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	<title>Ciência, Tecnologia e Ensino &#187; ciência</title>
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	<description>Artigos, análises e comentários sobre ciência, tecnologia e ensino em geral. Em particular, temas atuais a respeito da pesquisa em Física, informática e do ensino e aprendizagem de Física.</description>
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		<title>DESAFIOS DA CHINA: A Questão Científica</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 22:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[ A responsabilidade no tratamento da questão ambiental na China tem vínculo direto com as prioridades científicas adotadas pela sociedade chinesa (Ver &#8220;Desafios da China&#8221;).
Uma das principais questões para os observadores externos é:em que medida o social, o cultural e o político estão moldando e continuarão a moldar, a própria prática de fazer ciência na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_eRlYy8OBRNA/SK3myhnXl9I/AAAAAAAAANg/Wxf4GfTBeLQ/s1600-h/China.bmp"><img style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eRlYy8OBRNA/SK3myhnXl9I/AAAAAAAAANg/Wxf4GfTBeLQ/s320/China.bmp" border="0" /></a> A responsabilidade no tratamento da questão ambiental na China tem vínculo direto com as prioridades científicas adotadas pela sociedade chinesa <a title="Desafios da China" href="http://cocagna.blogspot.com/2008/07/os-desafios-da-china.html" target="_blank">(Ver &#8220;Desafios da China&#8221;)</a>.</p>
<p>Uma das principais questões para os observadores externos é:<br />em que medida o social, o cultural e o político estão moldando e continuarão a moldar, a própria prática de fazer ciência na China.</p>
<p>A legislação proposta no ano passado (2007) com o objetivo de fazer com que os pesquisadores aceitem e admitam as suas falhas, sugere que há equívocos sobre como a ciência funciona, profundamente enraizados em nível institucional &#8211; equívocos que sufocam a adoção de riscos e que promovem o corporativismo.</p>
<p>Mas alguns suspeitam que tais esforços cosméticos farão pouco para resolver os problemas criados por uma cultura de pesquisa fortemente hierarquizada, na qual uma imensa pressão para ter sucesso poderia ser vista como uma condição prévia para o surgimento de evidentes abusos, como ocorreu no caso da falsa clonagem apresentada pelo pesquisador Woo Suk Hwang da Coréia do Sul.</p>
<p>Uma questão ainda mais profunda é a de saber se realmente é possível uma cultura científica vibrante sem um compromisso mais generalizado e aprofundado da sociedade chinesa com a liberdade de expressão.</p>
<p>O direito de desafiar a autoridade e para duvidar de tudo é crucial para a pesquisa científica.</p>
<p>No mundo moderno nenhum país pode ter grande atuação científica a menos que seus cientistas possam colaborar com os pesquisadores do resto do mundo.</p>
<p>Um recorde de pobreza em matéria de direitos humanos não vai tornar essa colaboração impossível &#8211; mas vai dificultar muito.</p>
<p>Os cientistas, em grande parte, têm um compromisso com os direitos humanos e ficarão felizes de trabalhar com colegas que compartilham esse compromisso.</p>
<p>Talvez seja uma boa notícia que a história do atual sucesso da China continue a ser caracterizada por um pragmatismo sério.</p>
<p>Com certeza, esta atitude algumas vezes pode fazer parecer que tudo é motivado pelo aspecto econômico de mais baixo nível.</p>
<p>Por exemplo, embora seja demasiado cínico sugerir que o aquecimento global e a degradação ambiental agora estão sendo levados a sério só porque consomem o produto interno bruto da China, esta é sem dúvida uma grande razão de preocupação.</p>
<p>Porém, motivados pelo mesmo pragmatismo, as autoridades chinesas estão reconhecendo cada vez mais que valorizar melhor os seus cientistas significa garantir-lhes os financiamentos adequados com a mínima interferência.</p>
<p>Atualmente, muitos pesquisadores do exterior têm ficado surpresos ao verificar que os estudantes chineses graduados e pós-doutores agora estão muito dispostos a desafiar os seus professores.</p>
<p>A exagerada deferência à autoridade claramente está em franco declínio na jovem geração de cientistas da China &#8211; e quem sabe até onde irá essa pragmática liberalização?</p>
<p>Entretanto, o resto do mundo poderá certamente se beneficiar da auto-confiança que faz da China não apenas uma imensa fonte de mão-de-obra altamente qualificada, mas a promessa de uma nova ordem de trabalho, transmitindo uma tradição de inovação da Antiguidade quase sem sofisticação.</p>
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		<title>DESAFIOS DA CHINA: A Questão Ambiental (parte 2)</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 15:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[Muitas deteriorações ambientais preocupam os brasileiros e também os chineses.
Conforme a publicação anterior (Ver &#8220;Desafios da China&#8221;), os principais desafios ambientais incluem a contaminação da água, a poluição atmosférica e a degradação dos solos.
No ano passado (2007), 40% das águas residuais urbanas foram lançadas sem qualquer tratamento nos córregos de água próximos das cidades.
Ainda em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp3.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SJcnmt7Q0sI/AAAAAAAAAJ8/2gAcq9ZCpms/s1600-h/China.bmp"><img style="float:left;margin:0 10px 10px 0;" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SJcnmt7Q0sI/AAAAAAAAAJ8/2gAcq9ZCpms/s320/China.bmp" border="0" /></a>Muitas deteriorações ambientais preocupam os brasileiros e também os chineses.</p>
<p>Conforme a publicação anterior <a title="Desafios da China" href="http://cocagna.blogspot.com/2008/07/os-desafios-da-china.html" target="_blank">(Ver &#8220;Desafios da China&#8221;)</a>, os principais desafios ambientais incluem a contaminação da água, a poluição atmosférica e a degradação dos solos.</p>
<p>No ano passado (2007), 40% das águas residuais urbanas foram lançadas sem qualquer tratamento nos córregos de água próximos das cidades.</p>
<p>Ainda em 2007, a qualidade da água em metade dos 197 rios da China monitorados, foi classificada como altamente poluída com nitrato de amônia, permanganato e petróleo.</p>
<p>Em mais de 60% dos grandes lagos da China, os sais minerais e compostos orgânicos são tão concentrados que provocam a super proliferação da vida vegetal (especialmente as algas).</p>
<p>Isso tem reduzido o oxigênio dissolvido e, portanto, esgotado os lagos de outros organismos vivos, incluindo peixes.</p>
<p>As qualidades do ar e da terra não são as melhores: das 287 grandes cidades monitoradas, em 2007, apenas 60,5% tinham a qualidade do ar no padrão definido pelo Ministério da Proteção Ambiental da China (comparável ao National Ambient Air Quality Standards dos Estados Unidos da América).</p>
<p>A degradação ambiental &#8211; como resultado da excessiva exploração dos recursos terrestres &#8211; assume as formas de erosão do solo, a desertificação, e a fragmentação dos habitats naturais.</p>
<p>Por exemplo, o excesso de erosão do vento e da água está deteriorando cerca 37,1% da massa terrestre total da China.</p>
<p>A missão mais difícil será a de encontrar formas eficazes de regular os comportamentos e as relações das diversas partes interessadas – os diferentes níveis de governo, os setores industriais e o público &#8211; que muitas vezes têm objetivos diferentes e expectativas conflitantes.</p>
<p>Assim, por exemplo, o governo da China tem feito grandes esforços para atenuar a eutrofização dos lagos.</p>
<p>No entanto estes esforços têm sido prejudicados pelos governos locais que privilegiam o crescimento econômico através do desenvolvimento industrial que não é sensível às questões ambientais.</p>
<p>É necessário garantir certa capacidade de crescimento com base na pesquisa científica, na inovação tecnológica, no design político e institucional e na legislação ambiental e de execução.</p>
<p>Por exemplo: são necessários incentivos de mercado para o controle da poluição e eficiente utilização dos recursos, tais como aqueles dos Estados Unidos para o controle da poluição de veículos.</p>
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		<title>DESAFIOS DA CHINA: A Questão Ambiental</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 23:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
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		<category><![CDATA[saneamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Com a abertura dos Jogos Olímpicos na próxima semana, as atenções estão focadas sobre o esforço final da China para reduzir a poluição atmosférica, limitando a utilização de automóvel em Pequim, expandindo os transportes públicos e desligando temporariamente algumas indústrias.
Agora é possível ver um pouco do azul do céu, um testemunho do esforço do país [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp1.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SJOiX6Cp9RI/AAAAAAAAAJ0/ds5G85IB2QQ/s1600-h/China.bmp"><img style="float:left;cursor:hand;margin:0 10px 10px 0;" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SJOiX6Cp9RI/AAAAAAAAAJ0/ds5G85IB2QQ/s320/China.bmp" border="0" /></a>Com a abertura dos Jogos Olímpicos na próxima semana, as atenções estão focadas sobre o esforço final da China para reduzir a poluição atmosférica, limitando a utilização de automóvel em Pequim, expandindo os transportes públicos e desligando temporariamente algumas indústrias.</p>
<p>Agora é possível ver um pouco do azul do céu, um testemunho do esforço do país para limpar a casa antes da chegada dos hóspedes.
<div></div>
<p>
<div>Porém a questão principal e mais importante é saber se estas intenções serão mantidas e até mesmo ampliadas, após o término dos jogos <a title="Desafios da China" href="http://cocagna.blogspot.com/2008/07/os-desafios-da-china.html" target="_blank">(Ver &#8220;Desafios da China&#8221;)</a>.</div>
<p>
<div>O desencontro entre os limitados recursos naturais da China e as exigências de uma enorme população (1,3 bilhões de habitantes), resultou em grande poluição ambiental que afeta diretamente a saúde pública e alimenta os conflitos sociais.</p>
<p>A deterioração ambiental tem sido considerada uma das mais importantes fontes de agitação social na sociedade chinesa: em 2005, havia 51.000 conflitos envolvendo os residentes locais e os poluidores com incidentes de degradação ambiental, incluindo a contaminação de águas, a produção de poeira e os deslizamentos de terras.</p></div>
<p>
<div>Além disso, a própria degradação ambiental em cconseqüência do rápido crescimento está causando importantes perdas econômicas: ao longo dos últimos 20 anos, o custo total da poluição ambiental e deterioração ecológica está estimado em torno de 7% a 20% do produto interno bruto anual (PIB).</p>
<p>No contexto global, a China afetará o resto do mundo tanto no aspecto econômico quanto na questão ambiental e, como reação, também será afetada.</p></div>
<p>
<div>Por essa razão, devem ser estabelecidas e implementadas estratégias inovadoras e eficazes, não só para facilitar o desenvolvimento sustentável na China, mas para contribuir responsavelmente com o futuro sustentável do mundo.</div>
<p>
<div></div>
<div>Continuarei esse assunto nas publicações seguintes.</div>
<p>
<div></div>
<div>OBS: A fonte dessas informações é Bojie Fu, professor no State Key Laboratory of Urban and Regional Ecology, Research Center for Eco-Environmental Sciences, Chinese Academy of Sciences (CAS), e Diretor-Geral do Bureau of Science and Technology for Resource and Environment, CAS, <em>Science, 31 Jul 2008</em></div>
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		<title>OS DESAFIOS DA CHINA</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/aids/os-desafios-da-china/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 13:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[AIDS]]></category>
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		<description><![CDATA[Por quase todos os parâmetros de medidas utilizados, o crescimento da China é extraordinário.

Porém por trás das espantosas estatísticas existe uma realidade bem mais complexa.

As discussões sobre a emergência da China como uma superpotência muitas vezes se concentram em questões de grande escala.
Isso é compreensível, pois no interior das fronteiras da China habitam mais de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp2.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SJI5JlyAfeI/AAAAAAAAAJs/i9uMVNoAN1Q/s1600-h/China.bmp"><img style="float:left;cursor:hand;margin:0 10px 10px 0;" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SJI5JlyAfeI/AAAAAAAAAJs/i9uMVNoAN1Q/s320/China.bmp" border="0" /></a>Por quase todos os parâmetros de medidas utilizados, o crescimento da China é extraordinário.
<div>
<div>Porém por trás das espantosas estatísticas existe uma realidade bem mais complexa.</div>
<p>
<div>As discussões sobre a emergência da China como uma superpotência muitas vezes se concentram em questões de grande escala.</p>
<p>Isso é compreensível, pois no interior das fronteiras da China habitam mais de 1,3 mil milhões de pessoas – são 20% da população mundial, ou seja, uma em cada cinco pessoas no planeta é chinesa.</p></div>
<p>
<p>Atualmente nas áreas da ciência e da tecnologia, a China já gera mais publicações do que qualquer outro país exceto os Estados Unidos, e ocupa o terceiro lugar em número de doutoramentos premiados.</p>
<p>Praticamente por qualquer parâmetro de medida que você utilize, vai encontrar um extremo na China.</p>
<p>Por exemplo: em que lugar do planeta as autoridades teriam sequer considerado um plano para redistribuir os recursos hídricos com o desvio dos rios importantes por mais de mil quilômetros?</p>
<p>Mas esses números gigantes podem não significar o que parecem ser.</p>
<p>A atual população da China representa uma proporção menor dos habitantes do planeta do que era no século XVII.</p>
<p>Muitos analistas concordam que o atual crescimento econômico daquele país está em uma fase de &#8220;boom&#8221; e não deve perdurar.</p>
<p>Mais importante, a imagem da China como um gigante monolítico esconde uma realidade mais complexa e mais interessante.</p>
<p>A equipe de Rogers Hollingsworth, por exemplo, argumenta que a expansão da ciência chinesa não significa necessariamente que irá substituir os Estados Unidos como uma nova hegemonia, mas sim que irá encontrar e desempenhar uma função proeminente no interior de uma comunidade global de pesquisa mais diversificada, na qual nenhuma nação terá o domínio absoluto.</p>
<p>Além disso, não está claro se a força crescente da China na ciência &#8211; que cada vez mais desmente a noção de que a pesquisa nos países da Ásia carece de originalidade &#8211; irá automaticamente tornar as instituições chinesas em importantes atores em todas as fronteiras estabelecidas: o desenvolvimento de drogas, a nanotecnologia ou a ciência espacial.</p>
<p>As nações têm prioridades diferentes e isso é especialmente verdade para aquelas cujo desenvolvimento econômico e tecnológico é relativamente recente.</p>
<p>Lan Xue delineia os perigos de simplesmente competir com base em uma agenda determinada pelas superpotências científicas anteriores, com as suas regras não declaradas sobre quais são as áreas de pesquisas mais importantes e onde os resultados devem ser publicados.</p>
<p>Se a China fosse decidir quais são os seus interesses, digamos, um investimento maciço na produção de energia limpa &#8211; um assunto de urgência nacional, para o qual pode ser imprudente entregar a liderança do trabalho sub-financiado no Ocidente &#8211; ela tanto poderia atender as próprias necessidades quanto determinar uma ação em escala global.</p>
<p>Na verdade, os problemas globais que iriam ser abordados pelo prisma chinês das prioridades domésticas, formam uma lista de desejos quase perfeita.</p>
<p>Estas prioridades incluem a conservação de água e tratamento da poluição da água, previsão de abalos sísmicos e tecnologias para a construção resistente ao abalo sísmico, a gestão das cheias e culturas resistentes as secas &#8211; todas com ampla aplicação generalizada em qualquer outro lugar.</p>
<p>O mesmo procedimento deve acontecer com a saúde: os desafios domésticos da China são também os desafios do mundo.</p>
<p>Por exemplo, a droga antimalárica artemisina é um dos mais célebres benefícios encontrados nas ervas medicinais chinesas.</p>
<p>A gripe aviária ameaça ser uma epidemia doméstica da China, e a propagação da SIDA agora é reconhecida como uma questão nacional, especialmente após o escândalo das infecções por HIV dos camponeses doadores de sangue da província de Henan na década de 1990, minada pela negação oficial.</p>
<p>Quando o Premier Wen Jiabao foi fotografado em 2003 de mãos dadas com um portador do vírus da AIDS, pareceu claro que o governo resolveu enfrentar o problema.</p>
<p><strong><span style="color:#006600;">Há muito mais sobre a misteriosa China que será apresentado nas publicações subsequentes</span></strong>.</p>
<p>OBS: Essas informações estão na <em>Nature, Jul 2008</em>.</p>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>BEBÊ DE PROVETA: Como será no futuro?</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/bebe-de-proveta/bebe-de-proveta-como-sera-no-futuro/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 15:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[bebê de proveta]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[fertilização]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde o nascimento do primeiro bebê de proveta do mundo &#8211; fato acontecido há 30 anos -a fertilização in vitro tornou-se banal.
O que acontecerá nas próximas três décadas?
Os pesquisadores afirmam que as próximas décadas podem trazer tecnologias igualmente transformadoras para o processo de fertilização in vitro.
Imagino então a possibilidade do seguinte cenário :
Uma criança nasce [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o nascimento do <strong><span style="color:#006600;">primeiro bebê de proveta</span></strong> do mundo &#8211; fato acontecido há 30 anos -a <span style="color:#ff0000;">fertilização <em>in vitro</em></span> tornou-se banal.</p>
<p>O que acontecerá nas próximas três décadas?</p>
<p>Os pesquisadores afirmam que as próximas décadas podem trazer tecnologias igualmente transformadoras para o processo de fertilização <em>in vitro</em>.</p>
<p>Imagino então a possibilidade do seguinte cenário :</p>
<p>Uma criança nasce na sala de parto de um hospital pouco depois da meia-noite, pesando 3,4 kg &#8211; uma rotina no nascimento de um bebê.</p>
<p>Seus pais compram um exemplar do jornal para marcar o seu aniversário: <strong><span style="color:#006600;">25 de Julho de 2038</span></strong>.</p>
<p>Com certeza essa criança é tudo aquilo com que os pais sonharam, porque eles fizeram todos os procedimentos médicos possíveis para ter certeza disso.</p>
<p>O bebê teve o seu genoma seqüenciado pela retirada de uma ou duas células quando ainda era um embrião, tal como foi feito para o aglomerado de outros embriões produzidos no mesmo processo de fertilização <em>in vitro</em> (FIV).</p>
<p>Os pais escolheram o seu bebê quando a clínica realizou a análise “<span style="color:#ff0000;">das primeiras quatro células</span>” e afirmou que este embrião em particular apresentava as melhores chances para <strong><span style="color:#006600;">nascer e crescer sem obesidade, livre de câncer e, principalmente, feliz&#8230;<br /></span></strong><br />Se este cenário parece perfeitamente plausível daqui a três décadas, é devido ao que aconteceu neste mesmo dia, deste mês há 30 anos atrás: <span style="color:#ff0000;">o nascimento do primeiro bebê criado por FIV em 25 de Julho de 1978</span>.</p>
<p>Os jornais que anunciaram a grande novidade nas primeiras páginas, a chamaram de <strong>SuperBebê</strong>, porém seus pais preferiram chamá-la de <strong>Louise Brown</strong>.</p>
<p>Desde então, aquilo que parecia inacreditável e cheio de controvérsias tornou-se banal: até hoje, cerca de 4 milhões de crianças nasceram por meio de FIV.</p>
<p>Por isso, a revista <strong><em>Nature</em></strong> pediu a vários especialistas em medicina reprodutiva para especular sobre o que poderia ser realizado nas próximas três décadas e discutir algumas das técnicas que prometem ser igualmente transformadoras, caso sejam legalmente aprovadas.</p>
<p>Há muitos aspectos interessantes a favor e contra que serão apresentados nas próximas publicações.</p>
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		<title>NOVO COMBUSTÍVEL: Armadilha de Fótons</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/ciencia/novo-combustivel-armadilha-de-fotons/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 19:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[combustível]]></category>
		<category><![CDATA[fotossíntese]]></category>
		<category><![CDATA[fuell]]></category>
		<category><![CDATA[luz solar]]></category>
		<category><![CDATA[photosynthesis]]></category>
		<category><![CDATA[química]]></category>

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		<description><![CDATA[ Há muito tempo os químicos tentam recriar a fotossíntese em laboratório e aumentar a eficiência de conversão da luz solar em combustível limpo.


As células solares recebem a luz do Sol e produzem uma corrente elétrica, de maneira instantânea, mas, assim que o sol se põe, a células solares ficam inativas.
Essa limitação só pode ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp0.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SHkjrm2rtlI/AAAAAAAAAIM/0jInpu-Bhv8/s1600-h/PhotonTrap.bmp"><img style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" height="138" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SHkjrm2rtlI/AAAAAAAAAIM/0jInpu-Bhv8/s320/PhotonTrap.bmp" width="289" border="0" /></a> Há muito tempo os químicos tentam recriar a <span style="color:#006600;"><strong>fotossíntese em laboratório</strong></span> e aumentar a eficiência de <strong><span style="color:#006600;">conversão da luz solar em combustível limpo</span></strong>.
<div></div>
<p>
<div>As células solares recebem a luz do Sol e produzem uma corrente elétrica, de maneira instantânea, mas, assim que o sol se põe, a células solares ficam inativas.</p>
<p>Essa limitação só pode ser superada se a energia solar for armazenada em baterias, no entanto esse processo ainda é muito caro!</p>
<p>Por essa razão os químicos perguntam: <strong><span style="color:#ff0000;">será possível transformar a luz solar em combustível</span></strong>?</div>
<div>A natureza já faz isso através da <strong><span style="color:#006600;">fotossíntese</span></strong>: as plantas verdes misturam água, luz solar e dióxido de carbono para fazer açúcares e amidos e isto fornece todo o combustível de que necessitam.</div>
<div>Esse é um tipo de combustível que também precisamos muito, sob a forma de alimentos ou de petróleo.</div>
<p>
<div>O problema é que as plantas não são muito eficientes em produzir esse combustível: <span style="color:#006600;">apenas cerca de 3% da energia do sol é convertida em combustível utilizável</span>.</p>
<p>E o combustível que serve para as plantas não necessariamente funciona para nós: os amidos e açúcares têm de ser tratados posteriormente se as nossas necessidades são mais sofisticadas do que simplesmente comer e depois expelir as sobras.</p></div>
<p>
<div>Mas as plantas têm uma especialidade que precisamos aprender com elas: <span style="color:#ff0000;">retirar elétrons da água para produzir combustível</span>.</p>
<p>Enquanto o sistema fotovoltaico, ou célula solar, é um processo que produz corrente elétrica deslocando os elétrons de um lugar para outro, para produzir combustível com a fotossíntese os elétrons precisam ser retirados da água e armazenados em ligações químicas.</p></div>
<p>
<div>As plantas obtêm o seu suprimento eletrônico da água e ao redor do mundo os químicos estão tentando projetar sistemas sintéticos que façam o mesmo.</p>
<p>E o projeto que eles têm de superar ou, pelo menos, imitar, não só <span style="color:#006600;">funciona em temperatura ambiente como também não necessita de metais catalisadores caros</span>.</p>
<p>Produzir algo tão barato e similar as máquinas utilizadas pelas plantas continua sendo um desafio fundamental.</p></div>
<div>Alguns químicos estadunidenses, encarando esse desafio, fazem parte de um esforço de colaboração chamado Powering the Planet (Energizando o Planeta), apoiado pela National Science Foudation (Fundação Nacional de Ciência) do Estados Unidos.</p>
<p><span style="color:#006600;"><span style="color:#000000;">O cerne do projeto é constituído por </span><span style="color:#006600;">tr</span>ês problemas químicos básicos</span>, cada um abordado por uma equipe de pesquisadores.</p>
<p>1- <span style="color:#ff0000;">Conceber um material acessível para coletar energia do Sol e convertê-la em corrente elétrica</span> (a equipe responsável é liderada por Nate Lewis, no Caltech &#8211; California Institute of Technology).</div>
<div>2- <span style="color:#ff0000;">Aperfeiçoar um catalisador na extremidade do material para separar água e produzir oxigênio</span> (essa equipe é liderada por Dan Nocera, no MIT &#8211; Massachusetts Institute of Technology).</p>
<p>3- <span style="color:#ff0000;">Conceber outro catalisador para a outra extremidade do material para produzir <strong>hidrogênio</strong>, o qual será utilizado como combustível </span>(a equipe é liderada por Harry Gray, também no Caltech).</div>
<p>
<div></div>
<div>Iniciado em 2006, esse programa continua em pleno desenvolvimento e isso será apresentado nas próximas publicações.</div>
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		<title>NEUROCIÊNCIA: Reorganizando a fiação do cérebro</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/avc/neurociencia-reorganizando-a-fiacao-do-cerebro/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 15:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[neurologia]]></category>
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		<description><![CDATA[ Um dos mistérios mais intrigantes da natureza está relacionado com o funcionamento do cérebro humano.
No aspecto neurológico há muitos resultados demonstrando que o cérebro pode se recuperar tão bem a partir de um acidente vascular cerebral (AVC) que os membros do corpo inicialmente paralisados, podem voltar a ser movidos naturalmente.
O interesse principal é saber [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp3.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SHkoxgQu9XI/AAAAAAAAAIU/owFWkd6-kPA/s1600-h/c%C3%A9rebro.jpg"><img style="float:right;width:193px;cursor:hand;height:201px;margin:0 0 10px 10px;" height="201" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SHkoxgQu9XI/AAAAAAAAAIU/owFWkd6-kPA/s320/c%C3%A9rebro.jpg" width="251" border="0" /></a> Um dos mistérios mais intrigantes da natureza está relacionado com o <strong><span style="color:#006600;">funcionamento do cérebro humano</span></strong>.</p>
<p>No aspecto neurológico há muitos resultados demonstrando que <span style="color:#ff0000;">o cérebro pode se recuperar tão bem a partir de um acidente vascular cerebral</span> (AVC) que os membros do corpo inicialmente paralisados, podem voltar a ser movidos naturalmente.</p>
<p>O interesse principal é saber como essa recuperação acontece para poder estudar as possibilidades de ativar o <strong><span style="color:#006600;">processo neurológico</span></strong> e acelerar a recuperação.</p>
<p>Os pesquisadores Timothy Murphy e Ian Winship da University of British Columbia, em Vancouver, descobriram de que maneira isso acontece no âmbito de cada um dos <strong><span style="color:#006600;">neurônios</span></strong>.</p>
<p>Eles induziram o acidente vascular cerebral em ratos adultos e utilizaram uma técnica de imaginologia <em><strong>in vivo</strong></em> – a <span style="color:#006600;">microscopia de dois fótons</span> &#8211; para acompanhar as <span style="color:#ff0000;">atividades dos neurônios individuais próximo da região do cérebro afetada</span>.</p>
<p>No primeiro mês – quando a paralisia está, em geral, no pior estágio &#8211; os pesquisadores identificaram que <span style="color:#006600;">alguns neurônios suprimiram a sua especialidade específica ligada a uma só fonte particular de informação</span> e <span style="color:#ff0000;">começaram a processar informações de múltiplas fontes</span>.</p>
<p>Durante o mês seguinte, quando a região do cérebro afetada se reorganizou de forma mais permanente, <span style="color:#ff0000;">aqueles neurônios se reespecializaram para uma nova e única fonte de informação</span>.</p>
<p>Talvez este estudo esteja apontando para novas perspectivas no campo da neurologia humana.</p>
<p>Esse trabalho foi publicado no J. Neurosci. 28, 6592-6606 (2008).</p>
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		<title>BIOCOMBUSTÍVEL: Novas Relações Internacionais (parte 4)</title>
		<link>http://www.professandofisica.com/biocombustivel/biocombustivel-novas-relacoes-internacionais-parte-4/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 17:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[biocombustível]]></category>
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		<description><![CDATA[Aqui é sugerida uma proposta de solução para superar tantas divergências entre as universidades e as empresas.
Imagine, se quiser, um grupo de faculdades e universidades que decidisse disponibilizar o corpo docente e o pessoal administrativo, os estudantes de pós-graduação e as instalações para as empresas realizarem a curto e a médio prazos projetos empresariais de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui é sugerida uma proposta de solução para superar tantas divergências entre as universidades e as empresas.</p>
<p>Imagine, se quiser, um grupo de faculdades e universidades que decidisse disponibilizar o corpo docente e o pessoal administrativo, os estudantes de pós-graduação e as instalações para as empresas realizarem a curto e a médio prazos projetos empresariais de pesquisa e desenvolvimento de baixo custo e sem as brigas pela propriedade intelectual que geralmente põem a pique esses esforços.</p>
<p>Imagine ainda uma nova relação entre empresas e universidades: centenas de empresas redescobrem a possibilidade de se dar ao luxo de pesquisar e desenvolver novos produtos ao mesmo tempo que identifica novos talentos como futuros trabalhadores.</p>
<p>Imagine se as empresas fossem capazes de apresentar os projetos de pesquisa e desenvolvimento de curto prazo (cerca de 1 ano) em um ponto central de recepção onde os mesmos pudessem ser selecionados de acordo com a qualificação dos docentes e dos alunos das faculdades e universidades participantes.</p>
<p>Os estudantes de pós-graduação, sob a supervisão de um professor e um representante da empresa, poderiam se engajar no trabalho de cada projeto como um problema de tese.</p>
<p>Professores e alunos que se inscrevessem para esses projetos teriam, portanto, um verdadeiro interesse no problema e a interação entre os membros do corpo docente, alunos e representantes das empresas seria benéfico para os interesses dos três grupos.</p>
<p>Suponha, por outro lado, que as faculdades e universidades participantes concordem em aceitar um modesto pagamento a ser partilhado pelos alunos, professores e a própria instituição, em troca de quaisquer dos direitos de propriedade intelectual relacionados com o trabalho para a empresa patrocinadora.</p>
<p>Tal mecanismo poderia re-energizar a pesquisa e o desenvolvimento empresarial, mas apenas se as empresas e as universidades se unissem para construir acordos de tal forma que todas as partes envolvidas vissem os benefícios reais para as suas organizações como resultado dessa colaboração.</p>
<p>O financiamento para suprimentos e equipamentos já disponíveis não é adicionado à taxa fixa.</p>
<p><strong><span style="color:#006600;">Até onde isso é realizável, só mesmo a necessidade de sobrevivência será capaz de definir</span></strong>.</p>
<p><span style="font-family:courier new;">Essa discussão será terminada na próxima publicação.</span></p>
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		<title>BIOCOMBUSTÍVEL: Novas Relações Internacionais (parte 3)</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 14:24:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Nas relações universidade-empresa, também há muitas divegências que são provenientes do lado das empresas: a obstrução empresarial.

Uma dessas obstruções está vinculada ao “último dia do próximo trimestre&#8220;: essa expressão representa o aumento das expectativas dos conselhos de administração e acionistas das empresas pelo crescimento dos lucros de curto prazo, o que tem dificultado a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp0.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SHJgyrTya_I/AAAAAAAAAHs/CSbaHx3CkkM/s1600-h/EnergiaPerdida-Simula%C3%A7%C3%A3o.jpg"><img style="float:left;cursor:hand;margin:0 10px 10px 0;" height="120" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_eRlYy8OBRNA/SHJgyrTya_I/AAAAAAAAAHs/CSbaHx3CkkM/s320/EnergiaPerdida-Simula%C3%A7%C3%A3o.jpg" width="254" border="0" /></a> Nas relações universidade-empresa, também há muitas divegências que são provenientes do lado das empresas: a <strong><span style="color:#006600;">obstrução empresarial</span></strong>.</p>
<div>
<div>Uma dessas obstruções está vinculada ao “<span style="color:#cc0000;"><strong>último dia do próximo trimestre</strong></span>&#8220;: essa expressão representa o aumento das expectativas dos conselhos de administração e acionistas das empresas pelo crescimento dos <strong><span style="color:#006600;">lucros de curto prazo</span></strong>, o que tem dificultado a justificativa dos gestores para investimentos significativos em <strong><span style="color:#006600;">pesquisa e desenvolvimento no médio e longo prazos</span></strong>.</div>
<p>
<div>É incrível que as pessoas continuem cometendo o mesmo equívoco da questão da Toyota: <span style="color:#ff0000;">UM BILHÃO de dólares de investimento para o desenvolvimento de veículos híbridos</span>, era o acordo entre empresas de automóveis européias e estadunidenses o qual não foi realizado porque os investidores consideraram muito longo o tempo necessário para começar a ter lucro.</div>
<p>
<div>A propósito, essa era uma <span style="color:#006600;">tecnologia pioneira nos Estados Unidos</span>.</div>
<p>
<div>Existe também a obstrução “<span style="color:#cc0000;"><strong>nós vamos comprar a nova tecnologia que precisamos em qualquer lugar</strong></span>&#8220;: as aquisições empresariais e as fusões estão consumindo dólares e euros não declarados em despesas legais, mas sem acrescentar quaisquer bens intelectuais realmente novos para os inventários dos Estados Unidos e da Europa Ocidental.</div>
<div>Esse dinheiro poderia ser mais bem utilizado para financiar pesquisa e desenvolvimento em tecnologia para ajudar a manter uma posição de liderança nesse setor.</div>
<p>
<div>Os empresários manifestam outra obstrução quando afirmam &#8220;<span style="color:#cc0000;"><strong>não vamos pagar despesas gerais</strong></span>&#8220;: muitas empresas se recusam a reconhecer os custos reais que as universidades devem bancar durante os programas de pesquisa e desenvolvimento.</div>
<p>
<div>Muitas vezes os empresários hesitam em pagar <span style="color:#006600;">taxas adicionais</span> para as instituições acadêmicas que são tipicamente de <span style="color:#006600;">50% ou menos sobre os custos diretos</span> – a complementação de salários para os pesquisadores, o uso de materiais e equipamentos &#8211; não obstante o fato de muitas empresas apresentarem <span style="color:#006600;">taxas internas superiores a 100% dos custos diretos</span> para os mesmos programas.</div>
<p>
<div>Apesar dessas divergências, há alguma solução possível?</div>
<p>
<div><span style="font-family:courier new;color:#000000;"><strong>As possibilidades serão apresentadas na próxima publicação sobre este assunto.</strong></span></div>
</div>
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		<title>BIOCOMBUSTÍVEL: Novas Relações Internacionais (parte 2)</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 13:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[biocombustível]]></category>
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		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[corporate industry]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[universidade]]></category>
		<category><![CDATA[university]]></category>

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		<description><![CDATA[A pergunta que ficou anteriormente foi:
Será que o Ocidente tem alguma vantagem competitiva que poderia aproveitar para corrigir esta tendência?Um fato ainda verdadeiro é que as instituições de ensino superior nos Estados Unidos e na maioria dos países da Europa Ocidental, ainda são consideradas como as melhores do mundo.
Em 2007, a Universidade Shanghai Jiao Tong [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pergunta que ficou anteriormente foi:</p>
<p><strong><span style="color:#006600;">Será que o Ocidente tem alguma vantagem competitiva que poderia aproveitar para corrigir esta tendência?</span></strong><br /><span style="color:#000000;"></span><br />Um fato ainda verdadeiro é que as instituições de ensino superior nos Estados Unidos e na maioria dos países da Europa Ocidental, ainda são consideradas como as melhores do mundo.</p>
<p>Em 2007, a Universidade Shanghai Jiao Tong na China classificou as universidades no mundo e listou <strong><span style="color:#cc0000;">48 instituições norte-americanas e européias entre as primeiras 50 universidades</span></strong>.</p>
<p>O que isso representa?</p>
<p>Possivelmente essas instituições, juntas, detêm <span style="color:#ff0000;">invejável massa crítica intelectual de talento e criatividade</span>.</p>
<p>Há mais três aspectos importantes relacionados com essas 48 universidades:</p>
<p>1- <span style="color:#006600;">o custo efetivo da força de trabalho dos estudantes de pós-graduação em pesquisa e desenvolvimento continua sendo a melhor relação em comparação a qualquer outro lugar</span>.</p>
<p>2- <span style="color:#006600;">os salários da maioria dos membros docentes são pagos pelas faculdades e universidades para a atividade de ensino e seriam mínimos os custos para incorporar estes intelectuais aos projetos de pesquisa e desenvolvimento</span>.</p>
<p>3- <span style="color:#006600;">muitas faculdades e universidades têm laboratórios ativos que seriam proibitivamente caros para a maioria das empresas</span>.</p>
<p>Diante dessa constatação, surgem dois questionamentos:</p>
<p><span style="color:#cc0000;">Porque as corporações estadunidenses e européias ainda não adotaram as suas faculdades e universidades como centros corporativos de pesquisa e desenvolvimento</span>?</p>
<p><span style="color:#006600;">Por que não existem mais empresas de base tecnológica incubando os seus novos conceitos de produtos nas universidades</span>?</p>
<p>Acontece que existem muitos <span style="color:#cc0000;">obstáculos tanto <strong>acadêmicos </strong>quanto <strong>empresariais</strong></span> desfigurando as possibilidades de aproximação.</p>
<p>A seguir são feitas observações sobre alguns fatores do <strong><span style="color:#006600;">lado acadêmico </span></strong>que atuam contra os melhores interesses de todos os envolvidos.</p>
<p>O primeiro é o fator &#8220;<strong><span style="color:#cc0000;">Gatorade</span></strong>&#8220;: um pequeno número de faculdades e universidades, principalmente nos Estados Unidos, tem recebido extraordinário <span style="color:#006600;">retorno financeiro</span> proveniente de <span style="color:#006600;">propriedade intelectual</span> desenvolvida pelos seus membros docentes.</p>
<p>É o caso da <span style="color:#006600;">Universidade da Flórida</span> a qual, desde a invenção da bebida <span style="color:#ff0000;">Gatorade </span>em 1965, já recebeu mais de <span style="color:#006600;">150 milhões de dólares</span> de royalties pela concessão de licenças para a sua fórmula.</p>
<p>Esse sonho de retorno financeiro significativo empurrou as faculdades e universidades à procura ávida dos direitos de <span style="color:#006600;">propriedade intelectual</span> e os conseqüentes <span style="color:#006600;">pagamentos dos </span><span style="color:#006600;">royalties</span> do setor empresarial com tal insistência, que muitos projetos colaborativos foram encerrados por advogados antes de sequer começarem.</p>
<p>Infelizmente, a maioria dos membros docentes e administradores universitários normalmente não têm noção do que é necessário para desenvolver uma idéia até o ponto em que possa ser transformada em um novo produto ou serviço para o qual há demanda comercial.</p>
<p>Essa ingenuidade pode frustrar as negociações com a academia a respeito das questões da propriedade intelectual e dos royalties.</p>
<p>Muitas vezes os acadêmicos dizem &#8220;<strong><span style="color:#cc0000;">dê-nos o dinheiro e nós vamos trabalhar em algo relacionado com o seu interesse</span></strong>”.</p>
<p>Os docentes habitualmente estão à procura de apoio financeiro para as suas <span style="color:#006600;">próprias idéias</span>, não para as <span style="color:#006600;">idéias dos outros</span>, e isso faz com que muitos empresários executivos perguntem: “<span style="color:#cc0000;"><strong>o que estamos financiando?</strong></span>”</p>
<p>Por último, há o fator tempo: &#8220;<strong><span style="color:#cc0000;">financie-me por três anos e ao final lhe darei um relatório mostrando o progresso do projeto</span></strong>”.</p>
<p><span style="color:#006600;">O calendário acadêmico normalmente é muito mais longo e elástico do que as empresas podem suportar, especialmente quando estão sob a pressão competitiva proveniente do estrangeiro</span>.</p>
<p>É bom pensar que as empresas não estão em atividade para financiar teses de PhD, pois têm questões específicas que precisam de <span style="color:#cc0000;">respostas em curto prazo</span>: <strong><span style="color:#006600;">um ano ou menos</span></strong>.</p>
<p><span style="font-family:courier new;color:#330000;">Na próxima publicação serão apresentadas as questões pelo lado empresarial.</span></p>
]]></content:encoded>
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