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BEBÊ DE PROVETA: Como será no futuro?

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Desde o nascimento do primeiro bebê de proveta do mundo – fato acontecido há 30 anos -a fertilização in vitro tornou-se banal.

O que acontecerá nas próximas três décadas?

Os pesquisadores afirmam que as próximas décadas podem trazer tecnologias igualmente transformadoras para o processo de fertilização in vitro.

Imagino então a possibilidade do seguinte cenário :

Uma criança nasce na sala de parto de um hospital pouco depois da meia-noite, pesando 3,4 kg – uma rotina no nascimento de um bebê.

Seus pais compram um exemplar do jornal para marcar o seu aniversário: 25 de Julho de 2038.

Com certeza essa criança é tudo aquilo com que os pais sonharam, porque eles fizeram todos os procedimentos médicos possíveis para ter certeza disso.

O bebê teve o seu genoma seqüenciado pela retirada de uma ou duas células quando ainda era um embrião, tal como foi feito para o aglomerado de outros embriões produzidos no mesmo processo de fertilização in vitro (FIV).

Os pais escolheram o seu bebê quando a clínica realizou a análise “das primeiras quatro células” e afirmou que este embrião em particular apresentava as melhores chances para nascer e crescer sem obesidade, livre de câncer e, principalmente, feliz…

Se este cenário parece perfeitamente plausível daqui a três décadas, é devido ao que aconteceu neste mesmo dia, deste mês há 30 anos atrás: o nascimento do primeiro bebê criado por FIV em 25 de Julho de 1978.

Os jornais que anunciaram a grande novidade nas primeiras páginas, a chamaram de SuperBebê, porém seus pais preferiram chamá-la de Louise Brown.

Desde então, aquilo que parecia inacreditável e cheio de controvérsias tornou-se banal: até hoje, cerca de 4 milhões de crianças nasceram por meio de FIV.

Por isso, a revista Nature pediu a vários especialistas em medicina reprodutiva para especular sobre o que poderia ser realizado nas próximas três décadas e discutir algumas das técnicas que prometem ser igualmente transformadoras, caso sejam legalmente aprovadas.

Há muitos aspectos interessantes a favor e contra que serão apresentados nas próximas publicações.