Supercondutores Cerâmicos: 20 Anos

Os desafios da ciência de materiais para desenvolver o fio supercondutor de alta temperatura.

Em uma série de descobertas surpreendentes ocorridas há vinte anos, foi identificada uma grande família de materiais cerâmicos cuprate que apresentava supercondutividade em temperaturas superiores, e em alguns casos bem acima, da temperatura de liquefação do nitrogênio, T = 77K.

A imaginação dos pesquisadores foi fortemente ativada pelas perspectivas das aplicações para os condutores com resistência elétrica nula resfriados com um substância criogênica barata e prontamente disponível.

O otimismo inicial, entretanto, logo foi moderado pela dura realidade da aplicação desses novos materiais:
1- a frágil cerâmica não é facilmente transformada em longos e flexíveis fios condutores;
2- os elevados níveis de corrente elétrica requerem um padrão de cristalinidade quase perfeito para a cerâmica;
3- o desempenho cai rapidamente na presença de um campo magnético – o lado mau da alta temperatura de transição.

Apesar desses enormes obstáculos, atualmente milhares de quilômetros de fio supercondutor de alta temperatura estão sendo manufaturados para demonstrações de cabos de transmissão, de motores e de outros componentes elétricos.

A pergunta é se as vantagens do fio supercondutor, tal como a eficiência ea compactação, podem compensar a maior desvantagem: o custo.

Agora o desafio para os cientistas dos materiais é retornar aos fundamentos e extrair o máximo desempenho possível destes maravilhosos e tão complexos materiais.

OBS: Na seqüência desta publicação vou apresentar algumas análises a respeito do comportamento dos materiais supercondutores.

Um comentário para “Supercondutores Cerâmicos: 20 Anos”

  1. Diego disse:

    Achei muito interessante o blog, principalmente por que sou estudante de Física.

    Aguardo visita!

    Responder

Deixe um comentário