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FUNGOS DA AMAZÔNIA

quarta-feira, 18 de junho de 2008

O Laboratório de Bioorgânica especializado no estudo de fungos começou a funcionar neste mês de junho na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas.

Concentrando seus esforços em pesquisas de biomoléculas, particularmente em fungos da região amazônica, os pesquisadores do Laboratório afirmam que esse interesse é determinado por uma questão muito singular: a ciência ainda não consegue estimar com segurança a quantidade de espécies de fungos existente no nosso planeta.

Genericamente são feitas referências a milhões de espécies, das quais cerca de 70% habitam a Amazônia.

Por não serem conhecidos, também não há informação sobre a função desses fungos na ecologia desta região.

Um exemplo são os fungos endofídicos que habitam as folhas das árvores e só são detectados com aparelhos adequados.

Outro interesse na identificação dos fungos é a aplicação desses organismos vivos como matéria prima de produtos voltados para a saúde do ser humano, o que também faz parte do processo biotecnológico.

O Laboratório pretende desenvolver pesquisas com substâncias de fungos que podem ser aplicadas como inseticidas naturais, biomoléculas de fungos com propriedades antibióticas e de fungos produtores de proteínas unicelulares que podem ser aplicadas para minimizar o impacto ambiental de resíduos madeireiros.

Quem estiver interessado em participar dessas pesquisas em nível de pós-graduação, pode fazer contato:

Escolar Superior de Ciências da Saúde
Av. Carvalho Leal, 1777 – Cachoeirinha – CEP 69065-001 – Edifício Adriano Jorge – Manaus/AM
Fone: (92) 3214-9701

ÁGUA: bem VITAL, não RENOVÁVEL!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Neste planeta que chamanos de TERRA, mais de UM BILHÃO DE PESSOAS estão sem acesso a água potável e mais de DOIS BILHÕES DE PESSOAS tem pouco ou nenhum saneamento básico.

Como a água é consumida por demandas cada vez maiores de alimentos e energia e sua distribuição no planeta está sendo alterada pelas mudanças climáticas, cabe a pergunta:

O que podemos fazer para garantir a disponibilidade da água potável para o futuro, incluindo quem hoje não a tem?

Sabemos que a água é um bem natural vital, mas não é renovável!!!

O que isso significa?

Primeiro: Não há como repor a água ou conseguir mais água do que a que existe neste planeta.

Segundo: Se não transformarmos o nosso comportamento com relação ao MAL USO da ÁGUA, estamos nos condenando à morte lenta, gradual e, provavelmente, definitiva.

O índice de poluição das águas está ficando fora de controle, ou seja, para tornar a água potável será necessário gastar muito mais energia em um tempo cada vez menor.

As conseqüências são previsíveis: cada vez menos pessoas terão acesso à água potável.

Além disso, estamos perdendo terreno para as alterações provocadas pelas mudanças climáticas.
Em várias regiões deste planeta o ciclo das águas está sendo modificado porque provocamos intensas e extensas mutações ao nosso habitat – desmatando, acumulando lixo não degradável, poluindo a atmosfera – desestruturando rapidamente o conjunto de relações bio-físico-químicas existente entre os diversos ambientes terrestres.

Já não são suficientes tantas catástrofes naturais?

Precisamos, URGENTEMENTE, de muita coragem para deter essa destruição!

Entre muitas iniciativas individuais e familiares possíveis de realizar, temos que:

1- nos fazer presente e nos fazer ouvir em todos os foruns nacionais e internacionais;

2- criar comitês de ruas, bairros, cidades para desenvolver processos de controle das nascentes dos igarapés, riachos, protegendo a utilização dessas águas;

3- exigir o desenvolvimento de tecnologias que não destruam o ambiente;

Talvez assim consigamos, pelo menos, começar a deter a mutação que estamos impinindo ao nosso pedaço de chão: a bela Amazônia.

OBS: A foto é da NASA e mostra a Terra vista pelo astronauta na Apollo 11 ao passar por trás da Lua; pela face iluminada da Terra, o Sol está para cima na direção vertical.

AMAZÔNIA: Como desenvolver sem destruir?

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Em entrevista publicada no jornal a Crítica de domingo, 24 de maio, o Arcebispo de Manaus e atual vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Luiz Soares Vieira, comenta alguns pontos relacionados com o ambiente da região amazônica.

Na questão ambiental, Dom Luiz refaz perguntas que ainda continuam difíceis de ser respondidas:

Como vamos desenvolver esta região sem deteriorar o ambiente?

Que modelo de desenvolvimento deve ser efetivado de tal modo que as populações desta região tenham condições de viver econômica e socialmente bem, sem destruir a própria casa que oferece água e florestas?

A proposta básica trazida por Dom Luiz é que “para preservar as florestas e a água é preciso colocar nas mãos do povo o resultado das pesquisas sobre a Amazônia e não nas mãos dos grandes laboratórios“.

Comentando a atual situação do desmatamento, o Bispo confirma que a soja está invandindo a Amazônia pelo sul do Pará e do Amazonas, trazendo violência e morte, semelhante ao que ocorreu e continua acontecendo em outras regiões brasileiras.

Afirma que na escolha do modelo de desenvolvimento de qualquer região, é necessário fazer o balanço do custo benefício de longo prazo.

Se na Amazônia temos água e florestas que, no médio e longo prazos, são de uma riqueza inestimável, vale a pena destruir esse ambiente para plantar soja, ou qualquer outra monocultura, cujo valor fica ao sabor do mercado mundial?

Além disso, a riqueza imediatista trazida por essas monoculturas fica nas mãos de poucos, concentrada com os proprietários. Com a soja, em particular, a maior parte do trabalho é mecanizado e poucas pessoas são contratadas durante todo o processo de produção.

É bom lembrar que a ocupação desordenada e destruidora no sul da região amazônica também acontece com a introdução da bovino cultura.

Na opinião dele “o que falta para a Amazônia é um projeto de desenvolvimento global da região“.

Considera que as universidades e institutos de pesquisas da região asssociados com as representações da sociedade organizada devem discutir e decidir quais devem ser as regiões que precisam ser preservadas.

Realmente o desenvolvimento da região amazônica sem a conseqüente destruição, precisa estar na pauta de qualquer programa de governo, ou de empresários, para este primoroso pedaço de Mundo.

As civilizações originais desta região, os chamados índios atrasados, aqui viveram por cerca de 10 mil anos e desenvolveram culturas não destrutivas para a água e as florestas.

A nossa civilização avançada, mal completou 500 anos e já se encontra nesse terrível dilema.

É IMPRESSIONANTE!!!!

É bem possível que o conhecimento sobre esta região esteja bem melhor desenvolvido nas atitudes das populações que habitam nas beiras dos rios e que tiram a sobrevivência diária da água e das florestas.

OBS: a foto acima registra o rio Negro em frente à cidade de Manaus no meio do período de cheia, mostrando o perfil da floresta do outro lado a mais de 6 km; aí estão presentes os três elementos da natureza: a água, a floresta e o ser humano.

BRASIL: Há poucos Engenheiros Doutores

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Recente relatório da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Brasil) , apresentado pelo seu presidente, Jorge Guimarães, mostra que em 2005, enquanto foram graduados 8.989 engenheiros pelas universidades brasileiras, só 1.114 engenheiros concluíram o doutorado,

No Brasil há 139 programas de doutorado reconhecidos pela CAPES, dos quais 98% são desenvolvidos em instituições públicas.

O relatório salienta que essa quantidade precisa ser quadruplicada nos próximos seis anos se o Brasil pretende melhorar o desempenho industrial e empresarial, pois a quantidade atual de doutores formados mal consegue substituir os engenheiros doutores que se aposentam, ou falecem.

Segundo Guimarães “há enorme demanda de pessoal qualificado nas áreas de energia, petróleo e gás, minas e metalurgia, automação industrial, bens de capital e muitas outras”.

Se há tanta falta de engenheiros altamente qualificados para atender a demanda das empresas instaladas no Brasil, posso imaginar essa situação para a Região Amazônica, onde os cursos de doutorados na área de engenharia ainda estão engatinhando.

No Estado do Amazonas, A UFAM (Universidade Federal do Amazonas) e a UEA (Universidade do Estado do Amazonas) estão empenhadas em instalar novos programas de mestrado e doutorado na área de engenharia, mas esse processo não consegue se estabelecer apenas com o desejo.

É necessário muito empenho dos professores doutores, que são poucos, para construir convênios conformados à realidade amazônica, com as instituições brasileiras de pesquisa , preferencialmente, que já acumularam muita experiência no desenvolvimento de programas de doutorado.

Também é necessário o empenho sério dos administradores da UFAM, da UEA e dos governos Municipais e Estadual para encontrar o caminho mais efetivo para estimular, instalar, manter e desenvolver esses programas com garantia de alta qualidade na formação dos novos engenheiros doutores.