Desde junho de 2007, a China está propondo deixar de utilizar culturas alimentares, como o milho, para produzir biocombustíveis, afirmou a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma daquele país.
Essa atitude política surgiu em resposta ao aumento de preços em nível mundial devido a procura de milho para a produção de biocombustíveis.
No início daquele mês, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura informou que a estimativa de aumento para as importações mundiais de grãos e óleos vegetais – utilizados em biocombustíveis – é de até 13% entre 2006 e 2007.
Na tentativa de reduzir as emissões de gases nocivos ao ambiente e diminuir a sua necessidade de importação de petróleo, até 2020 a China planeja produzir 15% do seu consumo de combustível a partir de fontes renováveis, como os biocombustíveis.
Em lugar do milho, a alternativa apresentada pela China Oil and Food Corporation é a produção do sorgo para fazer etanol.
A questão central é conseguir deter o aumento do uso de carvão mineral e petróleo na crescente velocidade de industrialização chinesa.