Por isso os físicos começaram a explorar as estruturas conhecidas como cristais fotônicos para tentar extrair mais luz.
Mas enquanto eles tentavam forjar os dispositivos mais eficientes, foi identificado que a borboleta “cauda de andorinha” já dominou a arte de emitir luz.
A atraente borboleta Papilio nireus que habita a Ásia oriental e central, tem as asas crivadas com pastilhas iridiscentes emitindo na cor verde-azul.
Para entender melhor as propriedades óticas dessas pastilhas da borboleta, Pete Vukusic e Ian Hooper usaram a microscopia eletrônica (Science 310, 1151; 2005). Suas imagens revelam que as asas dessa borboleta contêm uma intricada estrutura nanométrica de cristais fotônicos naturais.
Uma variedade surpreendente de estruturas fotônicas naturais está sendo descoberta não apenas nas borboletas, mas também em outros insetos, pássaros e peixes.
Isso faz lembrar os pássaros, peixes, insetos e bactérias que se orientam pelo campo magnético terrestre, fenômeno que ainda não conseguimos imitar.
Parece que a nossa tecnologia sempre chega atrasada, pois a natureza foi bem mais rápida!
