Recente relatório da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Brasil) , apresentado pelo seu presidente, Jorge Guimarães, mostra que em 2005, enquanto foram graduados 8.989 engenheiros pelas universidades brasileiras, só 1.114 engenheiros concluíram o doutorado,
No Brasil há 139 programas de doutorado reconhecidos pela CAPES, dos quais 98% são desenvolvidos em instituições públicas.
O relatório salienta que essa quantidade precisa ser quadruplicada nos próximos seis anos se o Brasil pretende melhorar o desempenho industrial e empresarial, pois a quantidade atual de doutores formados mal consegue substituir os engenheiros doutores que se aposentam, ou falecem.
Segundo Guimarães “há enorme demanda de pessoal qualificado nas áreas de energia, petróleo e gás, minas e metalurgia, automação industrial, bens de capital e muitas outras”.
Se há tanta falta de engenheiros altamente qualificados para atender a demanda das empresas instaladas no Brasil, posso imaginar essa situação para a Região Amazônica, onde os cursos de doutorados na área de engenharia ainda estão engatinhando.
No Estado do Amazonas, A UFAM (Universidade Federal do Amazonas) e a UEA (Universidade do Estado do Amazonas) estão empenhadas em instalar novos programas de mestrado e doutorado na área de engenharia, mas esse processo não consegue se estabelecer apenas com o desejo.
É necessário muito empenho dos professores doutores, que são poucos, para construir convênios conformados à realidade amazônica, com as instituições brasileiras de pesquisa , preferencialmente, que já acumularam muita experiência no desenvolvimento de programas de doutorado.
Também é necessário o empenho sério dos administradores da UFAM, da UEA e dos governos Municipais e Estadual para encontrar o caminho mais efetivo para estimular, instalar, manter e desenvolver esses programas com garantia de alta qualidade na formação dos novos engenheiros doutores.