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É doce morrer no mar…

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Dorival Caymmi, morreste…

deixando o mundo embalado com a tua música imortal!

Hoje faz 12 dias que isso aconteceu…

e já estás fazendo muita falta!

É doce morrer no mar (Dorival Caymmi)

É doce morrer no mar… nas ondas verdes do mar…

A noite que ele não veio foi, foi de tristeza pra mim.
Saveiro voltou sozinho, triste noite foi pra mim.

É doce morrer no mar… nas ondas verdes do mar…

Saveiro de noite partiu, foi… madrugada não voltou
O marinheiro bonito… sereia do mar levou.

É doce morrer no mar… nas ondas verdes do mar…

Nas ondas verdes do mar, meu bem,
Ele se foi afogar.
Fez sua cama de noivo no colo de Iemanjá

VIVA!!!! SANDRO VAI AO PAN!!!!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

As pessoas que sonham e lutam para superar as dificuldades com lealdade e ética para realizar seus sonhos, com certeza são pessoas especiais.

Neste final de semana, 23 e 24 de junho de 2007, durante a realização do Troféu Brasil de Atletismo tive a honra de saber que o atleta amazonense SANDRO VIANA existe há 30 anos e é uma pessoa com mente e coração muito decididos.

Saiu do Amazonas, afastando-se da família – mulher e filho – para treinar durante 3, ou 4 meses e se preparar para participar do Troféu Brasil na modalidade de corrida de curta distância, sua especialidade.

Fora premeditando vencer pelo menos a corrida dos 200m rasos para ter lugar garantido na equipe que vai representar o Brasil nos Jogos Panamericanos que começarão no próximo dia 13 de julho.

Duplicou a parada: ganhou duas competições!!!!

Venceu também os 100m rasos e foi classificado para participar do 4×100 masculino!

Não tenho informação das condições com que esse rapaz saiu de Manaus e nem como estava, ou ainda está morando e se alimentando.

Só sei que saiu desta cidade basicamente com a cara e a coragem – característica de quem resolveu garantir o seu lugar no pódio da vida - pois, além do apoio incondicional e abençoado de sua mulher, só a Caixa, banco público federal, e o São Raimundo, clube tradicional de Manaus, lhe garantiram o suporte mínimo e necessário para um atleta do seu nível.

Todos nós sabemos que no nosso Amazonas existem muitos jovens com talento inato para treinar, disputar e vencer nas várias modalidades de atletismo.

No entanto, as autoridades só se aproximam desses jovens quando “as favas já estão contadas”, como dizia meu pai.

Ou seja, quando já não é mais preciso investir no talento, quando só vão receber os louros, as honrarias.

Então aparecem os politiqueiros tirando uma de papagaio de pirata!

O ATLETISMO precisa de muito apoio público e privado, com critérios bem definidos, para financiar programas bem mensurados com o objetivo de desenvolver o talento dos nossos jovens e criar-lhes a possibilidade de se tornarem profissionais competentes, sem apadrinhamentos.

Um programa imediato é a recuperação da nossa Vila Olímpica e a dissiminação de espaços físicos nos bairros e em outras cidades do nosso Estado que permitam o treinamento dos futuros atletas.

As Prefeituras Municipais das nossas cidades não podem se negar a converter boa parte do farto dinheiro público mal usado para a propaganda personalista de cada prefeito, em investimento na construção e manutenção de áreas , ou até de ginásios seguindo o padrão definido pela Confederação Brasileira de Atletismo

Mãos à obra! Chega de POLÍTICA AMADORA, ou POLITICAGEM INTERESSEIRA no trato de questões tão nobres!

BRASIL: Há poucos Engenheiros Doutores

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Recente relatório da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Brasil) , apresentado pelo seu presidente, Jorge Guimarães, mostra que em 2005, enquanto foram graduados 8.989 engenheiros pelas universidades brasileiras, só 1.114 engenheiros concluíram o doutorado,

No Brasil há 139 programas de doutorado reconhecidos pela CAPES, dos quais 98% são desenvolvidos em instituições públicas.

O relatório salienta que essa quantidade precisa ser quadruplicada nos próximos seis anos se o Brasil pretende melhorar o desempenho industrial e empresarial, pois a quantidade atual de doutores formados mal consegue substituir os engenheiros doutores que se aposentam, ou falecem.

Segundo Guimarães “há enorme demanda de pessoal qualificado nas áreas de energia, petróleo e gás, minas e metalurgia, automação industrial, bens de capital e muitas outras”.

Se há tanta falta de engenheiros altamente qualificados para atender a demanda das empresas instaladas no Brasil, posso imaginar essa situação para a Região Amazônica, onde os cursos de doutorados na área de engenharia ainda estão engatinhando.

No Estado do Amazonas, A UFAM (Universidade Federal do Amazonas) e a UEA (Universidade do Estado do Amazonas) estão empenhadas em instalar novos programas de mestrado e doutorado na área de engenharia, mas esse processo não consegue se estabelecer apenas com o desejo.

É necessário muito empenho dos professores doutores, que são poucos, para construir convênios conformados à realidade amazônica, com as instituições brasileiras de pesquisa , preferencialmente, que já acumularam muita experiência no desenvolvimento de programas de doutorado.

Também é necessário o empenho sério dos administradores da UFAM, da UEA e dos governos Municipais e Estadual para encontrar o caminho mais efetivo para estimular, instalar, manter e desenvolver esses programas com garantia de alta qualidade na formação dos novos engenheiros doutores.