Arquivo da Categoria ‘ciência’

BIOCOMBUSTÍVEL: Novas Relações Internacionais

terça-feira, 1 de julho de 2008

A inovação na área de combustível exige um tipo de colaboração diferente entre os pesquisadores da indústria e da academia.

Por muitas décadas, o padrão de vida da maioria dos países da Europa Ocidental e dos Estados Unidos tem sido sustentado por novos produtos, serviços e comércio que são o resultado de mais de 100 anos de liderança desses países em pesquisa e desenvolvimento mundial.

No entanto, a foice do custo competitivo tem forçado a eliminação de todos os programas de pesquisa e desenvolvimento de curto prazo do setor privado nesses países.

Os maiores laboratórios corporativos, que já foram notáveis catalisadores para o desenvolvimento econômico, todos estão desaparecendo. Por exemplo, os Laboratórios da RCA – empresa de telecomunicações estadunidense criada em 1919 – já não existem.

Os Laboratórios Bell, em Murray Hill, New Jersey-USA, que já foi o principal laboratório corporativo de pesquisa no mundo, viu o seu orçamento reduzido de 3,0 bilhões de dólares em 1982 para 1,3 bilhões de dólares em 2005 (sem os ajustes inflacionários).

Enquanto isso, as corporações competitivas da Ásia e em outros lugares do mundo, em muitos casos aproveitando a vantagem do baixo custo do trabalho, incrementaram o investimento em pesquisa e desenvolvimento a tal ponto que muitas delas agora estão superiores às companhias do Ocidente industrializado, tanto na qualidade do produto quanto na produtividade.

A conseqüência principal dessas mudanças é que a Europa e os Estados Unidos logo vão verificar que, pela primeira vez na história moderna, a maioria das novas idéias para os produtos e serviços que resultam no crescimento econômico, está sendo gerada em outros lugares do planeta.

Isso representa a perda das hegemonias industrial e econômica.

Essa situação pode ter conformação de dois tipos: circunstancial ou estrutural.

Em ambas as conformações, cabe uma questão básica:

Será que o Ocidente tem alguma vantagem competitiva que poderia aproveitar para corrigir esta tendência?

Se não tiver vantagem competitiva que permita a reação imediata, significa que o problema é estrutural, sendo muito mais difícil de ser alterado.

OBS: Vamos continuar essa análise na próxima publicação.

FUNGOS DA AMAZÔNIA

quarta-feira, 18 de junho de 2008

O Laboratório de Bioorgânica especializado no estudo de fungos começou a funcionar neste mês de junho na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas.

Concentrando seus esforços em pesquisas de biomoléculas, particularmente em fungos da região amazônica, os pesquisadores do Laboratório afirmam que esse interesse é determinado por uma questão muito singular: a ciência ainda não consegue estimar com segurança a quantidade de espécies de fungos existente no nosso planeta.

Genericamente são feitas referências a milhões de espécies, das quais cerca de 70% habitam a Amazônia.

Por não serem conhecidos, também não há informação sobre a função desses fungos na ecologia desta região.

Um exemplo são os fungos endofídicos que habitam as folhas das árvores e só são detectados com aparelhos adequados.

Outro interesse na identificação dos fungos é a aplicação desses organismos vivos como matéria prima de produtos voltados para a saúde do ser humano, o que também faz parte do processo biotecnológico.

O Laboratório pretende desenvolver pesquisas com substâncias de fungos que podem ser aplicadas como inseticidas naturais, biomoléculas de fungos com propriedades antibióticas e de fungos produtores de proteínas unicelulares que podem ser aplicadas para minimizar o impacto ambiental de resíduos madeireiros.

Quem estiver interessado em participar dessas pesquisas em nível de pós-graduação, pode fazer contato:

Escolar Superior de Ciências da Saúde
Av. Carvalho Leal, 1777 – Cachoeirinha – CEP 69065-001 – Edifício Adriano Jorge – Manaus/AM
Fone: (92) 3214-9701

A ciência do século 20

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Embora estejamos convivendo com modernos, velozes e eficazes meios de comunicação, há quantidade enorme de conhecimento científico e tecnológico desenvolvido nos últimos 100 anos que permanece desconhecida da maioria da população, inclusive da pequena parcela da população com formação universitária.

Avalie seu conhecimento a respeito de alguns elementos da ciência e da tecnologia que marcaram os últimos cem anos, respondendo ao bem humorado teste elaborado pelo pesquisador Henrique Fleming, professor titular do Instituto de Física da USP, o qual foi contemporâneo da maioria dos pesquisadores que desenvolveram o conhecimento abordado neste teste. O fato de não ter sido o autor direto de nenhum desses assuntos já não o aborrece tanto, após décadas de terapia gratuita.

TESTE

1) O carbono 14 é:

a- Um formato de papel-carbono;
b- O núcleo do átomo de carbono usual;
c- Um isótopo radioativo do núcleo de carbono, usado na datação de restos de seres vivos;
d- Carvão ativado, de amplo uso como medicamento.

2) Os raios cósmicos são:

a- Descargas elétricas de uma gigantesca, cósmica, tempestade;
b- Certas descargas elétricas de uso cosmético;
c- Descargas elétricas em altas montanhas;
d- Partículas que incidem sobre a Terra, vindas do espaço.