density-wave instability in layered CeO1-xF&#10;       x&#10;      FeAs" href="http://dx.doi.org/10.1103/PhysRevLett.100.247002">Article</a></p>
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		<title>NOVO COMBUSTÍVEL: Armadilha de Fótons</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/ciencia/novo-combustivel-armadilha-de-fotons/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 19:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[combustível]]></category>
		<category><![CDATA[fotossíntese]]></category>
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		<category><![CDATA[photosynthesis]]></category>
		<category><![CDATA[química]]></category>

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		<description><![CDATA[ Há muito tempo os químicos tentam recriar a fotossíntese em laboratório e aumentar a eficiência de conversão da luz solar em combustível limpo.


As células solares recebem a luz do Sol e produzem uma corrente elétrica, de maneira instantânea, mas, assim que o sol se põe, a células solares ficam inativas.
Essa limitação só pode ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp0.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SHkjrm2rtlI/AAAAAAAAAIM/0jInpu-Bhv8/s1600-h/PhotonTrap.bmp"><img style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" height="138" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SHkjrm2rtlI/AAAAAAAAAIM/0jInpu-Bhv8/s320/PhotonTrap.bmp" width="289" border="0" /></a> Há muito tempo os químicos tentam recriar a <span style="color:#006600;"><strong>fotossíntese em laboratório</strong></span> e aumentar a eficiência de <strong><span style="color:#006600;">conversão da luz solar em combustível limpo</span></strong>.
<div></div>
<p>
<div>As células solares recebem a luz do Sol e produzem uma corrente elétrica, de maneira instantânea, mas, assim que o sol se põe, a células solares ficam inativas.</p>
<p>Essa limitação só pode ser superada se a energia solar for armazenada em baterias, no entanto esse processo ainda é muito caro!</p>
<p>Por essa razão os químicos perguntam: <strong><span style="color:#ff0000;">será possível transformar a luz solar em combustível</span></strong>?</div>
<div>A natureza já faz isso através da <strong><span style="color:#006600;">fotossíntese</span></strong>: as plantas verdes misturam água, luz solar e dióxido de carbono para fazer açúcares e amidos e isto fornece todo o combustível de que necessitam.</div>
<div>Esse é um tipo de combustível que também precisamos muito, sob a forma de alimentos ou de petróleo.</div>
<p>
<div>O problema é que as plantas não são muito eficientes em produzir esse combustível: <span style="color:#006600;">apenas cerca de 3% da energia do sol é convertida em combustível utilizável</span>.</p>
<p>E o combustível que serve para as plantas não necessariamente funciona para nós: os amidos e açúcares têm de ser tratados posteriormente se as nossas necessidades são mais sofisticadas do que simplesmente comer e depois expelir as sobras.</p></div>
<p>
<div>Mas as plantas têm uma especialidade que precisamos aprender com elas: <span style="color:#ff0000;">retirar elétrons da água para produzir combustível</span>.</p>
<p>Enquanto o sistema fotovoltaico, ou célula solar, é um processo que produz corrente elétrica deslocando os elétrons de um lugar para outro, para produzir combustível com a fotossíntese os elétrons precisam ser retirados da água e armazenados em ligações químicas.</p></div>
<p>
<div>As plantas obtêm o seu suprimento eletrônico da água e ao redor do mundo os químicos estão tentando projetar sistemas sintéticos que façam o mesmo.</p>
<p>E o projeto que eles têm de superar ou, pelo menos, imitar, não só <span style="color:#006600;">funciona em temperatura ambiente como também não necessita de metais catalisadores caros</span>.</p>
<p>Produzir algo tão barato e similar as máquinas utilizadas pelas plantas continua sendo um desafio fundamental.</p></div>
<div>Alguns químicos estadunidenses, encarando esse desafio, fazem parte de um esforço de colaboração chamado Powering the Planet (Energizando o Planeta), apoiado pela National Science Foudation (Fundação Nacional de Ciência) do Estados Unidos.</p>
<p><span style="color:#006600;"><span style="color:#000000;">O cerne do projeto é constituído por </span><span style="color:#006600;">tr</span>ês problemas químicos básicos</span>, cada um abordado por uma equipe de pesquisadores.</p>
<p>1- <span style="color:#ff0000;">Conceber um material acessível para coletar energia do Sol e convertê-la em corrente elétrica</span> (a equipe responsável é liderada por Nate Lewis, no Caltech &#8211; California Institute of Technology).</div>
<div>2- <span style="color:#ff0000;">Aperfeiçoar um catalisador na extremidade do material para separar água e produzir oxigênio</span> (essa equipe é liderada por Dan Nocera, no MIT &#8211; Massachusetts Institute of Technology).</p>
<p>3- <span style="color:#ff0000;">Conceber outro catalisador para a outra extremidade do material para produzir <strong>hidrogênio</strong>, o qual será utilizado como combustível </span>(a equipe é liderada por Harry Gray, também no Caltech).</div>
<p>
<div></div>
<div>Iniciado em 2006, esse programa continua em pleno desenvolvimento e isso será apresentado nas próximas publicações.</div>
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		<title>SPINTRÔNICA: Reviravolta do Silício (Parte 1)</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/arseneto-de-galio/spintronica-reviravolta-do-silicio-parte-1/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Jun 2008 19:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[arseneto de gálio]]></category>
		<category><![CDATA[disco rígido]]></category>
		<category><![CDATA[lógica reprogramável]]></category>
		<category><![CDATA[magnetização]]></category>
		<category><![CDATA[mecânica quântica]]></category>
		<category><![CDATA[memória magnética]]></category>
		<category><![CDATA[silício]]></category>
		<category><![CDATA[spintronic]]></category>
		<category><![CDATA[spintrônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante décadas, o silício - pelas propriedades óticas e elétricas de semicondutor &#8211; tem sido o material dominante na eletrônica convencional à base do transporte de carga elétrica.
Uma reviravolta nas pesquisas está fazendo o silício reunir as condições para entrar no domínio da spintrônica, onde a nova moeda é o spin do elétron.
Os computadores modernos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante décadas, o <strong><span style="color:#006600;">silício </span></strong>- <span style="color:#006600;">pelas propriedades óticas e elétricas de semicondutor</span> &#8211; tem sido o material dominante na eletrônica convencional à base do <span style="color:#006600;">transporte de carga elétrica</span>.</p>
<p>Uma reviravolta nas pesquisas está fazendo o silício reunir as condições para entrar no domínio da <strong><span style="color:#cc0000;">spintrônica</span></strong>, onde a nova moeda é <span style="color:#990000;">o spin do elétron</span>.</p>
<p>Os computadores modernos apresentam sérios desafios para a eletrônica convencional baseada na tecnologia do silício.</p>
<p>A crescente demanda sobre a <span style="color:#006600;"><span style="color:#000000;">velocidade dos</span> processadores</span>, a capacidade das <span style="color:#006600;">memórias de armazenamento de dados</span> e a <span style="color:#006600;">potência de consumo</span> estão forçando os pesquisadores a adentrar em territórios ainda não explorados para melhorar o desempenho desses dispositivos.</p>
<p>No âmbito destas iniciativas, APPELBAUM e sua equipe apresentam um desenvolvimento possivelmente decisivo: <span style="color:#990000;">a primeira demonstração do transporte e manipulação coerente dos spins dos elétrons no silício</span>.</p>
<p>Na eletrônica de spin, ou spintrônica, a informação é representada pelo spin e pela direção da correspondente magnetização.</p>
<p>Os materiais ferromagnéticos, tais como o ferro ou o cobalto, têm uma magnetização finita, porque a maior parte dos spins dos elétrons estão orientados no mesmo sentido ou em sentido oposto ao eixo de magnetização, dependendo do material.</p>
<p>Essa direção da magnetização persiste sem ação externa, e, portanto, é estável.</p>
<p>Por esse motivo, muitas aplicações da spintrônica baseadas em nanoestructuras de metais ferromagnéticos &#8211; tais como os <span style="color:#006600;">discos rígidos magnéticos</span> e, mais recentemente, as <span style="color:#006600;">memórias magnéticas de acesso aleatório</span> (MRAMs) &#8211; já mostraram o alcance comercial.</p>
<p>Porém há outras aplicações &#8211; tais como a <span style="color:#006600;">lógica reprogramável</span> – em que a spintrônica ainda não conseguiu superar muitas dificuldades.</p>
<p>Para que isso aconteça, a spintrônica tem que conquistar o silício – material abundante, barato e entrincheirado na eletrônica convencional para os semicondutores.</p>
<p>Supõe-se que o spin dos elétrons do silício consegue sobreviver por tempo suficientemente longo para permitir a persistência da informação &#8220;spin-codificada”.</p>
<p>Desse modo, os dispositivos à base de silício poderiam oferecer melhorias significativas nos transistores de spin propostos e nos esquemas de computação quântica fundamentados na spintrônica.</p>
<p>No entanto, a demonstração dos ingredientes básicos da spintrônica – a <span style="color:#cc0000;">injeção de spin</span>, o <span style="color:#990000;">transporte de spin</span>, a <span style="color:#cc0000;">manipulação e a detecção de spin</span> – tem sido difícil de realizar no silício.</p>
<p>Então porque o silício resistiu durante tanto tempo, quando outros semicondutores – tais como o <strong>arseneto de gálio</strong> (GaAs) usado na eletrônica de telefonia celular – se revelaram mais adequados?</p>
<p><span style="font-family:courier new;">Veremos isso na próxima parte.</span></p>
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		<title>ENERGIA SOLAR: Aproveitamento Barato</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/energia/energia-solar-aproveitamento-barato/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 19:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[MIT]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[espelho]]></category>
		<category><![CDATA[painel solar]]></category>
		<category><![CDATA[parábola]]></category>

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		<description><![CDATA[ Estudantes do MIT (Massachusetts Institute of Technology) fizeram um teste nesta semana com o protótipo de um equipamento que pode obter a melhor relação custo-eficiente para aproveitar a energia solar do mundo.


O sistema consiste de uma base na forma de prato com cerca de 4 metros de largura que é coberta com lâminas espelhadas.


A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp3.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SF1z2xW9ZNI/AAAAAAAAAG0/_zKjOInkPk8/s1600-h/Energiasolar-Painel-MIT.jpg"><img style="float:left;width:221px;cursor:hand;height:287px;margin:0 10px 10px 0;" height="307" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SF1z2xW9ZNI/AAAAAAAAAG0/_zKjOInkPk8/s320/Energiasolar-Painel-MIT.jpg" width="229" border="0" /></a> Estudantes do MIT (Massachusetts Institute of Technology) fizeram um teste nesta semana com o protótipo de um equipamento que pode obter a melhor relação custo-eficiente para aproveitar a <span style="color:#006600;"><strong>energia solar</strong></span> do mundo.
<div></div>
<p>
<div>O sistema consiste de uma base na forma de prato com cerca de 4 metros de largura que é coberta com lâminas espelhadas.</div>
<p>
<div></div>
<div>A estrutura da base é leve e relativamente barata pois é feita com finos tubos de alumínio encurvados conforme uma parábola, o que faz a luz solar ser concentrada no foco da parábola, <span style="color:#006600;"><strong>aumentando a energia por um factor de 1000, </strong></span>gerando assim o intenso calor que pode derreter uma barra de aço!</div>
<p>
<div></div>
<div>O objetivo do equipamento não é exatamente esse.</div>
<p>
<div></div>
<div>Os autores &#8211; que já patentearam o processo e criaram uma empresa para industrializar o equipamento &#8211; querem utilizar para gerar energia elétrica, principalmente nas regiões mais distantes dos centros de distribuição de energia elétrica produzida pelos meios já conhecidos: hidrelétricas, usinas nucleares, termoelétricas etc&#8230;</div>
<p>
<div></div>
<div>Um dos membros da equipe acredita que estão com potencial para revolucionar a produção mundial de energia.</div>
<p>
<div></div>
<div>Quem estiver interessado em se associar, consulte <a href="http://www.mit.edu/">http://www.mit.edu/</a></div>
<div></div>
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		<title>SUPERCONDUTIVIDADE: Alta Temperatura</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/oxido-de-cobre/supercondutividade-alta-temperatura/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 17:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[copper oxide]]></category>
		<category><![CDATA[iron oxide]]></category>
		<category><![CDATA[superconductor]]></category>
		<category><![CDATA[supercondutor]]></category>
		<category><![CDATA[óxido de cobre]]></category>
		<category><![CDATA[óxido de ferro]]></category>

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		<description><![CDATA[ Um material é transformado em supercondutor quando a resistência elétrica do mesmo é anulada.
Isso ocorre quando a temperatura do material fica abaixo de certa temperatura crítica característica para cada material, conhecida como a temperatura de transição.
Até recentemente, a maioria dos supercondutores com temperaturas de transição superiores a 40K – este é o valor máximo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp1.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SFlaTIHyGuI/AAAAAAAAAGs/xjRzw5g9o34/s1600-h/Supercondutor-Estrutura.bmp"><img style="float:left;cursor:hand;margin:0 10px 10px 0;" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SFlaTIHyGuI/AAAAAAAAAGs/xjRzw5g9o34/s320/Supercondutor-Estrutura.bmp" border="0" /></a> Um material é transformado em <span style="color:#009900;"><strong>supercondutor</strong></span> quando a <span style="color:#009900;"><strong>resistência elétrica</strong></span> do mesmo <span style="color:#009900;"><strong>é anulada.</strong></span></p>
<p>Isso ocorre quando a temperatura do material fica abaixo de certa temperatura crítica característica para cada material, conhecida como a <span style="color:#009900;"><strong>temperatura de transição</strong></span>.</p>
<p>Até recentemente, a maioria dos supercondutores com temperaturas de transição superiores a 40K – este é o valor máximo para a temperatura prevista pela <span style="color:#ff0000;">teoria clássica da supercondutividade</span>, conhecida como a teoria BCS (Bardeen-Cooper-Schriffer) – eram construídos com camadas de <span style="color:#009900;"><strong>óxido de cobre</strong></span>.</p>
<p>Trabalhando na Universidade de Ciência e Tecnologia da China na cidade de Hefei, a equipe de Xianhui Chen identificou um supercondutor diferente cuja <span style="color:#009900;"><strong>temperatura de transição é superior a 43K</strong></span>.</p>
<p>No início deste ano, os pesquisadores do Japão anunciaram o <span style="color:#ff0000;">supercondutor com óxido de ferro</span> <span style="color:#009900;"><strong>LaFeAsO1-xFx</strong></span>, o qual apresenta temperatura de transição de 26K.</p>
<p>Três meses depois, Chen e sua equipe apresentaram o supercondutor de óxido de ferro <span style="color:#009900;"><strong>SmFeAsO1-xFx</strong></span> (ver figura), o qual tem o <span style="color:#009900;"><strong>lantanídeo substituído pelo samarium</strong></span> e essa sutil alteração na composição do material aumentou a <span style="color:#009900;"><strong>temperatura de transição para 43K</strong></span>.</p>
<p>Comparando as temperaturas de transição, os <span style="color:#009900;"><strong>supercondutores com óxido de ferro</strong></span> ainda são inferiores aos com <span style="color:#009900;"><strong>óxido de cobre</strong></span>.</p>
<p>No entanto, a ultrapassagem do limite de 40K previsto pela teoria clássica, torna evidente que os <span style="color:#009900;"><strong>supercondutores de compostos de ferro não são bem descritos pela teoria clássica</strong></span>.</p>
<p>O óxido de ferro contendo samarium abre nova perspectiva para os estudos sobre a origem da supercondutividade com temperatura acima de 40K.</p>
<p>Está interessado no assunto? Então consulte:</p>
<p>1- Chen, X. H. et al. Superconductivity at 43 K in SmFeAsO1-xFx. Nature 453, 761–762 (2008).</p>
<p>2- Kamihara, Y., Watanabe, T., Hirano, M. &amp; Hosono, H. Iron-based layered superconductor La[O1-xFx]FeAs (x = 0.05–0.12) with Tc = 26 K. J. Am. Chem. Soc. 130, 3296–3297 (2008).</p>
<p>OBS: A figura faz parte do trabalho da equipe do Chen e foi publicada na Nature China de 18 de junho de 2008.</p>
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		<item>
		<title>ÁTOMOS FRIOS: Colisões Inelásticas Aumentam o Tempo de Vida</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/atomos-frios/atomos-frios-colisoes-inelasticas-aumentam-o-tempo-de-vida/</link>
		<comments>http://www.professandofisica.com/atomos-frios/atomos-frios-colisoes-inelasticas-aumentam-o-tempo-de-vida/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 15:48:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[bósons]]></category>
		<category><![CDATA[cold atoms]]></category>
		<category><![CDATA[férmions]]></category>
		<category><![CDATA[mecânica quântica]]></category>
		<category><![CDATA[átomos frios]]></category>

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		<description><![CDATA[Átomos frios confinados em pequenas dimensões podem dar origem a efeitos surpreendentes, tais como os bósons comportarem-se como férmions repelindo-se mutuamente (Ver &#8220;Condensação de Polaritons&#8221;).
Para ocorrer esse efeito imaginou-se que as colisões elásticas fossem uma condição necessária e muitos esforços têm sido orientados para atingir os regimes de colisão elástica, sem levar em conta a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Átomos frios confinados em pequenas dimensões podem dar origem a efeitos surpreendentes, tais como os bósons comportarem-se como férmions repelindo-se mutuamente <a title="Condensação de Polaritons" href="http://cocagna.blogspot.com/2007/05/condensao-de-polaritons.html" target="_blank">(Ver &#8220;Condensação de Polaritons&#8221;)</a>.</p>
<p>Para ocorrer esse efeito imaginou-se que as colisões elásticas fossem uma condição necessária e muitos esforços têm sido orientados para atingir os regimes de colisão elástica, sem levar em conta a possibilidade de ocorrerem colisões inelásticas nesse processo.</p>
<p>Contudo, agora a equipe de Syassen mostrou que as colisões inelásticas entre os átomos frios também podem dar origem a efeitos de correlação.</p>
<p>Começando com um condensado de moléculas confinadas a um tubo unidimensional, eles acrescentam um potencial periódico fraco ao longo do eixo e mostram que o tempo de vida das moléculas no tubo é aumentado por mais de uma ordem de grandeza (mais de 10 vezes maior).</p>
<p>Os resultados devem ser úteis para explorar mais o parâmetro espacial no qual as colisões inelástica dominam.</p>
<p>Trabalho publicado em SCIENCE, 6 June 2008, 320 (5881)</p>
]]></content:encoded>
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