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	<title>Ciência, Tecnologia e Ensino &#187; economia</title>
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	<description>Artigos, análises e comentários sobre ciência, tecnologia e ensino em geral. Em particular, temas atuais a respeito da pesquisa em Física, informática e do ensino e aprendizagem de Física.</description>
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		<title>O Futuro da Economia: Como serão os modelos?</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 16:07:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[livre mercado]]></category>
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		<description><![CDATA[A atual instabilidade da economia mundial escancara aos olhos a às mentes que a dependência dos modelos econômicos baseados em axiomas incorretos e dogmatizados, apresenta efeitos claramente danosos e de alcance planetário.
O modelo Black-Scholes, por exemplo, que foi inventado em 1973 para as opções de preços de produtos, é ainda amplamente utilizado, apesar da atual configuração da economia ser muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A atual instabilidade da economia mundial escancara aos olhos a às mentes que a dependência dos modelos econômicos baseados em axiomas incorretos e dogmatizados, apresenta efeitos claramente danosos e de alcance planetário.</p>
<p>O modelo Black-Scholes, por exemplo, que foi inventado em 1973 para as opções de preços de produtos, é ainda amplamente utilizado, apesar da atual configuração da economia ser muito mais complexa.</p>
<p>Além disso, esse modelo pressupõe que a probabilidade de mudanças extremas dos preços é insignificante, quando, na realidade, os preços das ações apresentam flutuações caóticas que superam muito os limites suportados pelo modelo.</p>
<p>Há vinte e um anos atrás, o uso indevido do modelo espiralou drasticamente na quebradeira de outubro de 1987 em todo o mundo: em um único dia o índice Dow Jones despencou 23%.</p>
<p>Só isso mostra o nanismo dos recentes soluços do mercado ao mesmo tempo que coloca um sinal vermelho de pânico mediante do que ainda pode acontecer na presente conjuntura.</p>
<p>Ironicamente, foi a própria utilização de um modelo livre de quebradeira que ajudou a desencadear uma quebradeira no mercado de ações.</p>
<p>Apesar disso, os autores desse modelo foram agraciados com o Nobel de Economia em 1997!!!!</p>
<p>Desta vez, o problema reside, em parte, no desenvolvimento de produtos financeiros estruturados os quais empacotam um suposto baixo risco em investimentos de alto rendimento aparentemente respeitáveis e seguros.</p>
<p>Fica então comprovado que os modelos utilizados para definir os preços desses produtos estão fundamentalmente errados: <strong>subestimaram a probabilidade de que múltiplos mutuários falhassem no pagamento dos empréstimos simultaneamente</strong>.</p>
<p>Esses modelos novamente negligenciaram a real possibilidade de uma crise global, inclusive uma crise iniciada com a própria contribuição.</p>
<p>Surpreendentemente, a economia clássica não tem referencial através do qual possa entender os &#8220;<strong>mercados selvagens</strong>&#8220;, embora a sua existência seja tão evidente para os leigos.</p>
<p>A Física, por outro lado, tem desenvolvido vários modelos que explicam como as pequenas perturbações podem conduzir a efeitos selvagemente devastadores.</p>
<p>A <strong>teoria da complexidade</strong> mostra que embora um sistema possa ter um estado fisicamente otimizado, às vezes é tão difícil de identificá-lo que o sistema nunca se encontra nesse estado.</p>
<p>Esse estado otimizado não é só ilusório, também é hiper-frágil mesmo diante de pequenas alterações no ambiente e, por isso, na maioria das vezes é irrelevante para a compreensão do que está acontecendo em certo fenômeno.</p>
<p>Há boas razões para considerar que este paradigma deve ser aplicável aos sistemas econômicos em geral e aos mercados financeiros em particular.</p>
<p>Temos de romper com a economia clássica e avançar no desenvolvimento de ferramentas estruturadas em modelos mais realistas e capazes de prever o largo espectro do atual e do futuro comportamento da economia em âmbitos local e mundial.</p>
<p>Alguns economistas comportamentais e ecônomo-físicos estão tentando fazer isso agora, de uma forma desigual, mas os seus frágeis esforços não são levados a sério pelos gurus da economia.</p>
<p>Enquanto o trabalho é feito para renovar os modelos econômicos, a regulamentação do esplêndido negócio de papeis também precisa melhorar e muito.</p>
<p>Antes de serem lançadas no mercado as inovações em produtos financeiros deverão:</p>
<p>A) ser comprovadamente bem analisadas pelos agentes financeiros;</p>
<p>B) ter suas resistências testadas contra cenários extremos fora do reino dos modelos atuais e, muito importante,</p>
<p>C) ser aprovadas por agências independentes, tal como é feito com outras indústrias potencialmente letais (química, farmacêutica, aeronáutica, energia nuclear).</p>
<p>É crucial a mudança de mentalidade das pessoas que trabalham em economia e engenharia financeira.<br />
Um passo importante seria reconhecer que os currículos das escolas de economia necessitam incluir mais ciências naturais.</p>
<p>Sem qualquer pretenção dogmática, para que as transformações econômicas garantam melhor estabilidade econômica de longo prazo, devem estar apoiadas em dois pré-requisitos:</p>
<p>1- o desenvolvimento de uma representação (ou abordagem) mais pragmática e realista a respeito do que está acontecendo nos mercados financeiros, e</p>
<p>2- centralização do controle nas informações obtidas das medidas do comportamento da economia, as quais deverão sempre substituir as equações perfeitas e os axiomas estéticos.</p>
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		<title>Deus Negro?</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/economia/deus-negro/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 22:07:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Black Lord]]></category>
		<category><![CDATA[Bush]]></category>
		<category><![CDATA[eleição]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>

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		<description><![CDATA[Após mais de 60 anos de intensas lutas raciais nos Estados Unidos da América, eis que aquela sociedade surpreende o mundo e demonstra a capacidade &#8211; ou pelo menos a disposição &#8211; que tem de superar as próprias limitações: para tanto elegeu um negro para Presidente!
Considerando que os 8 anos do governo Bush Júnior foram pateticamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após mais de 60 anos de intensas lutas raciais nos Estados Unidos da América, eis que aquela sociedade surpreende o mundo e demonstra a capacidade &#8211; ou pelo menos a disposição &#8211; que tem de superar as próprias limitações: para tanto <strong>elegeu um negro para Presidente</strong>!</p>
<p>Considerando que os 8 anos do governo Bush Júnior foram pateticamente terríveis para os filhos e enteados daquele país, chega a ter alguma lógica a atitude de escolher um Presidente que promete mudanças ou, quem sabe, até mesmo <strong>transformações nos processos e procedimentos da política econômica interna e nas relações internacionais</strong>.</p>
<p>Na política interna dos USA reaparece o fantasma do desemprego fortemente aliado ao descrédito das instituições privadas que se emaranharam em um bacanal financeiro com alcance mundial.</p>
<p>Tudo indica que esse bacanal só se tornou possível em função da estrutura econômica escolhida cujas falhas permitem - em nome do tal livre mercado - qualquer manobra financeira que justifique a busca do lucro irrefreável e, no mundo globalizado, consiga inclusive a materialização da riqueza virtual.</p>
<p>É impressionante como esse modelo econômico torna possível enriquecer <strong>sem produzir absolutamente NADA!</strong></p>
<p><strong>Imagina um <em>pária milionário</em>!</strong></p>
<p>Se isso é um problema econômico estrutural, será necessário ter &#8220;aquilo&#8221; super roxo para conseguir modificar ou transformar essa estrutura carcomida.</p>
<p>No campo das relações exteriores, há um sem número de situações problemas originárias do desastroso governo do Bush Junior: Iraque, Afeganistão, países da África são alguns exemplos da irresponsabilidade calculada de <strong><em>um governo oriundo e aliado da indústria bélica</em></strong>.</p>
<p>No entanto o principal ponto que o Presidente Negro terá de enfrentar é a imensa falta de credibilidade em que as nações mais ricas se encontram diante das populações marginalizadas deste planeta.</p>
<p><strong>Ninguém confia em mais ninguém!</strong></p>
<p>Este desafio externo está alinhavado com o interno e, com certeza, só haverá encaminhamento político e econômico adequado se as propostas atenderem simultaneamente a ambos.</p>
<p>Para isso, é preciso revolucionar os modelos econômicos e a política de implementação e controle desses modelos, sem dogmas e sem divinizações de qualquer natureza.</p>
<p>Não há mais guarida para os dogmas falaciosos da &#8220;<strong>Mão Invisível</strong>&#8220; e da &#8220;<strong>auto regulamentação do livre mercado</strong>&#8220;.</p>
<p>Parece-me óbvio que um elemento básico importantíssimo que deve orientar a política internacional e os novos modelos econômicos é o fato de que este planeta é único e, por isso, deve ser compartilhado igualmente por todos os seres vivos, os quais têm direito a viver condignamente sem destruí-lo.</p>
<p>Talvez isso seja um pequeno passo para recomeçar&#8230; porém é preciso que todos nós sejamos muito mais criativos e nos empenhemos, sem parar, para continuar a revolução.</p>
<p>Todos devemos ter consciência de que o <strong>Presidente Negro </strong>não é e nem deve ser um Deus todo poderoso!</p>
<p><strong>Nada de divinização!!!</strong></p>
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		<title>É preciso REVOLUCIONAR a Economia Mundial!!!</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/economia/e-preciso-revolucionar-a-economia-mundial/</link>
		<comments>http://www.professandofisica.com/economia/e-preciso-revolucionar-a-economia-mundial/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 14:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[livre mercado]]></category>

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		<description><![CDATA[Há muito tempo &#8220;os deuses da engenharia financeira&#8221; têm colocado muita fé em axiomas econômicos não testados e nos modelos de economia equivocados.
Para impedir a devastação econômica mundial, é preciso acabar com essa incompetência, é necessário alterar urgentemente esse procedimento.
Comparando com a Física, parece justo afirmar que o sucesso quantitativo das ciências econômicas tem sido extremamente decepcionante.
Os físicos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há muito tempo &#8220;<strong>os deuses da engenharia financeira&#8221;</strong> têm colocado muita fé em axiomas econômicos não testados e nos modelos de economia equivocados.</p>
<p>Para impedir a devastação econômica mundial, é preciso acabar com essa incompetência, é necessário alterar urgentemente esse procedimento.</p>
<p>Comparando com a Física, parece justo afirmar que o sucesso quantitativo das ciências econômicas tem sido extremamente decepcionante.</p>
<p>Os físicos têm garantido que os foguetes voem para a Lua, que a energia seja extraída de mínimas variações de massa atômica, que haja maior precisão nos dignósticos de doenças etc&#8230;</p>
<p>E os economistas? Qual é a realização emblemática da economia no nosso planeta?</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Só a sua recorrente incapacidade de prever e evitar crises, incluindo a atual quebra de crédito em âmbito mundial</span>.</p>
<p><strong>Por que isto acontece</strong>?</p>
<p>Claro que, parafraseando Isaac Newton, <span style="color: #006600;">criar um modelo para a loucura das pessoas é muito mais difícil do que modelar o movimento dos planetas</span>.</p>
<p>Mas as regularidades estatísticas devem emergir do comportamento das grandes populações, tal como a lei dos gases ideais emerge a partir do caótico movimento das moléculas individuais do mesmo.</p>
<p>Para mim, a diferença crucial entre os modelos em física e em economia reside na forma de como são tratados os campos relativos das funções dos conceitos, das equações e dos dados empíricos.</p>
<p>A economia clássica está alicerçada sobre muitos pressupostos poderosos que rapidamente se tornam axiomas, como:</p>
<p>1- acredita-se na <span style="color: #006600;"><strong>racionalidade dos agentes econômicos</strong></span> (a premissa de que cada agente econômico, seja uma pessoa ou uma empresa, age para maximizar seus lucros);</p>
<p>2- acredita-se na «<span style="color: #006600;"><strong>Mão Invisível</strong></span>» (que os agentes, na defesa dos seus próprios lucros, são levados a fazer aquilo que é melhor para a sociedade como um todo);</p>
<p>3- acredita-se na <span style="color: #006600;"><strong>eficiência do mercado</strong></span> (que os preços do mercado refletem fielmente todas as informações conhecidas a cerca dos ativos).</p>
<p>Certa vez ouvi de um economista, para meu espanto: &#8220;<span style="color: #006600;"><strong>Estes conceitos são tão fortes que eles substituem qualquer observação empírica</strong></span>&#8220;.</p>
<p>Isso lembra o argumento do economista Robert Nelson em seu livro “Economia e Religião&#8221; (Pennsylvania State Univ. Press, 2002): <strong><span style="color: #ff0000;">o mercado tem sido divinizado</span></strong>.</p>
<p>Os físicos, por outro lado, aprenderam a <strong><span style="color: #006600;">suspeitar dos axiomas</span></strong>.</p>
<p>Se uma observação empírica é incompatível com um modelo, o modelo deve ser alterado ou ir para a lixeira, mesmo que seja conceitualmente bonito ou matematicamente conveniente.</p>
<p>Na história da física está registrado que muitas idéias (modelos) aceitas durante algum tempo estavam erradas, por isso os físicos cultivam a crítica e desconfiam dos seus próprios modelos.</p>
<p>Infelizmente, essas saudáveis revoluções científicas ainda não aconteceram na economia, onde as <strong><span style="color: #ff0000;">idéias são solidificadas em dogmas</span></strong>.</p>
<p>Estes acabam sendo perpetuados através do sistema educacional: <span style="color: #ff0000;">os alunos não questionam as fórmulas que podem usar sem pensar</span>.</p>
<p>Embora ao longo das últimas décadas, muitos físicos tenham sido recrutados por instituições financeiras, eles parecem esquecer a metodologia das ciências naturais na medida em que absorvem e regurgitam os dogmas econômicos existentes.</p>
<p>A suposta <strong>onisciência e a perfeita eficácia do livre mercado</strong> é reminiscência do mundo econômico das décadas de 1950 e 1960, o qual, retrospectivamente, manipulava mais com a propaganda anticomunista do que com uma ciência plausível.</p>
<p>Na realidade, <span style="color: #006600;">os mercados não são eficientes</span>, pois os humanos tendem a focar excessivamente nas <span style="color: #ff0000;">ações de curto prazo</span> e a ficar cegos no longo prazo e os erros são amplificados de tal forma que levam, em última análise, à irracionalidade, ao pânico e à quebradeira geral.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Os livres mercados de fato são mercados selvagens</span></strong>.</p>
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		<title>BIOCOMBUSTÍVEL: Novas Relações Internacionais (parte 2)</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/biocombustivel/biocombustivel-novas-relacoes-internacionais-parte-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 13:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[biocombustível]]></category>
		<category><![CDATA[biofuell]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[corporate industry]]></category>
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		<category><![CDATA[universidade]]></category>
		<category><![CDATA[university]]></category>

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		<description><![CDATA[A pergunta que ficou anteriormente foi:
Será que o Ocidente tem alguma vantagem competitiva que poderia aproveitar para corrigir esta tendência?Um fato ainda verdadeiro é que as instituições de ensino superior nos Estados Unidos e na maioria dos países da Europa Ocidental, ainda são consideradas como as melhores do mundo.
Em 2007, a Universidade Shanghai Jiao Tong [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pergunta que ficou anteriormente foi:</p>
<p><strong><span style="color:#006600;">Será que o Ocidente tem alguma vantagem competitiva que poderia aproveitar para corrigir esta tendência?</span></strong><br /><span style="color:#000000;"></span><br />Um fato ainda verdadeiro é que as instituições de ensino superior nos Estados Unidos e na maioria dos países da Europa Ocidental, ainda são consideradas como as melhores do mundo.</p>
<p>Em 2007, a Universidade Shanghai Jiao Tong na China classificou as universidades no mundo e listou <strong><span style="color:#cc0000;">48 instituições norte-americanas e européias entre as primeiras 50 universidades</span></strong>.</p>
<p>O que isso representa?</p>
<p>Possivelmente essas instituições, juntas, detêm <span style="color:#ff0000;">invejável massa crítica intelectual de talento e criatividade</span>.</p>
<p>Há mais três aspectos importantes relacionados com essas 48 universidades:</p>
<p>1- <span style="color:#006600;">o custo efetivo da força de trabalho dos estudantes de pós-graduação em pesquisa e desenvolvimento continua sendo a melhor relação em comparação a qualquer outro lugar</span>.</p>
<p>2- <span style="color:#006600;">os salários da maioria dos membros docentes são pagos pelas faculdades e universidades para a atividade de ensino e seriam mínimos os custos para incorporar estes intelectuais aos projetos de pesquisa e desenvolvimento</span>.</p>
<p>3- <span style="color:#006600;">muitas faculdades e universidades têm laboratórios ativos que seriam proibitivamente caros para a maioria das empresas</span>.</p>
<p>Diante dessa constatação, surgem dois questionamentos:</p>
<p><span style="color:#cc0000;">Porque as corporações estadunidenses e européias ainda não adotaram as suas faculdades e universidades como centros corporativos de pesquisa e desenvolvimento</span>?</p>
<p><span style="color:#006600;">Por que não existem mais empresas de base tecnológica incubando os seus novos conceitos de produtos nas universidades</span>?</p>
<p>Acontece que existem muitos <span style="color:#cc0000;">obstáculos tanto <strong>acadêmicos </strong>quanto <strong>empresariais</strong></span> desfigurando as possibilidades de aproximação.</p>
<p>A seguir são feitas observações sobre alguns fatores do <strong><span style="color:#006600;">lado acadêmico </span></strong>que atuam contra os melhores interesses de todos os envolvidos.</p>
<p>O primeiro é o fator &#8220;<strong><span style="color:#cc0000;">Gatorade</span></strong>&#8220;: um pequeno número de faculdades e universidades, principalmente nos Estados Unidos, tem recebido extraordinário <span style="color:#006600;">retorno financeiro</span> proveniente de <span style="color:#006600;">propriedade intelectual</span> desenvolvida pelos seus membros docentes.</p>
<p>É o caso da <span style="color:#006600;">Universidade da Flórida</span> a qual, desde a invenção da bebida <span style="color:#ff0000;">Gatorade </span>em 1965, já recebeu mais de <span style="color:#006600;">150 milhões de dólares</span> de royalties pela concessão de licenças para a sua fórmula.</p>
<p>Esse sonho de retorno financeiro significativo empurrou as faculdades e universidades à procura ávida dos direitos de <span style="color:#006600;">propriedade intelectual</span> e os conseqüentes <span style="color:#006600;">pagamentos dos </span><span style="color:#006600;">royalties</span> do setor empresarial com tal insistência, que muitos projetos colaborativos foram encerrados por advogados antes de sequer começarem.</p>
<p>Infelizmente, a maioria dos membros docentes e administradores universitários normalmente não têm noção do que é necessário para desenvolver uma idéia até o ponto em que possa ser transformada em um novo produto ou serviço para o qual há demanda comercial.</p>
<p>Essa ingenuidade pode frustrar as negociações com a academia a respeito das questões da propriedade intelectual e dos royalties.</p>
<p>Muitas vezes os acadêmicos dizem &#8220;<strong><span style="color:#cc0000;">dê-nos o dinheiro e nós vamos trabalhar em algo relacionado com o seu interesse</span></strong>”.</p>
<p>Os docentes habitualmente estão à procura de apoio financeiro para as suas <span style="color:#006600;">próprias idéias</span>, não para as <span style="color:#006600;">idéias dos outros</span>, e isso faz com que muitos empresários executivos perguntem: “<span style="color:#cc0000;"><strong>o que estamos financiando?</strong></span>”</p>
<p>Por último, há o fator tempo: &#8220;<strong><span style="color:#cc0000;">financie-me por três anos e ao final lhe darei um relatório mostrando o progresso do projeto</span></strong>”.</p>
<p><span style="color:#006600;">O calendário acadêmico normalmente é muito mais longo e elástico do que as empresas podem suportar, especialmente quando estão sob a pressão competitiva proveniente do estrangeiro</span>.</p>
<p>É bom pensar que as empresas não estão em atividade para financiar teses de PhD, pois têm questões específicas que precisam de <span style="color:#cc0000;">respostas em curto prazo</span>: <strong><span style="color:#006600;">um ano ou menos</span></strong>.</p>
<p><span style="font-family:courier new;color:#330000;">Na próxima publicação serão apresentadas as questões pelo lado empresarial.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>BIOCOMBUSTÍVEL: Novas Relações Internacionais</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 15:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[biocombustível]]></category>
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		<category><![CDATA[university]]></category>

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		<description><![CDATA[A inovação na área de combustível exige um tipo de colaboração diferente entre os pesquisadores da indústria e da academia.
Por muitas décadas, o padrão de vida da maioria dos países da Europa Ocidental e dos Estados Unidos tem sido sustentado por novos produtos, serviços e comércio que são o resultado de mais de 100 anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <span style="color:#006600;"><strong>inovação na área de combustível</strong></span> exige um tipo de colaboração diferente entre os pesquisadores da indústria e da academia.</p>
<p>Por muitas décadas, o <span style="color:#006600;">padrão de vida </span>da maioria dos países da Europa Ocidental e dos Estados Unidos tem sido sustentado por novos produtos, serviços e comércio que <span style="color:#cc0000;">são o resultado de mais de 100 anos de liderança desses países em pesquisa e desenvolvimento mundial</span>.</p>
<p>No entanto, a <span style="color:#006600;">foice do custo competitivo</span> tem forçado a eliminação de todos os programas de pesquisa e desenvolvimento de curto prazo do setor privado nesses países.</p>
<p>Os maiores laboratórios corporativos, que já foram notáveis catalisadores para o desenvolvimento econômico, todos estão desaparecendo. Por exemplo, os Laboratórios da RCA &#8211; empresa de telecomunicações estadunidense criada em 1919 &#8211; já não existem.</p>
<p>Os Laboratórios Bell, em Murray Hill, New Jersey-USA, que já foi o principal laboratório corporativo de pesquisa no mundo, viu o seu orçamento reduzido de 3,0 bilhões de dólares em 1982 para 1,3 bilhões de dólares em 2005 (sem os ajustes inflacionários).</p>
<p>Enquanto isso, as <strong><span style="color:#cc0000;">corporações competitivas da Ásia</span></strong> e em outros lugares do mundo, em muitos casos aproveitando a vantagem do baixo custo do trabalho, <span style="color:#006600;">incrementaram o investimento em pesquisa e desenvolvimento </span>a tal ponto que muitas delas agora estão superiores às companhias do Ocidente industrializado, <span style="color:#990000;">tanto na qualidade do produto quanto na produtividade</span>.</p>
<p>A conseqüência principal dessas mudanças é que a Europa e os Estados Unidos logo vão verificar que, <span style="color:#cc0000;"><strong>pela primeira vez na história moderna</strong></span>, <span style="color:#000000;"><strong>a maioria das novas idéias</strong></span> para os produtos e serviços que resultam no crescimento econômico, <span style="color:#006600;"><strong>está sendo gerada em outros lugares do planeta</strong></span>.</p>
<p><span style="color:#cc0000;"><span style="color:#000000;">Isso representa a</span> <strong>perda das</strong> <strong>hegemonias industrial e econômica</strong></span>.</p>
<p>Essa situação pode ter conformação de dois tipos: <strong><span style="color:#006600;">circunstancial</span></strong> ou <strong><span style="color:#006600;">estrutural</span></strong>.</p>
<p>Em ambas as conformações, cabe uma questão básica:</p>
<p><strong><span style="color:#006600;">Será que o Ocidente tem alguma vantagem competitiva que poderia aproveitar para corrigir esta tendência?</span></strong><br /><strong><span style="color:#006600;"></span></strong><br />Se não tiver vantagem competitiva que permita a <span style="color:#ff0000;">reação imediata</span>, significa que o <span style="color:#ff0000;">problema é estrutural</span>, sendo muito mais difícil de ser alterado.</p>
<p><span style="font-family:courier new;color:#000000;">OBS: Vamos continuar essa análise na próxima publicação.</span></p>
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