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	<title>Ciência, Tecnologia e Ensino &#187; applied physics</title>
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	<description>Artigos, análises e comentários sobre ciência, tecnologia e ensino em geral. Em particular, temas atuais a respeito da pesquisa em Física, informática e do ensino e aprendizagem de Física.</description>
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		<title>SPINTRÔNICA: Receita para Correntes de Spin</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 22:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Efeito Seebeck]]></category>
		<category><![CDATA[applied physics]]></category>
		<category><![CDATA[spintronic]]></category>

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		<description><![CDATA[O domínio da spintrônica – a eletrônica com o spin &#8211; procura explorar o spin dos elétrons nos metais e semicondutores a fim de realizar tarefas que, atualmente, são rotineiramente realizadas pelo transporte da carga dos elétrons.(ver &#8220;Spintrônica: Catracas de Spin&#8221;)
A spintrônica oferece um caminho promissor para alcançar novas reduções tanto nas dimensões quanto no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O domínio da <strong><span style="color:#ff0000;">spintrônica</span></strong> – a eletrônica com o spin &#8211; procura explorar o <strong><span style="color:#ff0000;">spin dos elétrons</span></strong> nos metais e semicondutores a fim de realizar tarefas que, atualmente, são rotineiramente realizadas pelo transporte da carga dos elétrons.<a title="Catracas de Spin" href="http://cocagna.blogspot.com/2008/08/spintrnica-catracas-de-spin.html" target="_blank">(ver &#8220;Spintrônica: Catracas de Spin&#8221;)</a></p>
<p>A spintrônica oferece um caminho promissor para alcançar novas reduções tanto nas dimensões quanto no consumo de energia dos dispositivos de estado sólido.</p>
<p>Nos últimos anos, muitas experiências engenhosas têm procurado desvendar os princípios básicos que governam a criação e a manipulação das correntes de spin: o fluxo de elétrons com polarização efetiva de spin.</p>
<p>Em uma pesquisa inédita, a equipe de Uchida introduz o “Efeito Seebeck para Spin” como uma maneira sobretudo elegante de gerar correntes de spin a partir de uma fonte de tensão de spin, a qual pode ser aplicada e mantida até a distância de aproximadamente 1 centímetro à temperatura ambiente.</p>
<p>O conhecido <em><strong><span style="color:#ff0000;">Efeito Seebeck</span></strong></em> refere-se ao aparecimento de uma tensão elétrica quando as extremidades de um fio, eletricamente isolado, são colocadas em diferentes temperaturas (Fig. 1A).</p>
<p>O gradiente de temperatura produz um fluxo de corrente que é transportada pelos elétrons para a extremidade com menor temperatura.</p>
<p>Como o fio está eletricamente isolado, há um fluxo invertido de elétrons impulsionado por um gradiente finito no potencial químico, μ, a energia dos elétrons mais energéticos no fio.</p>
<p>A situação é análoga a usar um ventilador para amontoar água em uma lateral de um aquário: o curso de água superficial na direção do vento é equilibrado por um fluxo oposto impulsionado pelo gradiente de pressão na água.</p>
<p>No estado estacionário, o nível de água no tanque &#8211; análogo a função do potencial químico μ &#8211; tem um perfil inclinado.</p>
<p>Do mesmo modo, o potencial químico μ exibe um perfil inclinado em um gradiente de temperatura (Fig. 1A) e a tensão observada é a diferença no potencial químico μ nas duas extremidades do fio.</p>
<p>Essa tensão termelétrica pode ser usada para gerar eletricidade e é uma fonte vital de energia para os satélites espaciais.</p>
<p>O efeito inverso, conhecido como o <em><strong>Efeito Peltier</strong></em>, é utilizado para resfriar os materiais variando desde micro chipes até vinhos raros.</p>
<p>O resultado completo dessa pesquisa deve ser lido em:</p>
<p>Uchida, K. et al. Nature 455, 778–781 (Out. 2008).</p>
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		<title>PRÊMIO NOBEL de FÍSICA: Universo Anti-Simétrico</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 15:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[LHC]]></category>
		<category><![CDATA[Large Hadron Collider]]></category>
		<category><![CDATA[Nobel prize]]></category>
		<category><![CDATA[anti-simétrico]]></category>
		<category><![CDATA[applied physics]]></category>
		<category><![CDATA[quarks]]></category>
		<category><![CDATA[quebra de simetria]]></category>
		<category><![CDATA[simetria CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Os vencedores do Prêmio Nobel de Física em 2008 &#8211; físicos nascidos no Japão &#8211; desenvolveram pesquisas para compreender o modo como são quebradas as simetrias fundamentais da natureza.
Quem são os premiados?
Ganhando um quarto do prêmio de 1,0 milhão de euros para cada um:
1- Makoto Kobayashi da Organização de Pesquisa do Acelerador de alta Energia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os vencedores do Prêmio Nobel de Física em 2008 &#8211; físicos nascidos no Japão &#8211; desenvolveram pesquisas para compreender <strong><span style="color:#006600;">o modo como são quebradas</span></strong> as <strong><span style="color:#006600;">simetrias fundamentais da natureza</span></strong>.</p>
<p>Quem são os premiados?</p>
<p>Ganhando um quarto do prêmio de 1,0 milhão de euros para cada um:</p>
<p><span style="color:#006600;"><span style="color:#000000;">1- </span><strong>Makoto Kobayashi</strong></span> da Organização de Pesquisa do Acelerador de alta Energia (High Energy Accelerator Research Organization) em Tsukuba, Japão;</p>
<p>2- <strong><span style="color:#006600;">Toshihide Maskawa Yukawa</span></strong> do Instituto de Física Teórica (YITP), na Universidade de Kyoto,</p>
<p>Qual foi o grande motivo da premiação dessa dupla?</p>
<p>- A descoberta da <span style="color:#ff0000;">origem da &#8220;<strong><span style="color:#006600;">quebra de simetria</span></strong>&#8221; na natureza que contribuiu para a preponderância da <strong><span style="color:#006600;">matéria</span></strong> sobre a <strong><span style="color:#006600;">antimatéria</span></strong> neste Universo.</span><br /><span style="color:#000000;"></span><br />Quem ganhou a outra metade do prêmio?</p>
<p>3- <strong><span style="color:#006600;">Yoichiro Nambu</span></strong>, da Universidade de Chicago, em Illinois, USA.</p>
<p>O que ele fez para merecer esse prêmio?</p>
<p>- Demonstrou que o <span style="color:#ff0000;">conceito de</span> &#8220;<strong><span style="color:#006600;">quebra espontânea de simetria&#8221;</span></strong> <span style="color:#ff0000;">pode explicar a diversidade de partículas e forças visualizadas na característica quântica da natureza</span>.<br /><span style="color:#000000;"></span><br />A <strong><span style="color:#006600;">quebra de simetria</span></strong> na natureza descreve como os sistemas físicos podem subitamente mostrar uma preferência por certa direção em detrimento de outras direções.</p>
<p>Por exemplo: um lápis equilibrado sobre a sua ponta apresenta simetrias em torno do seu comprimento visto a partir do topo, mas quando o mesmo se desequilibra e cai, aponta em determinada direção e essa simetria é quebrada.</p>
<p>O mesmo conceito se aplica a muitos sistemas, mas foi Nambu quem ampliou essa teoria para as partículas fundamentais, explica John Ellis, físico teórico do CERN, o laboratório de física de partículas da Europa, em Genebra, Suíça.</p>
<p>Ellis é um dos milhares de cientistas que desejam usar o <span style="color:#006600;"><strong>Large Hadron Collider</strong></span> (LHC) do CERN para desvendar um famigerado produto da quebra de simetria – o <strong><span style="color:#006600;">boson de Higgs</span></strong> – o qual se acredita ser capaz de dotar as outras partículas com massa.<a title="Large Hadron Collider" href="http://cocagna.blogspot.com/2008/09/large-hadron-collider-lhc.html" target="_blank">(ver &#8220;Large Hadron Collider&#8221;)</a></p>
<p>Kobayashi e Maskawa, entretanto, mostraram como a violação de certa simetria particular poderia <span style="color:#ff0000;">criar mais matéria</span><span style="color:#ff0000;"> do que antimatéria</span> no Universo &#8211; um mistério que vem de longo tempo escondido na física das partículas.</p>
<p>Em um artigo publicado em 1973, eles calcularam que as interações entre os <strong><span style="color:#ff0000;"><em>quarks</em> </span></strong>através da <strong>força fraca</strong> &#8211; uma das quatro forças fundamentais da natureza &#8211; naturalmente dá origem a uma violação na <strong><span style="color:#006600;">simetria da paridade de carga elétrica</span></strong> (<span style="color:#ff0000;">simetria CP</span>), quando as partículas de matéria não se comportam precisamente como imagens espelhadas das suas homólogas de antimatéria.</p>
<p>&#8220;Eles registraram essa enorme manifestação física cuja interpretação é a violação da <span style="color:#ff0000;">simetria entre matéria e antimatéria</span>&#8220;, comenta Ken Peach, físico da Universidade de Oxford, Inglaterra.</p>
<p>As equações também apresentavam a previsão da existência de uma <span style="color:#ff0000;"><em>terceira família de quarks</em></span>, uma idéia que parecia completamente &#8220;artificial&#8221; em 1973, até que os quarks foram identificados.</p>
<p>O trabalho de Kobayashi e Maskawa já foi verificado por dois experimentos de alta energia: o experimento Belle no Japão e o experimento BaBar no Centro do Acelerador Linear de Stanford, na Califórnia.</p>
<p>Esses experimentos mediram o decaimento de partículas que incluiu os <em><span style="color:#ff0000;">quarks bottom</span></em> e os seus resultados experimentais comprovaram as previsões iniciais: &#8220;Todas as conclusões são consistentes&#8221;, afirma Peach.</p>
<p>No entanto, a <span style="color:#ff0000;">violação da</span> <span style="color:#ff0000;">simetria CP</span> descoberta pela dupla, atualmente ainda não é suficiente para explicar a dominância total da <span style="color:#ff0000;">matéria </span>sobre a <span style="color:#ff0000;">antimatéria</span> no Universo .</p>
<p>Peach diz que muitos físicos acreditam que outra <span style="color:#ff0000;">violação de simetria</span> ainda mais poderosa pode ser identificada, talvez também por meio das medidas que serão realizadas no LHC.</p>
<p>(Baseado na matéria de Geoff Brumfiel publicada na <em>Nature </em>em 7 de outubro de 2008)</p>
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		<title>SUPERCONDUTOR: Magnetismo Exótico</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 15:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[applied physics]]></category>
		<category><![CDATA[exotic material]]></category>
		<category><![CDATA[magnetic properties]]></category>
		<category><![CDATA[superconductivity]]></category>

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		<description><![CDATA[A supercondutividade e o ordenamento magnético geralmente são considerados processos concorrentes, sendo os dois mutuamente exclusivos, ou vistos apenas em uma pequena região do diagrama de fase de materiais não homogêneos.
A liga CeCoIn5 (cerium, cobalto, indio) é um material extremamente limpo que pode ser preparado com alta qualidade cristalina.
Sendo um dos chamados supercondutores exóticos, exibe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A supercondutividade e o ordenamento magnético geralmente são considerados processos concorrentes, sendo os dois mutuamente exclusivos, ou vistos apenas em uma pequena região do diagrama de fase de materiais não homogêneos.</p>
<p>A liga CeCoIn5 (cerium, cobalto, indio) é um material extremamente limpo que pode ser preparado com alta qualidade cristalina.</p>
<p>Sendo um dos chamados supercondutores exóticos, exibe muitas propriedades similares aos mais complexos supercondutores de alta temperatura que utilizam materiais contendo cobre.</p>
<p>A equipe de Kenzelmann utilizou o espalhamento de nêutrons para sondar o ordenamento magnético nesse material a baixa temperatura e na presença de alto campo magnético.</p>
<p>Os resultados publicados mostram que encontraram provas de que o ordenamento magnético está estabilizado pelo comportamento de supercondução e coexiste com o mesmo.</p>
<p>Se ficou interessado por essa novidade, consulte:</p>
<p>M. Kenzelmann, Th. Strässle, C. Niedermayer, M. Sigrist, B. Padmanabhan, M. Zolliker, A. D. Bianchi, R. Movshovich, E. D. Bauer, J. L. Sarrao, J. D. Thompson, <em>Coupled Superconducting and Magnetic Order in CeCoIn5</em>, <strong>Science</strong>, vol. 321. no. 5896, 19 Setembro 2008.</p>
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		<title>GRAFENO: Identificação Colorida</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 14:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raffa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física aplicada]]></category>
		<category><![CDATA[applied physics]]></category>
		<category><![CDATA[eletrônica]]></category>
		<category><![CDATA[grafite]]></category>
		<category><![CDATA[grapheno]]></category>

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		<description><![CDATA[Proveniente da grafite, o grafeno é um material constituído por uma única camada de átomos de carbono organizados em uma estrutura hexagonal, muito parecido com uma única lâmina bem fina dos casulos de mel da colméia.
O material se mostra promissor para várias aplicações, principalmente na eletrônica por causa da alta mobilidade dos elétrons.

Ao utilizar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Proveniente da grafite, o <span style="color:#006600;"><strong>grafeno</strong></span> é um material constituído por uma única camada de átomos de carbono organizados em uma estrutura hexagonal, muito parecido com uma única lâmina bem fina dos casulos de mel da colméia.
<div>O material se mostra promissor para várias aplicações, principalmente na eletrônica por causa da alta mobilidade dos elétrons.</div>
<p>
<div>Ao utilizar o grafeno, no entanto, é importante saber com quantas camadas você está lidando: se há uma ou mais camadas de grafeno amontoadas.</div>
<p>
<div></div>
<div>Na procura de uma solução, a equipe de Wencai Ren e Huiming Cheng da Academia Chinesa de Ciências, em Shenyang, delineou um método ótico para identificar (ou caracterizar) as amostras rapidamente &#8211; mesmo em grandes áreas de amostra &#8211; e sem danificar o material.</div>
<p>
<div></div>
<div>Os métodos óticos utilizados no passado para estudar o grafeno utilizavam luz monocromática, mas as imagens produzidas apresentavam uma variedade de tons que não são facilmente diferenciados sem uma análise mais aprofundada e, em consequência, mais dispendiosa.</div>
<p>
<div><a href="http://4.bp.blogspot.com/_eRlYy8OBRNA/SLVpYJmUswI/AAAAAAAAAQg/hc2o0nKkQGw/s1600-h/Grafeno-Luz.jpg"><img style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eRlYy8OBRNA/SLVpYJmUswI/AAAAAAAAAQg/hc2o0nKkQGw/s320/Grafeno-Luz.jpg" border="0" /></a>O novo método dos pesquisadores utiliza uma gama de comprimentos de onda da luz visível produzindo imagens nas quais as diferentes cores associadas com a quantidade de camadas de grafeno, são facilmente distinguíveis pelo olho humano (foto).</div>
<p>
<div></div>
<div>As diferentes cores são produzidas pelas reflexões da luz de diferentes comprimentos de onda a partir das diferentes camadas do grafeno sobre o substrato.</div>
<p>
<div></div>
<div>Além disso, os pesquisadores descobriram que com uma ligeira diminuição do intervalo dos comprimentos de onda da luz incidente sobre o grafeno, eles conseguem aumentar esse contraste.</p>
<p>Os resultados deverão ajudar a identificar e preparar as amostras de grafeno ideais para as todas as aplicações.</p></div>
<p>
<div></div>
<div><span style="color:#ff0000;">Você se interressou pelo assunto</span>? <span style="color:#cc0000;">Consulte</span>:</div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<div>Gao, L., Ren, W., Li, F. &amp; Cheng, H. M. <em>Total color difference for rapid and accurate identification of graphene</em>. ACS Nano doi: 10.1021/nn800307s (2008).</div>
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