BIOCOMBUSTÍVEL: Novas Relações Internacionais

A inovação na área de combustível exige um tipo de colaboração diferente entre os pesquisadores da indústria e da academia.

Por muitas décadas, o padrão de vida da maioria dos países da Europa Ocidental e dos Estados Unidos tem sido sustentado por novos produtos, serviços e comércio que são o resultado de mais de 100 anos de liderança desses países em pesquisa e desenvolvimento mundial.

No entanto, a foice do custo competitivo tem forçado a eliminação de todos os programas de pesquisa e desenvolvimento de curto prazo do setor privado nesses países.

Os maiores laboratórios corporativos, que já foram notáveis catalisadores para o desenvolvimento econômico, todos estão desaparecendo. Por exemplo, os Laboratórios da RCA – empresa de telecomunicações estadunidense criada em 1919 – já não existem.

Os Laboratórios Bell, em Murray Hill, New Jersey-USA, que já foi o principal laboratório corporativo de pesquisa no mundo, viu o seu orçamento reduzido de 3,0 bilhões de dólares em 1982 para 1,3 bilhões de dólares em 2005 (sem os ajustes inflacionários).

Enquanto isso, as corporações competitivas da Ásia e em outros lugares do mundo, em muitos casos aproveitando a vantagem do baixo custo do trabalho, incrementaram o investimento em pesquisa e desenvolvimento a tal ponto que muitas delas agora estão superiores às companhias do Ocidente industrializado, tanto na qualidade do produto quanto na produtividade.

A conseqüência principal dessas mudanças é que a Europa e os Estados Unidos logo vão verificar que, pela primeira vez na história moderna, a maioria das novas idéias para os produtos e serviços que resultam no crescimento econômico, está sendo gerada em outros lugares do planeta.

Isso representa a perda das hegemonias industrial e econômica.

Essa situação pode ter conformação de dois tipos: circunstancial ou estrutural.

Em ambas as conformações, cabe uma questão básica:

Será que o Ocidente tem alguma vantagem competitiva que poderia aproveitar para corrigir esta tendência?

Se não tiver vantagem competitiva que permita a reação imediata, significa que o problema é estrutural, sendo muito mais difícil de ser alterado.

OBS: Vamos continuar essa análise na próxima publicação.

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