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CORRENTE ELÉTRICA: um olhar Atômico

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

As propriedades magnéticas das nuvens atômicas ultra frias (Ver “Átomos Frios”) podem ser usadas como diminutas agulhas de bússolas para detectar pequenas mudanças no campo magnético: magnetometria de átomo frio.

Enquanto a corrente elétrica flui no interior de um fio condutor, o espalhamento dos elétrons é geralmente confinado à escalas de curto alcance e não seria necessariamente esperada qualquer ordenação de longo alcance.

No entanto a equipe de Aigner relata surpreendente descoberta usando a magnetometria de átomo frio para estudar o fluxo de corrente elétrica em fios de ouro policristalinos.

Identificaram flutuações de corrente elétrica ordenadas que ocorrem ao longo de todo o comprimento do fio, orientadas a 45° em relação ao fluxo de corrente.

Eles interpretam e modelam os padrões observados como decorrentes do espalhamento dos elétrons em torno de defeitos no interior do fio de ouro.

Toda a explicação se encontra no artigo:

S. Aigner, L. Della Pietra, Y. Japha, O. Entin-Wohlman, T. David, R. Salem, R. Folman,

J. Schmiedmayer, Long-Range Order in Electronic Transport Through Disordered Metal Films, Science, vol. 319, n. 5867, 29 fev 2008.

ÁTOMOS FRIOS: Colisões Inelásticas Aumentam o Tempo de Vida

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Átomos frios confinados em pequenas dimensões podem dar origem a efeitos surpreendentes, tais como os bósons comportarem-se como férmions repelindo-se mutuamente (Ver “Condensação de Polaritons”).

Para ocorrer esse efeito imaginou-se que as colisões elásticas fossem uma condição necessária e muitos esforços têm sido orientados para atingir os regimes de colisão elástica, sem levar em conta a possibilidade de ocorrerem colisões inelásticas nesse processo.

Contudo, agora a equipe de Syassen mostrou que as colisões inelásticas entre os átomos frios também podem dar origem a efeitos de correlação.

Começando com um condensado de moléculas confinadas a um tubo unidimensional, eles acrescentam um potencial periódico fraco ao longo do eixo e mostram que o tempo de vida das moléculas no tubo é aumentado por mais de uma ordem de grandeza (mais de 10 vezes maior).

Os resultados devem ser úteis para explorar mais o parâmetro espacial no qual as colisões inelástica dominam.

Trabalho publicado em SCIENCE, 6 June 2008, 320 (5881)